UNIÃO
Compadece-te e ajuda, a fim de que possas servir na união para o bem. Não fosse a bondade do lavrador que ampara a semente seca, não receberias na mesa o conforto do pão. Não fosse o trabalho do operário que assenta tijolo por tijolo, não disporias de segurança, no alicerce do próprio lar. Isso acontece nos elementos mais simples.
Repara, porém, a atitude da vida para que ninguém falte à comunhão do progresso. Não condena ela o paralítico porque não ande. Dá cadeira de rodas. Não malsina os olhos enfermos. Brune lentes protetoras. Não relega os mutilados à própria sorte. Faz recursos mecânicos. Não se revolta contra os ignorantes que lhe torcem as diretrizes. Acende a luz da escola. Não aniquila os loucos que lhe injuriam as leis. Acolhe-os generosamente no regaço do hospicio.
Imitando o sentimento da vida, sejamos, uns para os outros, quando preciso, a muleta e o remédio. Olvidemos os defeitos do próximo, na certeza de que todos nos encontramos sob o malho das horas, na bigorna da experiência. Tolerância é o cimento da união ideal. E só a união faz a força. Entretanto, há força e força. Reúnem-se milhões de gotas e criam a fonte. Congregam-se milhões de fagulhas e formam o incêndio. Pensa um pouco e entenderás que é sempre muito fácil ajuntar os interesses da Terra e fazer a união para o bem da força, mas apenas entesourando as qualidades do Cristo na própria alma é que nos será possível, em verdade, fazer a união para a força do bem.
SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
IMAGINA
Imagina-te possuindo Irmãos furtados do teu lar, quando pequeninos. Arrebatados ao teu afeto, foram aprisionados e cresceram em regime de cativeiro, quais bois na canga, conduzindo a cabeça do arado ou sustentando a moenda. Traficados como alimárias, erguiam-se com a aurora e suavam no eito, enquanto o dia tivesse luz. Se doentes, tinham remédio nas próprias lágrimas. Se chorosos, recebiam repetidas chicotadas para consolo. Embora amassem profundamente os seus, eram constrangidos a contemplar, soluçando, as próprias esposas vendidas a mãos mercenárias e os tenros filhinhos entregues à lavagem amontoada no coche. Desejariam estudar, mas eram propositadamente arredados da escola. E se mostrassem qualquer anseio de liberdade, eram postos a ferro e varados até à morte...
Imagina Igualmente que esses irmãos menos felizes, criados distantes de teu carinho, se comunicassem do Plano Espiritual com as criaturas terrestres e fossem motivo de hilaridade pela linguagem primitivista em que ainda se expressam. Pensa neles como estando ainda algemados aos caprichos daqueles mesmos que lhes deviam respeito e renovação, e que continuam a tê-los como cães amestrados para objetivos inferiores. Explorados em seus bons sentimentos, em regressando ao mundo onde foram supliciados na confiança ingênua, são mantidos, em Espírito, como vitimas e jograis.
Imagina tudo Isso e sentirás o coração confranger-se de imensa dor, ao ver companheiros desencarnados iludidos na boa-fé. Longe de explorá-los com perguntas Indiscretas e ordenações deprimentes, saberás ajudá-los pela bênção do amor. E entenderás, então, que, se todos endereçamos aos instrutores da Vida Maior petitórios constantes de socorro e de paciência, cada um deles também, diante de nós, exibe no coração as quatro palavras de nossa velha süplica: — “Tem dó de mim!”
SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
SER MÉDIUM
Abraçando a mediunidade, muitos companheiros na Terra adotam posição de absoluta expectativa, copiando a Inércia dos manequins. Concentram-se mentalmente e aguardam, imóveis, nulificados, a manifestação dos Espíritos Superiores, esquecendo-se de que o verdadeiro servidor assume sempre a iniciativa da gentileza, na mais comezinha atividade doméstica.
Vejamos a lógica do cotidiano. Um diretor de escritório não exigirá que o auxiliar se faça enciclopédia humana, a fim de receber-lhe a cooperação; mas solicita seja ele uma criatura ordeira e laboriosa, com a necessária experiência em assuntos de escrita. Um médico não reclamará do enfermeiro uma certidão de grandeza moral para aceitar-lhe o concurso; no entanto, contará seja ele pessoa operosa e sensata, com a precisa dedicação aos doentes. O proprietário de um ônibus não se servirá da atenção do farmacêutico, em sua oficina; mas procurará um motorista, que não apenas saiba manobrar o volante, mas que o ajude também a conservar o carro. O farmacêutico, a seu turno, não se utilizará da atenção de um motorista, em sua casa, mas procurará um colaborador que não apenas saiba vender remédios, mas que o ajude também a aviar as receitas. Cada trabalhador permanece em sua própria tarefa, embora a interdependência seja o regime da vida apontado a todos.
Ser médium é ser ajudante do Mundo Espiritual. E ser ajudante em determinado trabalho é ser alguém que auxilia espontaneamente, descansando a cabeça dos responsáveis. Se não podes compreender isso, observa o avião, por mais simples seja ele. Tudo é amparo inteligente e ação maquinal no comboio aéreo. Torres de observação esclarecem-lhe a rota e vigorosos motores garantem-lhe a marcha. Mas tudo pode falhar, se falharem o entendimento e a disciplina no aviador que está dentro dele. SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h17
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
MEDIUNIDADE E ALIENAÇÃO MENTAL Quantos não se resignam com as verdades que a Doutrina Espírita veio descerrar à mente humana, há mais de um século, dizem, inconscientemente, que a mediunidade gera a loucura. E multiplicam teorias complicadas que lhes justifiquem o modo de pensar, observando-a simplesmente como “estado mórbido”, dando a Idéia de especialistas que apenas examinassem os problemas do homem natural através do homem doente.
