OPORTUNIDADE E DASAZO
Queixas-te, amargurado, ante os problemas que se sucedem, considerando não teres sido aquinhoado com ensejos de ventura e triunfo de que outros se beneficiam. As tuas hão sido lutas sem quartel, provocadoras de desatinos que te estiolam os propósitos de enobrecimento. Os dias se sucedem; cansai-vos debilitando as tuas fibras morais de tal modo que, mesmo emulado a uma salutar reação não te dispõe concretá-la. Paisagens cinzas, agitadias pelas tormentas desanimadoras constituem os horizontes do teu caminho. Desaires e pessimismo são os estados dalma que te assinalam a marcha. Outrora sonhavas; agora defrontas pesadelos. Antes crias; ora te açoitam as dúvidas. A princípio sorrias; depois sulcaste a face com a dureza de expressão. Ontem o entusiasmo te esflorava as aspirações; hoje a visão da esperança recobre-se de amargura. Atabalhoado com os resultados a que chegas, estás sem rumo e interrogas: "Que fazer?" Só há uma opção: seguir adiante, colocando o sol da alegria na penumbra das dores. Nem tudo, porém, aconteceu, conforme te parece. Erras no conceito com que interpretas a vida, como te equivocaste nas atitudes assumidas. Ideal e ação, palavra e vida são situações mui diversas. Imperioso discernir com lucidez para acertar com segurança. Quando as concessões da juventude te exornavam o corpo, assumiste compromissos perniciosos e gastaste as energias no jogo ilusório do prazer imediato. Nos períodos de paz esqueceste da elaboração de um programa de trabalho primoroso, entregando-te ao repouso, desconcertante. Às aquisições significativas em forma de amizades, afeições, estudo, meditação, operosidade cristã, intercâmbio fraterno, preferiste outros valores... Natural que defrontes o vazio refertando o íntimo e as dificuldades tornando-se impedimentos por fora. Expulis a nuvem da queixa e oferta-te a bênção lenificadora de um ponderado reexame das conjunturas em que malograste, recomeçando com nova disposição. Sempre é hoje, o momento precioso de santificar as horas. Não o proteles, arrimado à cruz inútil da autocomiseração. A oportunidade perdida, mesmo quando se repete, já não são as mesmas as circunstâncias e condições... Era uma voz e um exemplo. Palavras felizes e atitudes superiores. Idealismo abrasante e dedicação integral, Amor insuperável e dever imperioso. Com essas insígnias Jesus mudou as rotas do pensamento humano; não obstante sofreu as mais pérfidas humilhações que culminaram numa cruz de desprezo que Ele santificou e num tumulto vazo, como portal de incomparável liberdade para todos nós.
CELEIRO DE BENÇÃOS PSICOGRAFADO POR DIVALDO P. FRANCO DITADO PELO ESPÍRITO DE JOANNA DE ÂNGELIS
Escrito por EDUARDO BARROS às 08h05
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ESTUDO EVANGÉLICO NO LAR
Na expressiva república do lar, onde se produzem as experiências de sublimação, estabelece o estatuto do Evangelho de Jesus como diretriz de segurança e legislação de sabedoria, a fim de equilibrares e conduzires com retidão os que aí habitam em clima familial. Semanalmente, em regime de pontualidade e regularidade, abre as páginas fulgurantes onde estão insculpidos os "ditos do Senhor" e estuda com o teu grupo doméstico as sempre atuais lições que convidam a maduras ponderações, de imediata utilidade. Haurirás inusitado vigor que te fortalecerá do íntimo para o exterior, concitando-te à alegria. Compartirás, no exame das questões sempre novas na pauta dos estudos, dos problemas que inquietam os filhos e demais membros do clã, encontrando, pela inspiração que fluirá abundante, soluções oportunas e simples para as complexas dificuldades. debatendo com franqueza e honestidade as limitações e os impedimentos, que não raro geram atrito, estimulando animosidade no conserto de reparação na intimidade doméstica. Penetrarás elucidações dantes não alcançadas, robustecendo o espírito para as conjunturas difíceis em que transitarás inevitavelmente. Ensejar-te-ás diálogos agradáveis sob a diamantina claridade da fé e a balsâmica medicação da paz, estabelecendo vigorosos liames de entrosamento anímico e fraternal entre os participantes do ágape espiritual. Dramas que surgem