LUTA E LIBERTAÇÃO “A vossa visão se detinha no túmulo, nós vos desvendamos, para lá desde, um esplêndido horizonte. Não sabíeis porque sofreis na Terra, agora, no sofrimento, vêdes a justiça de Deus.” A GÊNESE — Capítulo 1º — Ítem 62.
Estás empenhado numa grande luta. Conflito sem quartel a espraiar-se indomável. Avalanches aflitivas que surgem, soterrando esperanças. Batalhas encarniçadas que aparecem, dizimando corações. Ninguém está em paz total. Se por um lado as mentes se alçam às culminâncias da técnica, construindo os admiráveis instrumentos da pesquisa, construção e transporte, por outro lado, as diferenças morais e econômicas proporcionam as quedas desastrosas do sentimento. E apesar das fácilidades modernas enxameiam misérias indescritíveis. Com tanta luz projetada nos caminhos da razão as trevas se demoram densas e ameaçadoras.. Das tormentas, porém, advêm as alvíssaras da tranqüilidade. A luta é, indubitavelmente, uma imposição evolutiva. Mantém-se o corpo através do conflito celular. Voeja a borboleta com a dilaceração da lagarta. Sustenta-se a árvore com a decomposição dos tecidos que a adubam. Comprometido com a retaguarda espiritual, o homem de hoje como o de ontem, recupera os patrimônios da vida com que se comprometeu em arremetidas da loucura. Trazendo à atualidade o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Doutrina Espírita ensina mudança de rumo para o pensamento, e realização edificante para o sentimento. Objetivando a construção da felicidade no cerne das criaturas oferece a instrumentação do esclarecimento e dos fatos, convocando as forças atuantes de cada um para a batalha real da libertação total. Não somente luta externa pelo poder que não felicita. Nem luta interna sob o guante das seduções degeneradoras. Extinção do mal interno angustiante e vigoroso —eis o objetivo essencial. Libertação de todo gozo fácil e breve, para realização do gozo pleno e total. Repetindo a sentença do Mestre que “não veio destruir a Lei mas dar-lhe cumprimento” asseveram os Espíritos da Luz que o Espiritismo “não vem destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução”. Resolve-te, pois, quanto antes e sem demora, ao empreendimento da auto-libertação e não te faltarão os recursos para a vitória imperiosa e inadiável sobre ti mesmo, nas grandes lutas do momento em que a espécie humana se encontra para a sublime ascensão.
ESPÍRITO E VIDA DIVALDO PEREIRA FRANCO DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h48
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FÉ E CONDUTA “Pelo Espiritismo, o homem sabe donde vem, para onde vai, porque está na Terra, porque sofre temporariamente e vê por toda parte a justiça de Deus.” A GÊNESE — Capítulo 1º — Item 30.
Vive o cristão moderno na catedral forense da Fé à semelhança de nobres expositores em inoperância, discursando para ouvintes impassíveis. Apontam deficiências, apresentam sugestões, impõem diretrizes, sem resolverem o problema da multidão que os contempla em modorra silenciosa. Não ajudam positivamente. Não se melhoram, embora as respeitáveis afirmações da referência pessoal. Quando silenciam e demandam a via pública conduzem valiosos conceitos de bolso e alma vazia. Alguns, ligados às diretrizes de Rosa, procuram apenas observar fórmulas exteriores, complicando a Promessa Divina em liturgias aparatosas que imprimem respeito às aparências desvaliosas. Outros, comprometidos com as igrejas nascidas na Reforma, expõem a letra morta da Lei, transformando-se em juízes severos, contando consciências salvas, dividindo as criaturas e organizando estatutos de conduta para o próximo em expressivos discursos teológicos, dominados, muitas vezes, por ódios de grupos que se digladiam. E outros mais, irmanam-se aos compromissos espiritistas, experimentando a mensagem da Lei infatigável, no corpo da existência física. Mesmo assim, repetem os equívocos dos aparatosos irmãos romanos e apresentam verbetes onde fulguram luminosos conceitos de fé. Quando, porém, todos despirem a túnica da carne e demandarem o Supremo Tribunal, o Grande Juiz os fitará com a decepção estampada na face, e, precípites, os desconcertados crentes passarão às justificativas a que se habituaram enquanto no caminho. O filho de Roma dir-se-á ludibriado pela tradição religiosa, transferindo a