PERTO DE DEUS
Onde te encontres, o que faças, para onde fujas, estarás sempre perto de Deus. Por mais te rebeles em face do resultado dos julgamentos infelizes e precipitados, exames das circunstâncias e aparências, serás surpreendido pela presença de Deus. Face às conquistas enobrecedoras da inteligência e aos labores persistentes do sentimento engrandecido, não esqueças de que te encontras perto de Deus. Suportando o fardo das provações e desaires, jugulado a injustiças que te maceram e a aflições superlativas que te desanimam, recorda que estás, mesmo assim, perto de Deus. Quando a infâmia te ferir o imo, dilacerando as mais caras aspirações, ou quando o estrugir da tempestade moral danificar a tua paz, ou quando experimentando insuportável soledade do sentimento, no cárcere de indizível amargura, conserva a coragem, pois estás ainda assim perto de Deus.
Surpreendido pelas contingências amargantes da vida em cujo carro segues no rumo da perfeição, confia, pois, perto de Deus, todas as coisas assumem configurações valiosas, se souberes conduzir o próprio comportamento... Afirmas que pagas alto preço de sofrimento pelo caminho humano em que jornadeias e asseveras que as dificuldades te assessoram sempre, travestindo-se e corporificando-se em várias expressões, o que atesta estares relegado ao abandono, ao esquecimento... Indagas, após a tragédia, onde estava o divino auxílio que te não alcançou e como considerar a celeste providência diante dos lastimáveis acontecimentos que te feriram amarga, profundamente?!... Confrontas a tua com outras vidas e facultas a demorada fixação da mágoa nos tecidos sutis do sentimento intoxicando-te a pouco e pouco, refletindo que saldas incalculável débito para sofreres tanto, irrompendo, caudalosa, a revolta interior que tisna lucidez e alegria, fazendo-te calceta... Não obstante, estás perto de Deus e tudo quanto acontece recebe dEle a sanção. Não te equivoques com a precipitação de julgamento ou a alucinada interpretação das leis. O que te parece felicidade em muita gente, apenas parece. O júbilo dos outros, possivelmente não seja legítima alegria. A fortuna, a saúde, a fama, o destaque são pesada canga que nem toda criatura consegue suportar.
Há muitos que estão destroçados pela constrição e peso dessa carga, aspirando à paz e lutando por necessário repouso interior. Conquistaram o mundo e perderam-se. Possuem muito e se fizeram possuir pelas coisas e fatores que os escravizam. Segue renovado, sem embargo à posição que ocupes, o lugar em que estejas, as penas que experimentes. O mal que te acontecer não é o pior, antes o mínimo que consegues suportar. As duras provas que sofras não serão as mais severas que te estão reservadas pelo impositivo da reencarnação. És espírito endividado, em rota redentora, sublimando-te e exercitando aprimoramento, corrigindo defeitos, ampliando aspirações. Ausculta, desse modo, o pulsar da vida e exulta, seja como seja a tua existência, pois, seguindo sem receio, alcançarás a meta da felicidade sempre perto de Deus.
CELEIRO DE BENÇÃOS PSICOGRAFADO POR DIVALDO P. FRANCO DITADO PELO ESPÍRITO DE JOANNA DE ÂNGELIS
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h45
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DIANTE DA MORTE
Não se consumiram, com a dissolução dos tecidos, aqueles que consideras mortos. Transitaram da circunstância carnal para o estado básico de Espíritos que são, donde oportunamente vieram à Terra, a fim de se revestirem com a tecedura material. Ora despojados dos implementos físicos, retornam à condição primeira, carregando nos sutis e complexos mecanismos da vida que os mantém íntegros, as realizações e os gravames, as ações positivas ou infelizes que se permitiram, enquanto se utilizaram do vaso fisiológico, na Terra. Mergulharam no acervo somático conduzindo propósitos superiores, quais alunos ingressando em abençoada Escola, com vistas ao futuro promissor. Despediram-se do currículo, guindados à posição que preferiram fruindo a escolaridade conforme o aproveitamento que se permitiram. Desapareceram da vida objetiva, sem dúvida, mas vivem em outra dimensão vibratória e examinam através de outras percepções a oportunidade que tiveram e os valores de que se fazem detentores inalienáveis. Os desatentos que se deixaram colher na distração lamentara dolorosamente o tesouro do ensejo perdido. Os insidiosos e céticos, chamados ao retorno que esperavam. demorasse, sofrem amargas decepções, face é, realidade da vida que prossegue... Os maus expiam enquanto despertam com a mente, tornada fornalha de remorsos, graças à nova situação que desconsideravam... Os resignados e bons, chamados ao convívio imortalista, exultam e se preocupam com os que se enleiam na ilusão ou se anestesiam na busca do nada em que se infelicitam. Não desesperes, se a saudade te martiriza, ante a ausência deles. Estão ausentes só em corpo físico. Pensando neles, envolve-os na prece lucilante e benéfica. Estejam como estejam receberão os teus pensamentos e deles retirarão o precioso conteúdo que os reconfortará valiosamente. Assim, recorda-os com ternura e amor, desejando ser-lhes útil. Conjecturando em torno das suas vidas, traze à tela mental o que fizeram de bom, as suas horas ditosas, as evocações dos momentos felizes, que captarão de forma salutar.
