IMÃ
Perto, muito perto de ti, estão todos aqueles que já te precederam na viagem da morte. Aqueles que subiram para o alto dos montes se referem à luz; no entanto, os que desceram para as furnas do vale agitam-se na sombra. Quantos se sublimaram, no suor do serviço, mostram que vale a pena lutar e padecer, para que o bem se faça, e apelam para o bem, porque Deus é amor. Contudo, os que se agarram às paixões inferiores mergulham-se nas trevas, como seres do lodo, e, em largo desespero, convidam para o mal, a que se prendem, fracos, em tremenda ilusão. Todos os que marcharam no extremo auxílio aos outros ensinam-te, pacientes, a converter espinhos em roseirais eternos, mas quantos desprezaram as criaturas irmãs, no apego desvairado à posse de si mesmos, induzem-te a fazer de rosas passageiras duros espinheirais. Não afirmes: — “Sou pedra.” Nem digas: — “Não percebo.” No lar do pensamento, estamos todos juntos. Cada Espírito escolhe a força em que se inspira. O raciocínio manda. O sentimento guia. Trazes, assim, contigo, o leme do destino escondido na mente, ocultando no peito o impulso que o dirige, porque tudo prospera aos golpes do desejo, e o imã do desejo chama-se coração.
SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h32
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EXPLIQUEMOS
Não desconheces que a Doutrina Espírita é a revivescência do Cristianismo em sua pureza. Nos primeiros tempos do Evangelho, os apóstolos da idéia edificante eram os médiuns da Boa-Nova, espalhando-lhe os ensinos. Hoje, o Espiritismo é a palavra que os complementa.
Disse Jesus: “Necessário vos é nascer de novo.” Apontemos que o Mestre não se refere apenas ao renascimento simbólico pela atitude, valioso mas insuficiente, e, sim, à reencarnação, em que o Espírito se aprimora de corpo em corpo.
Disse Jesus: “Enquanto não vos tornardes quais crianças, não entrareis no Reino de Deus.” Esclareçamos que o Mestre não aprova a inexperiência, e sim nos convida à simplicidade, a flui de que possamos viver sem tabus e sem artifícios.
Disse Jesus: “Considerai os lírios do campo que não fiam e nem tecem e, entretanto, Salomão, com toda a sua glória, jamais conseguiu vestir-se como um deles.” Registremos que o Mestre não apóia a preguiça, em nome da fé, e, sim, dá ênfase justa ao dever cumprido, no qual ninguém precisa assaltar os recursos dos outros, a pretexto de garantir a própria felicidade, porqüanto o lírio do campo, onde medre, atende à função que lhe cabe na economia da Natureza.
Disse Jesus: “Quem se humilhar será exaltado.” Anotemos que o Mestre não encoraja os que se fazem de tolos para senhorear o melhor quinhão na mesa do oportunismo, e, sim, estimula os que se sustentam leais à reta consciência, prosseguindo, sem perturbar os próprios irmãos, no labor que a Providência Divina lhes concede realizar.
Disse Jesus: “Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos fazem mal e orai pelos que vos perseguem e caluniam.” Assinalemos que o Mestre não espera se transformem os discípulos em legião de louvaminheiros dos delinqüentes importantes da Terra, e sim nos aconselha a respeitar os adversários pela sinceridade que demonstrem, dando-lhes campo de ação para que façam, melhor que nós, a tarefa em que nos criticam, continuando, de nossa parte, na execução dos compromissos que nos competem, cultivando a paciência praticada por ele mesmo, quando ajudou aos próprios persegUidOreS, através do exemplo silencioso, sem aplaudir-lhes a crueldade.
Disse Jesus: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo que meu Pai vos enviará em meu nome, vos esclarecerá em todas as coisas e vos fará Lembrar tudo quanto vos tenho dito.” Mostremos que o Mestre não se reporta a acontecimento cósmico em desacordo com as leis naturais, e sim à Doutrina Espírita, pela qual os EspíritOS santificados na evolução voltam ao mundo, aclarando as sendas da vida e reafirmando O que ele próprio nos ensinOU.