responsabilidade dos seus insucessos espirituais aos mentores que o norteavam. O discípulo da Reforma fará citações oportunas recordando que a fé salva mas sem justificação para a ausência de anotações de trabalho na ficha de serviço fraterno. Mais lamentável deverá ser a situação do discípulo de Allan Kardec, que conheceu por experiência pessoal a expressão nobre da fé que descortinou. Não terá justificativa porque sabe que fé é norma de conduta. Fé é enflorescimento — conduta é fruto. De mãos vazias, todos estarão aguardando a resposta no Grande Tribunal. Aos primeiros, o Grande Magistrado concederá o ensejo de reaprender, retornando à escola da carne pelo caminho do sofrimento... Aos segundos, o Chefe Supremo oferecerá a oportunidade nova de serviço na gleba feliz do mundo, tendo a mente tarda e ágeis as mãos. Mas aos servidores negligentes, conhecedores da sabedoria da Lei divina, o Patriarca Celeste sentenciará: “Tenho piedade de vós! Retornareis ao ilhéu da matéria no oceano da dor... Não somente para servir mas também para meditar e aprender. Ali o tempo caminhará convosco trabalhando, em vosso coração a mensagem viva do dever”. Tal será o resultado do julgamento quando os pregoeiros da palavra e da crença, na grande catedral forense da fé, retornarem à ribalta do mundo para a sublimação dos ideais, no carreiro da Caridade. Mergulha, desse modo, o pensamento no estudo e na prática do Espiritismo, assenhoreando-te do conhecimento para identificares os móveis dos sofrimentos atuais, corrigindo arestas morais e construindo em volta dos próprios passos uma senda de luz, por onde possam avançar outros pés, no rumo da libertação plena.
ESPÍRITO E VIDA DIVALDO PEREIRA FRANCO DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h46
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ANTE A SEARA ESPÍRITA “O Espiritismo, partindo das próprias palavras do Cristo, como este partiu das de Moisés, é conseqüência direta da sua doutrina.” A GÊNESE — Capítulo 1º — Item 30.
No campo espírita há lugar para todas as modalidades de labor que se possam imaginar, para quem deseja atingir a paz com felicidade plena. A grande aspiração dos primeiros seguidores do Cristianismo nascente agora se repete entre os adeptos do Espiritismo — o Cristianismo reinante. O espírita mantém vida pública em inalterável atuação produtiva. Não tem horas reservadas para o auxílio — ajuda sempre. Não usa o tempo em contemplação paralisante —age sem cansaço. Não transforma a oração em petição de auto-beneficiamento — faz da prece meio de comunicação com o Senhor. Não confia, demorando-se em atitude morna e inoperante de espera inútil — utiliza os valores do tempo e conquista mérito. Não relega aos Anjos Tutelares as tarefas que lhe competem — crê no auxílio do Céu mas trabalha nos deveres da Terra. Não permuta com o Pai os valores do mundo em negociações ilícitas — reconhece-se como devedor permanente do Grande Criador e dá-lhe a vida inteira. O espírita, repetimos, estuda e aprende. Em círculos de estudos realiza a cultura e, aprendendo, ilumina a mente. Ama e engrandece-se pelo trabalho. Na seara do bem desenvolve e santifica o sentimento. Respeita no mundo o Grande Lar que o Genitor Divino erigiu. E enobrece pela conduta reta o humilde lar que edifica para a felicidade da família. Difunde a Suprema Misericórdia em exórdios candentes e apaixonados. E realiza discursos de amor em atos de misericórdia para com os infelizes. Acata as diretrizes das Leis Cármicas com que a Vida o corrige e educa. E usa o perdão como medicamento valioso para quantos o ferem na existência física. Cumpre o dever da prece em conjunto, no Templo de edificações coletivas. E ora em segredo no silêncio da mente quando realiza, sofre ou é feliz. Presta culto de sublimação à Sapiente Causa. E descobre em todos os anciãos a figura do pai alquebrado, necessitando de braços que os amparem. O Céu é o porto ansiosamente sonhado. E a Terra é a escola de bênçãos preparatórias. Sabe que a fé, a demorar-se em êxtase, é improdutiva, porque tem em Jesus o Mestre da ação incansável. Dedica-te, assim, se buscas o campo espírita para a realização do auto-aprimoramento, porqüanto a felicidade prometida pelo Amigo Inconfundível não édaquele que a assalta mas de quem sabe agir, permanecer e confiar nela.