Desse modo, ligar-se-ão a ti pêlos preciosos liames do pensamento, mantendo intercâmbio sutil contigo, dialogando, ajudando-te caso não possam, por enquanto, fazê-lo diretamente pêlos processos mediúnicos mais positivos... Isto posto, pensa em ti próprio. Cada instante da experiência física mais te aproxima da realidade espiritual. Reflexiona como te encontras, o que já fizeste, o que possuis para conduzir, porquanto, também desencarnarás, apesar da saúde que ora desfrutas ou da situação em que laboras otimista. Diante dos que partiram na direção da Morte, assume o compromisso de preparar-te para o reencontro com eles na Vida abundante, e não adies realizações superiores, que te serão valiosas. Sabendo-os vivos, enxuga o pranto que a dor pungente da grande transição propicia, considerando que, além da sepultura aparentemente misteriosa, a vida estua, e, depois do umbral de cinza e pó em que o corpo se converte, brilha a madrugada da Imortalidade que nos domina e felicita.
CELEIRO DE BENÇÃOS PSICOGRAFADO POR DIVALDO P. FRANCO DITADO PELO ESPÍRITO DE JOANNA DE ÂNGELIS
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h16
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AFIRMAÇÃO DE FÉ
Chegam tumultuados aos arraiais da fé, propondo modificações imediatas, apresentando reformas com estardalhaço, como se estivessem investidos da autoridade que os capacitasse à reformulação do trabalho que agora defrontam pela primeira vez. São irrequietos, ansiosos, necessitados de público para o aplauso da ilusão, e por isso tudo promovem de modo a se promoverem a si próprios, imediatamente. Para eles tudo se encontra errado, pelo que exigem alterações urgentes, como se devessem transformar a tarefa edificante em luta de desespero, na qual alguém deva ser batido pelas armas novas que esgrimem. Não se detêm em parte alguma. A princípio, catalisam o interesse geral, chamando atenção pela técnica de que se utilizam para persuadir, a fim de logo se revelarem intolerantes, embora dizendo-se idealistas, desejosos de ajudar; todavia, acreditando-se impedidos, geram clima de insegurança e, posteriormente, de desequilíbrio. Se dispõem do ensejo de produzir, alegam incompreensões, fazem-se vítimas e abandonam a realização, a meio caminho, tornando-se instrumento da destruição dos mais elevados ideais... Tem cuidado! É certo que não deves estar armado contra ninguém; no entanto, é lícito que estejas vigilante no mister a que foste chamado, convocado pelo Senhor, para a tua própria redenção. Rogaste a bênção da oportunidade de produzir nas lides enobrecedoras da Revelação Espírita e recebeste a investidura da saúde, da lucidez mental, da segurança da fé para te desincumbires a contento. Não que sejas melhor nem que estejas em pior situação do que os outros, mas porque necessitas- imperiosamente de utilizar o tempo com sabedoria, ganhando a reencarnação de que te serves para a elevação espiritual a que te propões. Estás, portanto, no mister da fé, a fim de retificares as realizações infelizes do passado, aparar as arestas negativas, aprimorar os sentimentos... Quando receberes na célula cristã em que te encontras esses companheiros perturbadores-perturbados, resguarda-te na prudência, não te permitindo por eles enlear. Ajuda-os com paciência, mas não te facultes agastamento, quando te certificares que não estão lealmente vinculados ao serviço da edificação. Mimetizado pela aura deles, no azedume ou pela ira que carregam e exteriorizam, perderas a harmonia desequilibrando-te interiormente e, em conseqüência, cooperando com os planos nefastos de que se fazem portadores ... Ora e silencia, impedindo, através da atitude enérgica e coerente, a ação perniciosa que te pretendem impor, e prossegue sem desânimo, fazendo o melhor ao teu alcance em qualquer circunstância. Medita que o céu a refletir-se no lago tranqüilo na tua esfera de realização, evoca o Cristo no ministério da Boa Nova. Porque o firmamento esteja dominado por trevas densas, não te olvides das estrelas fulgurantes mais além das nuvens carregadas. Medita que o céu a refletir-se no lago tranqüilo não se furta a bordar com luz a água pútrida do pantanal, que aceita, esperançoso, a claridade do luar e dos pingentes fulgurantes dos demais astros que lucilam a distância. Seja tua a dádiva do bem, e produzam as tuas mãos as tarefas que os outros rejeitam. Fiel até o fim, afirmando a fé através do trabalho e da confiança infatigável, atingirás as culminâncias do ideal que amas e, chegando ao topo da subida, encontrarás Jesus que, não obstante enganado, traído, abandonado pelos perturbados-perturbadores, retornou ao seio da Comunidade amada, em sofrimento, a fim de continuar ajudando, sem cansaço, pelos evos em fora, até hoje.