Considerando-se a mediunidade como percepção peculiar à estrutura psíquica de cada um de nós, encontrá-la-emos, nos mais diversos graus, em todas as criaturas. À vista disso, podemos situá-la facilmente no campo da personalidade, entre os demais sentidos de que se serve o Espírito a fim de expressar-se e evolver para a vida superior. Não ignoramos, porém, que os sentidos transviados conduzem fatalmente à deturpação e ao desvario. Os olhos são auxiliares imediatos dos espiões e dos criminosos que urdem a guerra e povoam as penitenciárias; contudo, por esse motivo, não podem ser acusados como fatores de delinqüência. Os ouvidos são colaboradores diretos da crueldade e da calúnia que suscitam a degradação social, mas não apresentam, em si mesmos, semelhantes desequilíbrios. As mãos, quando empregadas na fabricação de bombas destruidoras, são operárias da morte; entretanto, não deixam de ser os instrumentos sublimes da inteligência em todas as obras-primas da Humanidade. O sexo, que constrói o lar em nome de Deus, por toda parte é vítima de tremendos abusos pelos quais se amplia terrivelmente o número de enfermos cadastrados nos manicômios; contudo, isso não é razão para que se lhe deslustre a missão divina.
A manifestação é da instrumentalidade. O erro é da criatura. A faculdade mediúnica não pode, assim, responsabilizar-se pela atitude daqueles que a utilizam nos atos de ignorância e superstição, maldade e fanatismo. E qual acontece aos olhos e aos ouvidos, às mãos e ao sexo que dependem do comando mental, a mediunidade, acima de tudo, precisa levantar-se e esclarecer-se, edificar-se e servir, com bases na educação.
SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h19
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
MEDIUNIDADE E IMPERFEIÇÃO
Repara quantas vezes necessitas de perdão e de auxílio. Erraste na oficina em que dignificas o próprio nome, mas não vacilas em pedir novas oportunidades de serviço e de confiança. Deves quantia importante e não podes pagar no momento certo; contudo, não hesitas rogar o beneficio da moratória. Sofres com as faltas do filho que a vida te confiou; no entanto, esperas regenerá-lo em novas experiências. Amas profundamente alguém que o vicio ainda ensombra; entretanto, não temes avalizar-lhe os compromissos de reajuste.
Encontrarás, porém, aqueles que não sofreram bastante para escusar as deficiências alheias, habitualmente empoleirados nas altas janelas das torres de marfim a que se acolhem para contar as feridas dos que passam na rua da provação. Exigem que os outros sejam modelos completos de heroismo e grandeza moral, mas não se dispõem a minorar-lhes o fardo de aflições que transportam. Acusam a Terra como sendo um presídio de chagas, mas comem-lhe o pão, inicialmente elaborado no trato de lama que a enxada disciplinou. Julgam encontrar em cada Irmão do caminho um criminoso potencial; contudo, não examinam a si mesmos a fim de ver até que ponto hão sido resistentes às tentações.
Se tens a consciência desperta, perante as necessidades da própria alma, entenderás facilmente que a mediunidade é recurso de trabalho como qualquer outro que se destine à edificação. Por enquanto, no mundo, não há médiuns perfeitos como não existem criaturas humanas perfeitas. Cada instrumento medianímico, tanto quanto cada pessoa terrestre, carrega consigo determinadas provas e problemas determinados. A mediunidade é ensejo de serviço e aprimoramento, resgate e solução.
SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h41
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
FORMAÇÃO MEDIÚNICA
Anotando a formação mediúnica, comparemo-la aos serviços do solo. A terra desdobra recursos para sustentação do corpo. A mediunidade cria valores para alimento do espírito.
A terra, mesmo quando possuída pela floresta brava, produz, de maneira mecânica, se lhe atiramos algumas sementes; contudo, a lavoura, nesse regime, surgirá em condições anômalas. A mata dominante abafará, decerto, as plantas nascituras. Animais comparecem na posição de primitivos donos da gleba, injuriando-lhes as folhas. Vermes destruidores ameaçam-nas, a cada instante. Enxurrada e sombra constantes constituem-lhes empeço à vida. Mas se o trato de selva for cultivado contra a invasão de todo elemento estranho e mantido em trabalho, conseguiremos, em breve, o celeiro de pão, seguro e rico. Também a mediunidade, mesmo quando encravada no psiquismo de alguém que paixões subalternas dominam, produz, de maneira mecânica, quando se lhe entrega determinado gênero de ação; contudo, a tarefa, nesse regime, surgirá em condições anômalas. Tendências Infelizes abafarão decerto a obra recém-nata. Sentimentos inferiores comparecem, na posição de primitivos senhores da alma, inutilizando-lhe as promessas. Agentes da discórdia ameaçam-na, a cada instante. Lodo moral e perseguição gratuita constituem-lhe empeço à vida. Mas se a personalidade mediünica for educada contra a Invasão de toda sombra de ignorância e mantida em serviço, conseguiremos, em breve, o celeiro de luz, seguro e rico.
Não há desenvolvimento mediúnico, para reallzações sólidas, sem o aprimoramento da individualidade mediúnica. No caso da terra, o lavrador será mordomo vigilante. No caso da mediunidade, o médium será o zelador incansável de si mesmo. E médium algum se esqueça de que é na terra boa abandonada que a praga e a serpente, o espinheiro e a tiririca proliferam mais e melhor.
SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 12h59
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
|