ESPÍRITO E VIDA DIVALDO PEREIRA FRANCO DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h51
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O MUNDO E TU “No mundo dos Espíritos há compensações para todas as virtudes, mas há também penalidades para todas as faltas e, destas, as que escaparam às leis dos homens são infalivelmente atingidas pelas de Deus.” O CÉU E O INFERNO — 2ª parte — Capítulo 6º — Item 19. (Comentários — O Espírito de Castenaudary).
Os olhos umedecem quando meditas, considerando as pequenas migalhas que te exornam a existência, como minguadas concessões que consegues desfrutar. Deslizam, ao teu lado, sobre as águas cantantes do rio do prazer as barcaças da ilusão apinhadas de aficionados. Parecem felizes, competindo com a luz formosa, adereçados de encantamentos, num festival de radiosa febricidade de alegria. Gostarias de ser como eles. Alguns passam céleres pela tua porta em veículos modernos de extravagante arrogância, com petulante desdém, espraiando o triunfo pessoal que os empolga. Desejarias fruir, como eles, algumas horas de sonhos. Muitos desfilam, vaidosos, e repousam em tronos de alegria e beleza, imperando vitoriosos, embriagados de poder. Anelarias experimentar as emoções que os amolentam. Conheces da experiência carnal somente dificuldades. O pão te chega à mesa a preço de amorgo suor. Carpes incompreensão em poço de indescritível soledade. Consegues o mínimo com esforço inaudito. A alegria é hóspede desconhecido do teu coração. Nenhuma extravagância, nenhum excesso. As horas dividem-se entre deveres e deveres. Parece-te que a lei da divina justiça te tributa pesado imposto pela honra da vida. Assinalas nos outros o que eles exibem e que lhes não pertence. Não creias em felicidade a manifestar-se ruidosa. Não confundas triunfo com algazarra. Muitos vencedores foram assassinados após as vitórias, enquanto repousavam em coxins suaves. Escravos de si mesmos e escravos de outros escravos que os dominam às ocultas têm sede de liberdade e vida simples, esses que te exibem sorrisos profissionais de falsa alegria. Pensas que eles tudo têm mas em verdade não se têm sequer a si próprios. Não conseguem desvencilhar-se do cipoal a que se enovelaram nem conseguem sobreviver sem o tóxico que os aniquila vigorosamente. Choram sem lágrimas, pois que estas secaram pelos caminhos que percorreram na terrível busca desse nada. Sofrem e não encontram ouvidos que os escutem. Aqueles que os cercam, quase sempre desejam roubar-lhes o lugar para envergarem as suas amarfanhadas fantasias. Embora os aplausos, os sorrisos e os amigos, vivem sozinhos... És livre, porém, apesar dos elos da cadeia dos deveres nobilitantes. Ama apesar de não receberes retribuição. Ajuda mesmo sem a consideração dos socorridos. Estende os tecidos da esperança embora não te identifiquem os beneficiados. Podes fruir a paz que dimana da prece e a harmonia que se derrama da fé. Possuis felicidade sem mesclas de crime nem bases de enganos. Não invejes os que se estão atirando ao autocídio inconsciente. Pensa nesses triunfadores enganados com simpatia e cordialidade. Exulta por te encontrares em pleno caminho de redenção espiritual, expungindo enquanto outros se infelicitam, libertando-te ao tempo em que outros se enclausuram. E se puderes partir os elos mesquinhos da auto-compaixão infundada e desnecessária, bendize o que tens, a vida que experimentas e a fé cristã-espírita que te ilumina interiormente conseguindo sobrepor os ideais incorruptíveis da imortalidade aos jogos vis e escravocratas do mundo. Muito oportuno recordares o ensino de Jesus: “No mundo só tereis aflições”... mas os que porfiarem fiéis até o fim herdarão a glória excelsa.