CELEIRO DE BENÇÃOS PSICOGRAFADO POR DIVALDO P. FRANCO DITADO PELO ESPÍRITO DE JOANNA DE ÂNGELIS
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h37
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DINÂMICA DA AÇÃO POSITIVA
As dores que então experimentas, poderias tê-las evitado. A carga de amargura que agora te pesa em demasia, deverias tê-la impedido no começo. O ônus de inquietação ora volumoso resulta da invigilância a que te permitiste. Os problemas complexos deste momento estariam em outra expressão, quase nula, se houvesses refletido antes. A enfermidade constritora agasalhou-se a pouco e pouco, graças à tua negligência. O desalinho íntimo não irrompeu de surpresa, mesmo assim permitiste que ele se assenhoreasse das tuas forças. Naturalmente se fazem mister novos investimentos de energia edificante e renovador entusiasmo para que consigas desalojar esses hóspedes, malgrado os benefícios que podem propiciar-te, se te resolveres aceitá-los com a necessária lucidez mental e equilíbrio emocional. Qualquer mal aparente que nos atormenta, podemos transformá-lo em bem atuante, se o quisermos. A moeda que corrompe é a mesma que conduz vidas, conforme a direção que lhe seja dada. O cautério que salva o órgão afetado danifica e mata as células que atinge. Todas as coisas que nos acontecem podem mudar de rumo conforme a receptividade que lhes propiciemos. Assim, não te detenhas no "muro das lamentações" inconseqüentes ou no peitoril da janela, em contemplação parasitária das ocorrências da vida. O dinamismo do Evangelho é convite a reajustamento imediato de atitudes e renovação sadia de hábitos.
Recorda a expressão do leproso aflito que buscou Jesus: "Senhor, - dissera - se quiseres... " E como o Rabi o quis, restituiu-lhe a saúde e ensejou-lhe paz. Esforça-te e, animado pelo enobrecido espírito do querer, supera óbices e constrições, começando ou recomeçando as lutas em que te encontras empenhado no senfloo de lograres a felicidade intransferível que te espera.
CELEIRO DE BENÇÃOS PSICOGRAFADO POR DIVALDO P. FRANCO DITADO PELO ESPÍRITO DE JOANNA DE ÂNGELIS
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h45
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DESPOTISMO
Adversário soez do homem, vence-o impiedosamente. Remanescente da barbárie, teima por sobreviver. Cômpar do egoísmo, açula-o e sobrepõe-no na aparência perniciosa. O despotismo é, sem dúvida, das imperfeições graves, uma das que mais engendra antipatia, provocando animosidade onde se revela. O déspota é alguém que se ignora. Atribuindo-se valor que não possui, auto- hipnotiza-se, respirando a psicosfera deletéria que emana e que continuamente o intoxica, Resíduo de vidas pregressas em que a presunção governava o espírito, ora em reencarnação purificadora, deve ser combatido por todos os meios, a benefício da libertação de quem lhe padece o nefando cerco. Desvela-se nos pequenos gestos e agalardoa-se na exteriorização das atitudes e das expressões.