na família; incompreensões que se agravam; urdiduras traiçoeiras; pessoas e rampa de perigo iminente; enfermidades em fixação; cerco obsessivo constritor; suspeitas em desdobramento pernicioso; angústias em crises, a caminho do autocídio; inquietações de vária ordem em painéis de agressividade ou loucura recebem no culto evangélico do lar o indispensável antídoto com as conseqüentes reservas de esclarecimento e coragem para dirimir equívocos, finalizar perturbações, predispor à paz e ajudar nos embates todos quantos aspirem à renovação, entusiasmo e liberdade. Onde se acende uma lâmpada, coloca-se um impedimento à sombra e à desfaçatez. No lugar em que a ordem elabora esquema de produtividade, escasseia a incúria e se debilita a estroinice. O convite do Evangelho, portanto, - lâmpada sublime e lei dignificante - tem caráter primeiro. Da mesma forma que a enxada operosa requisita braços diligentes e a terra abençoada espera serviço de proteção e cultivo, a lavoura do bem entre os homens exige trabalho contínuo e operários especializados. Começa, desse modo, na família, a tua obra de extensão à fraternidade geral. Inconseqüente arregimentar esforços de salvação externa e falires na intimidade doméstica, adiando compromissos. Faze o indispensável, da tua parte, todavia, se os teus se negarem compartir o ministério a que te propões, a sós, reservadamente na limitação da tua peça de dormir, instala a primeira lâmpada de estudo evangélico e porfia... Se, todavia, os teus filhos estiverem, ainda, sob a tua tutela, não creias na validade do conceito de deixá-los ir, sem religião sem Deus... Como lhes dás agasalho e pão, medicamento e instrução, vestuário e moedas, oferta-lhes, igualmente, o alimento espiritual, semeando no solo dos seus espíritos as estrelas da fé, que hoje ou mais tarde se transformarão na única fortuna de que disporão, ante o inevitável trânsito para o país do além-túmulo... Não te descures. A noite da oração em família, do estudo cristão no lar, é a festiva oportunidade de conviver algumas horas com os Espíritos da Luz que virão ajudar-te nas provações purificadoras, em nome dAquele que é o Benfeitor Vigilante e Amigo de todos nós.
CELEIRO DE BENÇÃOS PSICOGRAFADO POR DIVALDO P. FRANCO DITADO PELO ESPÍRITO DE JOANNA DE ÂNGELIS
Escrito por EDUARDO BARROS às 06h55
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NA CONTA DOS ESPÍRITOS (Manoel Lourenço)
Infelizmente existem pessoas que culpam os Espíritos por tudo quanto lhes aconteça na vida. Não se pode ignorar a influência dos Espíritos em nossas vidas. No entanto, pessoas há que vêem a influência dos Espíritos em tudo, até nas mínimas incidências do dia a dia.
Allan Kardec esclareceu, de forma simples, que "os bons Espíritos nenhum constrangimento infligem. Aconselham, combatem a influência dos maus e, se não os ouvem, retiram-se" (Livro dos Médiuns, item 237). Percebe-se que os bons Espíritos estão empenhados na prática do bem, e não são capazes de provocar o menor constrangimento a quem quer que seja.
Através do Espiritismo sabemos que os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e ações muito mais do que supomos. Isto não significa que estejamos subordinados passivamente, de forma incontrolável, à vontade dos Espíritos. A obsessão é fato real e concreto, comprovado todos os dias. Sabemos os efeitos danosos que as obsessões provocam no ser obsidiado. Um deles é o de fazer com que o ser não admita estar obsidiado, dificultando o processo de tratamento desobsessivo. Afinal, qualquer tratamento, para que surta o efeito esperado, é necessário que conte com a colaboração do paciente.
É comum chegarem nos Centros Espíritos pessoas de várias religiões, em busca de explicações para seus problemas insolúveis pela ciência e a religião tradicionais. A Doutrina Espírita esclarece até onde vão os fenômenos puramente materiais, e faz a divisão lógica desses com os fenômenos espirituais. Apresenta os tratamentos adequados, sem misticismos, sem segredos, sem mistérios, e gratuitamente. E assim, inúmeros são os descrentes que se convertem ao Espiritismo, tornando-se defensores dessa Doutrina iluminadora e libertadora.