ESPÍRITO E VIDA DIVALDO PEREIRA FRANCO DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h43
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NEGOCIAÇÕES COM DESENCARNADOS “A proibição de Moisés era assaz justa, porque a evocação dos mortos não se originava nos sentimentos de respeito, afeição ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações, tal como nos angúrios e presságios explorados pelo charlatanismo, e pela superstição. Essas práticas, ao que parece, também eram objeto de negócio e Moisés, por mais que fizesse, não conseguiu desentranhá-las dos costumes populares.” O CÉU E O INFERNO - 1ª parte — Capítulo 11º — Ítem 4.
Contam que Periandro, o tirano de Corinto, depois da desencarnação de Melisses, sua esposa, mandou evocar-lhe o espírito, através de famoso médium de Dodona, no Epiro, a fim de informar-se quanto ao local em que fora enterrado um tesouro e cujo segredo levara para o túmulo. O espírito, no entanto, recusou-se a divulgar a informação sob a alegação de que o marido esquecera de prestar-lhe algumas homenagens póstumas. Ciente da queixa da “sombra”, mandou Periandro que se fizessem as cerimônias, após o que, o espírito deu os pormenores solicitados. Desde a mais remota antigüidade as sombras dos mortos eram convocadas ao comércio com os homens, em nefandas mancomunações, alongando e mantendo no além-túmulo os vínculos com as paixões turbulentas e mesquinhas que os caracterizavam, com resultados quase sempre decepcionantes... Em todos os povos as oferendas aos desencarnados eram feitas através de evocações burlescas e selvagens, nas quais se pretendia intercâmbio rendoso e imediato. Tais práticas, apesar de degradantes, alongaram-se pelos séculos e, ainda hoje, não são poucos aqueles que supõem encontrar nas modernas sessões mediúnicas do Espiritismo cristão, as possibilidades de negociar com os desencarnados em propostas ridículas, vazadas nos mais eloqüentes despropósitos. Médiuns há que sintonizam com espíritos de todo quilate. Espíritos há que se comprazem em intercâmbio com médiuns possuidores dos mais abjetos sentimentos. O Mundo Espiritual é residência fixa dos viajantes do mundo corporal... Cá e lá as condições de vida se assemelham, as circunstâncias morais têm as mesmas nuances. Não há porque estranhar repontem em todo lugar as informações apaixonadas deste ou daquele negocista das especiarias mediúnicas, relatando descobertas valiosas, doando possibilidades de vida fácil e sem esforço, deslumbrados pelo que os Espíritos dizem e se propõem fazer... Os desencarnados, embora considerados mortos vivem, e mesmo os menos esclarecidos podem informar, esclarecer, falar do passado, pensar, homens que foram, espíritos que são, com preferências, com aspirações. Tens, porém, a Doutrina Espírita para teu consolo e roteiro. Não te mente para agradar, não te engana para conquistar. Consola-te e recomenda cuidado com o erro e o crime. Guia-te e liberta-te das paixões. Diante do sofrimento não alude à dor com evasivas, utilizando o desculpismo de tão bom paladar para os trêfagos. Mas te fala dos erros de ontem que hoje resgatas, e, quando separado de a quem amas por este ou aquele motivo, não te acena vãs promessas e loucas esperanças, esclarecendo que o óbice de agora é lição para o futuro, preconizando fraternidade e amor em moldes elevados e libertadores. Não te enganes nem enganes a ninguém. O Espiritismo é como a luz — não enseja equívocos. Prometido por Jesus e por Ele próprio denominado Consolador, o Espiritismo ajuda o espírito a ascender, embora seja através da cruz de provações que outra não foi, senão aquela mesma que o Mestre conduziu ao Calvário, e na qual ensinou libertação e felicidade perene à Humanidade, milênios afora, em sublime negociação de amor sem fim.
ESPÍRITO E VIDA DIVALDO PEREIRA FRANCO DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h52
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DINAMISMO PARA A PAZ “O bem e o mal são praticados pela função do livre arbítrio, e, conseguintemente, sem que o Espírito seja fatalmente impelido para um ou outro. Persistindo no mal, sofrerá as conseqüências por tanto tempo quanto durar, a persistência, do mesmo modo que, dando um passo para o bem, sente imediatamente benéficos efeitos.” O CÉU E O INFERNO 1ª parte, Capítulo 7º — Item 20.