Não faças de tua convicção incenso à idolatria. Recorda que, em Doutrina Espírita, é preciso estudar e aprender, entender e explicar.
SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h47
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ELES SABEM
Quando à frente do companheiro que sofre, determina a verdadeira superioridade moral, te imagines no lugar dele, a fim de que a tua palavra lhe sirva de refrigério e lição. Excetuando as criaturas deliberadamente enfurnadas na ignorância ou bestializadas no crime, que reclamam a compaixão da Providência Divina, ninguém se aprisiona em armadilhas do erro, agindo de própria vontade. Aqui, alguém abraçou a delinquência, admitindo que afeto seja capricho. Ali, há quem padeça escárnio na praça pública, por haver acreditado cegamente naqueles que lhe zombaram da confiança.
Perante os que lutam e choram nas consequências das próprias quedas, sejam encarnados ou desencarnados, arma-te de humildade e entendimento se aspiras a auxiliar. Convence-te, sobretudo, de que o necessitado é o primeiro a conhecer-se. O doente sabe em que ponto do corpo se lhe encrava a enfermidade e não aguarda acusações porque se desgoverna nos momentos de crise. Pede socorro e medicação. O mutilado sabe que peça lhe falta no carro orgânico e não aguarda acusações porque exibe forma imperfeita. Pede auxilio e recurso. O faminto sabe que tem o estômago torturado e não aguarda acusações porque se aflige em descontrole. Pede um prato de pão. O sedento sabe que carreia consigo o tormento da secura e não aguarda acusações pelos esgares que mostra. Pede um copo de água fria. Assim também, os que tombaram na culpa conhecem, por si mesmos, o labirinto de sombra em que jazem situados e não aguardam acusações maiores que as da própria consciência, em se vendo dementados e cegos, humilhados e infelizes.
Diante, pois, do irmão que caiu em remorso e rebeldia, azedume ou desespero, não lhe batas nas chagas. Se queres efetivamente reajustá-lo, deixa que o teu amor apareça e lhe tanja as cordas do coração.
SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h31
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ALIANÇA ESPÍRITA
Aliando as sociedades espíritas para salvaguardar a pureza e a simplicidade dos nossos princípios, é forçoso considerar o Imperativo da aproximação, no campo de nós mesmos. Decerto, ninguém pode exigir que o próximo pense com cabeça diversa da que possui. Cada viajante vê a paisagem da posição em que se coloca e toda posição renova as perspectivas. União, desse modo, para nós, não significa imposição do recurso interpretativo, mas, acima de tudo, entendimento mútuo de nossas necessidades, com o serviço da cooperação atuante, a partir do respeito que devemos Uns aos outros.
Iniciemos, assim, a nossa edificação de concórdia aposentando a lâmina da crítica. Zurzir os irmãos de luta é retalhar-lhes a própria alma, exaurindo-lhes as forças. Se o companheiro fala para o bem, ainda que sejam algumas frases por dia, estende-lhe concurso espontâneo para que enriqueça o próprio verbo; se escreve para construir, ainda que seja uma página por ano, encoraja-lhe o esforço nobre; se consagra energias no socorro aos doentes, ainda que seja vez por outra, incentiva-lhe o trabalho; se consegue dar apenas migalha no culto da assistência aos que sofrem, auxilia-lhe o passo começante nas boas obras; se vive afastado das próprias obrigações, ora por ele, em vez de açoitá-lo, e, se está em erro, ampara-lhe o esclarecimento, através da colaboração digna, lembrando que a azedia agrava a distância. Educarás ajudando e unirás compreendendo. Jesus não nos chamou para exercer a função de palmatõrias na Instituição universal do Evangelho, e, sim, foi categórico ao afirmar: “os meus discípulos serão conhecidos por muito se amarem”. E Allan Kardec, explanando sobre a conveniência da multiplicação dos grupos espiritas, asseverou claramente, no item 334, do capitulo XXIX, de “O Livro dos Médiuns”, que “esses grupos, correspondendo-se entre si, visitando-se, permutando observações, podem formar, desde já, o núcleo da grande família espírita que um dia consorciará todas as opiniões e reunirá os homens por um único sentimento: o da fraternidade, trazendo o cunho da caridade cristã”.
SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h52
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OBSESSÃO E CURA
Alguém, certa feita, Indagou de grande filósofo como classificaria o sábio e o Ignorante, e o filósofo respondeu afirmando que considerava um e outro como sendo o médico e o doente. No entanto, acrescentamos nós: entre o médico e o doente existe o remédio. Se o enfermo guarda a receita no bolso e foge à instrução indicada, não adianta o esforço do clínico ou do cirurgião que despendem estudo e tempo para servi-lo.
Que a obsessão é moléstia da alma, não há negar. A criatura desvalida de conhecimento superior rende-se, inerme, à influência aviltante, como a planta sem defesa se deIxa Invadir pela praga destruidora, e surgem os dolorosos enigmas orgânlcos que, muitas vezes, culminam com a morte. Dispomos, contudo, na Doutrina Espírita, à luz dos ensinamentos do Cristo, de verdadeira ciência curativa da alma, com recursos próprios à solução de cada processo morboso da mente, removendo o obsessor do obsidiado, como o agente químico ou a intervenção operatória suprimem a enfermidade no enfermo, desde que os interessados se submetam aos impositivos do tratamento.
Se conduzes o problema da obsessão com lucidez bastante para compreender as próprias necessidades, não desconheces que a renovação da companhia espiritual inferior, a que te ajustas, depende de tua própria renovação. Ouvirás preleções nobres, situando-te os rumos. Recolherás, daqui e dali, conselhos justos e precisos. Encontrarás, em suma, nos princípios espíritas, apontamento certo e exata orientação. Entretanto, como no caso da receita formulada por médico abnegado e culto, em teu favor, a lição do Evangelho consola e esclarece, encoraja e honra aqueles que a recebem, mas, se não for usada, não adianta.
SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 08h06
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INSPIRAÇÃO
Em qualquer consideração sobre a mediunidade, não te esquives à inspiração, campo aberto a todos nós e no qual todos podemos construir para o bem, assimilando o pensamento da Esfera Superior. Não vale fenômeno sem proveito.
Um homem que enxergasse, num vale de cegos, sem diligenciar qualquer auxilio aos Irmãos privados da luz, não passaria de uma lente importante, entregue a si mesma. Aquele que conversasse numa província de mudos, fugindo de prestar-lhes concurso na reconquista da fala, assemelhar-se-ia tão-somente a uma discoteca ambulante. Quem se locomovesse à vontade, numa terra de paraliticos, negando-lhes apoio para que readquirissem a herança do movimento, seria para eles uma ave rara e anormal, agindo em forma humana. A pessoa que ouvisse, numa ilha de surdos, desertando da cooperação fraterna para que reaprendessem a escutar, seria apenas uma registradora de sons. A criatura que ensinasse lógica e conduta numa colônia de alienados mentais e não procurasse um meio, ainda que simples, de amparar-lhes o retorno à razão, estaria, entre eles, como arquivo de máximas inassimiláveis.
Não te asseveres incapaz de servir, porque te falte mais ampla incursão no inabitual. Recurso psíquico, sem função no bem, é igual à Inteligência isolada ou ao dinheiro morto, excelentes aglutinantes da vaidade e da sovinice. De toda ocorrência, observa o préstimo. E certos de que o pensamento é onda de força viva que nos coloca em sintonia com os mültiplos reinos do Universo, busquemos a inspiração do bem para o trabalho do bem que nos compete, conscientes de que as maravilhas mediúnicas, sem atividade no bem de todos, podem ser admiráveis motivos a preciosas conversações entre os esbanjadores da palavra, mas, no fundo, são sempre o exclusivismo de alguém, sem utilidade para ninguém.
SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 13h31
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