FORÇA MEDIÚNICA
Considerando-se a força mediúnica como recurso inerente à personalidade humana, de vez que, dentro de grau menor ou maior, transparece de todas as criaturas, comparemo-la à visão comum. Efetuado o confronto, reconheceremos que, em essência, os olhos de um analfabeto, de um preguiçoso, de um malfeitor e de um missionário do bem não exibem qualquer diferença na histologia da retina. Em todos eles, a mesma estrutura e a mesma destinação. Imaginemos fosse concedida, aos quatro, determinada máquina com vistas à produção de certos benefícios, acompanhada da respectiva carta de Instruções para o necessário aproveitamento. O analfabeto teria, debalde, o aparelho, por desconhecer como deletrear o processo de utilização. O preguiçoso conheceria o engenho, mas deixá-lo-ia na poeira da inércia. O malfeitor aproveitá-lo-ia para explorar os semelhantes ou perpetrar algum crime. O missionário do bem, contudo, guardá-lo-ia sob a sua responsabilidade, orientando-lhe o funcionamento na utilidade geral.
Força medianimica, desse modo, quanto acontece àcapacidade visual, é dom que a vida outorga a todos. O que difere, em cada pessoa, é o problema de rumo. Nisso reside a razão pela qual os Mensageiros Divinos Insistirão, ainda por muito tempo, pela sublimação das energias psíquicas, a fim de que os frutos do bem se multipliquem por toda a Terra. Não valem médiuns que apenas produzam fenômenos. Não valem fenômenos que apenas estabeleçam convicções. Não valem convicções que criem apenas palavras. Não valem palavras que apenas articulem pensamentos vazios. A vida e o tempo exigem trabalho e melhoria, progresso e aprimoramento. Mediunidade, assim, tanto quanto a visão física, representa, do ponto de vista moral, força neutra em si própria. A importância e a significação que possa adquirir dependem da orientação que se lhe dê. Por isso mesmo, os amigos desencarnados, sempre que responsáveis e conscientes dos próprios deveres diante das Leis Divinas, estarão entre os homens exortando-os àbondade e ao serviço, ao estudo e ao discernimento, porqüanto a força mediúnica, em verdade, não ajuda e nem edifica quando esteja distante da caridade e ausente da educação.
SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h19
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TRÊS ATITUDES
Organizemos, assim, o socorro da oração, junto de todos os que padecem no corpo dilacerado, mas, se a cura demora, jamais nos aflijamos. Seja o leito de linho, de seda, palha ou pedra, a dor é sempre a mesma e a prece, em toda parte, é bênção, reconforto, amparo, luz e vida. Lembremo-nos, no entanto, de que lesões e chagas, frustrações e defeitos, em nossa forma externa, são remedios da alma que nós mesmos pedimos à farmácia de Deus. Entendendo-se que o egoísmo e o orgulho são qualldades negativas na personalidade mediúnica, obscurecendo a palavra da Esfera Superior, e compreendendo-se que o bem é a condição inalienável para que a mensagem edificante seja transmitida sem mescla, examinemos essas três atitudes, em alguns dos quadros e circunstâncias da vida.
Na sociedade: O egoísmo faz o que quer. O orgulho faz como quer. O bem faz quanto pode, acima das próprias obrigações.
No trabalho: O egoísmo explora o que acha. O orgulho oprime o que vê. O bem produz incessantemente.
Na equipe: O egoísmo atrai para si. O orgulho pensa em si. O bem serve a todos.
Na amizade: O egoísmo utiliza as situações. O orgulho clama por privilégios. O bem renuncia ao bem próprio.
Na fé: O egoísmo aparenta. O orgulho reclama. O bem ouve.
Na responsabilidade: O egoísmo foge. O orgulho tiraniza. O bem colabora.
Na dor alheia: O egoísmo esquece. O orgulho condena. O bem ampara.
No estudo: O egoísmo finge que sabe. O orgulho não busca saber. O bem aprende sempre, para realizar o melhor.
Médiuns, a orientação da Doutrina Espírita é sempre clara. O egoísmo e o orgulho são dois corredores sombrios, inclinando-nos, em toda parte, ao vício e à delinqüência, em angustiantes processos obsessivos, e só o bem é capaz de filtrar com lealdade a Inspiração Divina, mas, para isso, é indispensável não apenas admirá-lo e divulgá-lo; acima de tudo, é preciso querê-lo e praticá-lo com todas as forças do coração.
SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h27
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ORAÇÃO E CURA
Recorres à oração, junto desse ou daquele enfermo, e sofres, quando a restauração parece tardia. Entretanto, reflete na Lei Divina a que todos, obrigatoriamente, nos entrosamos. Isso não quer dizer devamos ignorar o martírio silencioso dos companheiros em calamidade do campo físico. Para tanto, seria preciso não haver sentimento. Sabemos, sim, quanto dói seguir, noite a noite, a provação dos familiares, em moléstias Irreversíveis; conhecemos, de perto, a angústia dos pais que recolhem no coração o suplício dos filhinhos torturados no berço; partilhamos a dor dos que gemem nos hospitais como sentenciados à pena última, e assinalamos o tormento recôndito dos que fitam, inquietos, em doentes amados, os olhos que se embaciam...
Observa, porém, o quadro escuro das transgressões humanas que nos rodeiam. Pensa nos crimes perfeitos que injuriam a Terra; na insubmissão dos que se rendem às sugestões do suicídio, prejudicando os planos da Eterna Sabedoria e criando aflitivas expiações para si mesmos; nos processos inconfessáveis dos que usam a inteligência para agravar as necessidades dos semelhantes e na ingratidão dos que convertem o próprio lar em reduto do desespero e da morte... Medita nos torvos compromissos dos que se acumpliciam agora com os domínios do mal, e perceberás que a enfermidade é quase sempre o bem exprimindo reajuste, sustando-nos a queda em delitos maiores.
Organizemos, assim, o socorro da oração, junto de todos os que padecem no corpo dilacerado, mas, se a cura demora, jamais nos aflijamos. Seja o leito de linho, de seda, palha ou pedra, a dor é sempre a mesma e a prece, em toda parte, é bênção, reconforto, amparo, luz e vida. Lembremo-nos, no entanto, de que lesões e chagas, frustrações e defeitos, em nossa forma externa, são remedios da alma que nós mesmos pedimos à farmácia de Deus.
SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h17
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EM SERVIÇO MEDIÚNICO
Assim também na mediunidade. Seja qual for o talento que te enriquece, busca primeiro o bem, na convicção de que o bem, a favor do próximo, é o bem irrepreensível que podemos fazer. Desse modo, ainda mesmo te sintas imperfeito e desajustado, infeliz ou doente, utiliza a força medianímica de que a vida te envolve, ajudando e educando, amparando e servindo, no auxilio aos semelhantes, porque o bem que fizeres retornará dos outros ao teu próprio caminho, como bênção de Deus a brilhar sobre ti. Se abraçaste a mediunidade, previne-te contra o orgulho como quem se acautela contra um parasita destruidor. Agente sutil, assume formas diversas na constituição espiritual. A principio, tem o caráter avassalante de uma infestação, como a sarna. É a requisição pruriginosa do personalismo insensato. As vítimas identificam apenas a si mesmas. Não vêem o mérito dos outros. Não reconhecem o direito dos outros. Não observam a aspiração dos outros. Não admitem a necessidade dos outros. Fascinadas pelos adjetivos pomposos, caminham enceguecidas da razão, como alienados mentais.
A fase aguda, porém, cede lugar a profundo abatimento. Sem qualquer recurso para receberem o remédio moral da ponderação e muito menos o ataque da crítica, os doentes dessa espécie caem na armadilha da dúvida ou na sombra da queixa. Descrendo sistematicamente da utilidade daqueles que os cercam, acabam descrendo da utilidade que lhes éprópria. Dizem-se, então, perseguidos e desanimados. Proclamam-se vacilantes e infelizes. E fogem do serviço, como quem corre de perigo iminente, descansando, por fim, no museu das promessas frustradas.
No exercício mediúnico, aceitemos o ato de servir por lição das mais altas na escola do mundo. E lembremo-nos de que assim como a vida possui trabalhadores para todos os misteres, há médiuns, na obra do bem, para a execução de tarefas de todos os feitios. Nenhum existe maior que o outro. Nenhum está livre do erro. Todos, no entanto, guardam consigo a bendita possibilidade de auxiliar. Esse tem a palavra que educa, aquele a mão que alivia e aquele outro a pena que consola. Esse traz a oração que enleva, aquele transporta a mensagem que reanima e aquele outro mostra a força de restaurar. Usa, pois, tuas faculdades medianímicas como empréstimo da Bondade Infinita, para que o orgulho te não assalte. E recorda que Jesus, o Medianeiro Divino, em circunstância alguma reqüestou a admiração dos maiorais de seu tempo, e sim passou entre os homens, amparando e compreendendo, ajudando e servindo... E se houve um dom de Deus em que se empenhou de preferência aos demais, foi aquele de praticar o culto vivo do Evangelho no coração do povo, visitando em pessoa os casebres da angústia e alimentando a turba faminta, ofertando amor puro aos enfermos sem-nome e estendendo esperança aos que viviam sem lar.
SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h04
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NA MEDIUNIDADE
Não é a mediunidade que te distingue. É aquilo que fazes dela. A ação do Instrumento varia conforme a atitude do servidor. A produção revela o operário. A pena mostra a alma de quem escreve. O patrimônio caminha no rumo que o mordomo dirige.
O lavrador tem a enxada, entretanto... Se preguiçoso, cede asilo à ferrugem. Se delinqüente, empresta-lhe o corte à sugestão do crime. Se prestativo e diligente, ergue, ditoso, o berço de flor e pão. O legislador guarda o poder; contudo, através dele... Se irresponsável, estimula a desordem. Se desonesto, incentiva a pilhagem. Se consciente e abnegado, é fundamento vivo à cultura e ao progresso. O artista dispõe de mais amplos recursos da Inteligência; todavia, com eles... Se desequilibrado, favorece a loucura. Se corrompido, estende a viciação. Se enobrecido e generoso, surgirá sempre como esteio à, virtude. Urge reconhecer, no entanto, que acerca das qualidades e possibilidades do lavrador, do legislador e do artista, na concessão do mandato que lhes é confiado, apenas à Lei Divina realmente cabe julgar. Todos nós, porém, de imediato, conseguimos classificar-lhes a influência pelos males ou bens que espalhem.
Assim também na mediunidade. Seja qual for o talento que te enriquece, busca primeiro o bem, na convicção de que o bem, a favor do próximo, é o bem irrepreensível que podemos fazer. Desse modo, ainda mesmo te sintas imperfeito e desajustado, infeliz ou doente, utiliza a força medianímica de que a vida te envolve, ajudando e educando, amparando e servindo, no auxilio aos semelhantes, porque o bem que fizeres retornará dos outros ao teu próprio caminho, como bênção de Deus a brilhar sobre ti.
SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 06h58
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FOME E IGNORÂNCIA
Atentos ao Impositivo do estudo, a fim de que a luz do entendimento nos ensine a caminhar com segurança e a viver proveitosamente, estabeleçamos alguns confrontos entre a fome e a Ignorância — dois dos grandes flagelos da Humanidade.
A fome ameniza o corpo. A Ignorância obscurece a alma.
A fome atormenta. A ignorância anestesia.
A fome protesta. A ignorância ilude.
A fome cria aflições imediatas. A Ignorância cria calamidades remotas.
A fome é crise gritante. A ignorância é problema enquistado.
Em todos os lugares, vemos o faminto e o Ignorante em atitudes diversas.
O faminto trabalha afanosamente na conquista do pão. O Ignorante é indiferente à posse da luz.
O faminto reconhece a própria carência. O ignorante não se define.
O faminto aparece. O ignorante oculta-se.
O faminto anuncia a própria necessidade. O ignorante engana a si mesmo.
Qualquer pessoa pode atender à fome. Raras criaturas, porém, conseguem socorrer a ignorãncia. Para sanar a fome, basta estender pão. Para extinguir a ignorância, é indispensável fazer luz. Nesse sentido, mentalizemos o Provedor Divino. Todos sabemos que o pão entregue pelos discípulos a Jesus, a fim de ser multiplicado em favor dos famintos, é, aproximadamente, o mesmo de hoje que podemos amassar com facilidade; mas a luz entregue pelo Senhor aos discípulos, para ser multiplicada em favor dos ignorantes, exige perseverança incansável, no serviço do bem aos outros, com espirito de amor puro e sacrifício integral. Valendo-nos, pois, da conceituação que a fome e a ignorância nos sugerem, concluímos que, na Doutrina Espírita, não nos bastam aqueles amigos que nos mostrem médiuns e fenômenos, para dissipar-nos a Inquietação da fome de ver, mas, acima de tudo, precisamos dos companheiros valorosos, com atitude e exemplo, que nos arranquem ao comodismo da ignorância, para ajudar-nos a discernir.
SEARA DOS MÉDIUNS FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL
Escrito por EDUARDO BARROS às 13h03
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