Somente as suas vítimas, não percebem o ridículo de que se fazem instrumento, porquanto, a cegueira em que se movimentam fá-los agitar-se em esfera de sombras. Passam, e deixam pegadas odientas. Estacionam, e tornam-se detestados, não obstante, a aparente grandeza ou o aparente valor que se dão, tornando-se singulares simulacros de potentados ou nobres na ilusão que acalentam. Fiscaliza, desse modo, os escaninhos da tua personalidade e burila as arestas grotescas que insistem em impedir-te o aprimoramento no teu expressivo esforço. Não é o homem responsável, apenas, pelo mal que faz, como também o é pelo mal que inspira... O homem é, assim, o que vitaliza, produzindo o que constrói intimamente. Para a vitória sobre ti mesmo, na conjuntura da abençoada reencarnação que desfrutas, imprescindível submeter-te a eficiente programa de ação que não pode ser negligenciado. Auto-análise, trabalho singelo, prece constante e exercício da sadia convivência com os mais infelizes conseguem lobrigar excelentes resultados contra o despotismo. Recorda que a vida física é breve, por mais longa pareça e, ao extinguir-se, cada um ressuscita com os estigmas ou virtudes que estimulou, fitando a retaguarda e considerando a forma feliz ou desventurada com que utilizou o tempo.
A oportunidade que te chega, abençoada, quiçá não a mereças. Utiliza-a gerando simpatia e fazendo o bem pelo auto-aprimoramento enquanto ela te luz. Se não é lícito desdenhar-se a si mesmo, não é crível autovalorizar-se, subestimando o próximo. O despotismo pode ser, também, considerado morte na vida. Assim, fixa o pensamento em Jesus e tenta assimilar-Lhe a grandeza da humildade com que até hoje a todos- nos fascina e através da qual alcançarás os páramos da felicidade plena e total, após as lutas redentoras.
CELEIRO DE BENÇÃOS PSICOGRAFADO POR DIVALDO P. FRANCO DITADO PELO ESPÍRITO DE JOANNA DE ÂNGELIS
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h46
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CULTO DA GENTILEZA
Evita negligenciar o necessário culto da gentileza, na esfera de ação em que foste chamado a produzir. A energia para a execução das tarefas não dispensa a gentileza na realização das metas a desenvolver. Gentileza é, também expressão de cordialidade e de afeto. Quando o homem empreende a façanha de fazer-se amar, chega-lhe à mente o valor expressivo da gentileza e da afabilidade, como sendo pórticos pêlos quais se adentra na busca de entendimento e de afeição. Logo, no entanto, se apropria da intimidade dos sentimentos do próximo, ignora as comezinhas normas de comportamento fraternal, desdenhando as regras da conduta sadia junto aos corações amigos. Não acredites que o " tempo-sem-tempo" seja responsável pêlos deslizes para com a gentileza na roda dos teus amigos.
Embora seja lícito asseverar-se que não há mais tempo para as pequeninas normas da etiqueta, merece considerar que uma palavra cálida de amizade, um verbete gentil, ruma expressão delicada, um gesto de meiguice, um sorriso de ternura, um aceno cordial sempre encontram guarida, mesmo naqueles que parecem impermeáveis às boas maneiras. A aresta necessariamente- lixada adquire contorno agradável e brilhante. A pedra burilada muda de feição. A plântula resguardada transforma-se em árvore. O gesto gentil é um passo para modificar, não poucas vezes, uma inimizade nascente, uma suspeita infundada, uma informação infeliz, uma inspiração negativa e abrir horizontes novos à melhor compreensão e a mais amplo descortino. Não aguardes, porém, que sejam os outros gentis para contigo. Sejam os teus hábitos no culto da gentileza, uma metodologia de equilíbrio que te imponhas como disciplina de autoburilamento da vontade e do comportamento, numa preparação às Colônias Espirituais para onde transferirás mais tarde residência, onde o respeito e a cordialidade, como a gentileza e o afeto, preponderam em todos os círculos. Como ninguém tem obrigação de te amar, antes te impuseste o dever de a todos amar, respeita nos ásperos, nos ingratos e nos frios do teu caminho criaturas e corações empedernidos, infelizes, a quem deves doar maior quota de gentileza, pois que ela é também caridade em nome de Deus para o grande mal de que padece a Humanidade, em forma de egoísmo avassalador.
CELEIRO DE BENÇÃOS PSICOGRAFADO POR DIVALDO P. FRANCO DITADO PELO ESPÍRITO DE JOANNA DE ÂNGELIS
Escrito por EDUARDO BARROS às 14h22
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