Dificuldades, todos enfrentamos pela rota evolutiva. Aflições, todos experimentamos no exercício da sublimação. Ansiedades, todos agasalhamos na execução do programa de libertação íntima. No entanto, porque acidentes da estrada ocultem a meta de destino não significa isto o desaparecimento do objetivo a alcançar. Nem porque a noite em se assenhorando da abóbada celeste espalhe sombras, deixa de recamar-se o firmamento com astros que fulguram, confirmando o sol presente... Faz-se necessário que a luta árdua seja contínua para que se comprove a excelência do lidador. E nesse particular o estudante do Evangelho não tem motivos para estranheza. Resnacido sob o sinete de débitos passados, é constrangido à recuperação na senda da ação enobrecedora, não conseguindo evadir-se da cela do compromisso sem os danos da fuga pela porta da irresponsabilidade. Estigmatizado interiormente pela aflição punitiva a que faz jus como corretivo adequado, não encontra lugar de repouso nem sítio de paz, senão entre as urzes da tarefa renovadora e os calhaus dos deveres. Afervorados, porém, ao ideal e vitalizado pelo Evangelho alimenta-se de esperança para, apaziguado, prosseguir sem deserção. Convidado a doar, todos esperam que te does integralmente. Instado a amar, todos aguardam que teu amor se individualize em relação a cada um sem que te esqueças de ninguém, esquecido, no entanto, de ti mesmo. Levado a ajudar, todos esperam que teus braços sejam sempre como conchas de socorro sem tempo de ajudar-te, consoante os padrões da vida que todos pedem viver. Sucede, desse modo, que o cristão verdadeiro carrega o Cristo para todos e, ao conduzi-Lo, renova-se e vive naturalmente. Mas não se pertence. Não se permite prêmios. Doando-se não se pode prender, amando não aguarda amor e ajudando não lhe é lícito predileção no tipo de auxílio a distender. Torna-se o irmão de todos, faz-se compreensão para todos. É uma gota de paz no oceano dos conflitos. Não esmorece, pois que, possuindo a paz de espírito, é mordomo de tesouros que o capacitam ao sacrifício e à redenção. A fim de que a paz do Cristo te afaste os obstáculos, as aflições e os anseios, faze um programa de manutenção e assistência, fácilitando-lhe a continuidade nos recônditos do ser. Disciplina o tempo e estuda a Doutrina dos Espíritos na qual haures equilíbrio; seleciona pensamentos, vitalizando apenas os que edificam, para os amadureceres pela meditação, a fim de que se corporifiquem como benfeitores; visita dores maiores do que as tuas com alguma freqüência; acompanha um féretro, ao lado dos que experimentam a ausência do ser querido, para te lembrares da própria desencarnação, que logo mais advirá; descarrega a tensão nervosa num trabalho físico com regularidade; distribui algo pessoal para treinares o desapego às coisas que ficam na retaguarda, e ora, com assiduidade, a fim de que as ondas da inspiração superior visitem tua casa mental e lubrifiquem peças e impLementos do aparelho elétrico do sistema nervoso que te serve de sustentáculo. Liberta-te do ciúme — chaga atroz. Aniquila a dúvida — sombra perturbadora. Expulsa a suspeita — adversária cruel. Dissolve a preguiça — entorpecente maldito. Anula a cólera — fâmulo criminoso. Combate a malícia — tóxico aniquilante. Dá o teu esforço para que recebas o reforço necessário. Não há oferendas sem base de mérito relativo nos arraiais da evolução. A corrente elétrica produz se o dínamo gera energia e a aparelhagem funciona se ajustada à ciclagem por onde corre a potencialidade energética. Tendo no Cristo o dínamo potente a gerar corrente incessantemente, ajusta-te ao seu diagrama de serviço para que brilhem e se movimentem em ti a paz e a felicidade de que careces, e vencerás dificuldades, aflições, ansiedades, vivendo uma vida harmoniosa numa ascensão perfeita e libertadora.
ESPÍRITO E VIDA DIVALDO PEREIRA FRANCO DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS
Escrito por EDUARDO BARROS às 13h22
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