Se de um lado existem os que não acreditam nos fenômenos espíritas, de outro, há os que acreditam exageradamente neles, com um certo fanatismo.
O que mais choca a razão é perceber que essas pessoas são espíritas declaradas, que freqüentam as Casas Espíritas, e no mais das vezes são também trabalhadores dessas instituições. Esses espíritas consideram-se alvo constante dos habitantes do mundo invisível. Mostram-se acossados por todos os lados, num combate desigual, onde os inimigos invisíveis parecem levar certas vantagens.
Segundo eles, os Espíritos provocam sintomas os mais diversos, concentrando energias negativas nos órgãos e no organismo como um todo. Uma noite mal dormida, uma simples dor de cabeça, um pequeno mal estar, uma contrariedade qualquer é para eles um sinal que os Espíritos estão atuando, tentando atrapalhar-lhes a vida. Há, ainda, a crença de que os Espíritos procuram atingi-los utilizando-se dos outros. Dessa forma, basta que alguém lhes cause o menor constrangimento, ou até mesmo uma expressão de mau humor do chefe, do amigo, do parente ou de um desconhecido, atribuem imediatamente aos desencarnados a responsabilidade pelo ocorrido, na tentativa de atingi-los através do próximo.
Para esses espíritas não importa se durante a refeição ingeriram um alimento estragado, ou mesmos abusaram na quantidade. Também não se dão conta de que os outros têm seus problemas, suas enfermidades, seus momentos de tristeza e justamente por isso, às vezes, não conseguem esboçar um sorriso nos lábios. Vêem os outros como pessoas obsidiadas, e recomendam sempre a oração e a vigilância, como antídotos contra as investidas danosas da espiritualidade inferior. Apresentam suas técnicas de defesa espiritual, baseadas nas Obras Espíritas, pois são também estudiosos da Doutrina, e no mais das vezes deturpam as técnicas desobsessivas, criando técnicas próprias, às vezes esdrúxulas, e o que é pior: recomendam para os outros.
Para esses, os Espíritos são seres desocupados, que vivem unicamente para prejudicar ou atrapalhar as pessoas, principalmente a eles, que se acham melhores que os outros, e por isso mesmo se tornam alvos fáceis. Consideram-se vítimas da espiritualidade inferior, e responsabilizam os Espíritos por tudo quanto lhes aconteça na vida, por menores que sejam os incidentes. Até mesmo um simples tropeção "põem na conta dos Espíritos".
(Sergipe Espírita – julho/1998 – nº 62). Fonte: Jornal Mundo Espírita – Out/1998
Escrito por EDUARDO BARROS às 11h12
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CONCEITOS BÁSICOS DO ESPIRITISMO
1. Existência de Deus.
2. Preexistência e sobrevivência do espírito.
3. Reencarnação.
4. Evolução universal.
5. Comunicabilidade dos espíritos.
6. Pluralidade dos mundos habitados.
Os postulados básicos da doutrina espírita fazem parte da cultura da humanidade desde eras remotas. O espiritismo tendo se apossado destes princípios, construiu uma nova visão da realidade, incorporando informações colhidas pelo desenvolvimento científico e filosófico realizados nos últimos séculos, somados ao brilhante trabalho experimental e teórico,de Allan Kardec, o luminar de Lion.
Deus é a causa primeira e última de todas as coisas. É eterno, único, onipotente, onisciente, imutável, e imaterial. Colocada de lado a visão antropomórfica de Deus, Ele se revela no íntimo de cada um, como uma sublime inspiração ao bem comum, ao amor incondicional e à fé inabalável.
O espírito é a centelha inteligente do universo. É a luz que cruza a vastidão do tempo, indo do passado ao futuro na carruagem da evolução.
O espírito abraça a matéria numa co-dependência de existência: dá forma ao mineral, sensibilidade ao vegetal, instinto ao animal e inteligência ao homem.
Somos, fomos e seremos sempre espírito, e somos finitos na medida que almejamos e olhamos para o eterno, mas somos imortais e temos a potencialidade de evoluirmos infinitamente, e isto nos coloca próximos a Deus, à sua semelhança.
Em múltiplas vidas, o espírito vai se aperfeiçoando, adquirindo novas experiências e conhecimentos, errando e acertando, caindo e levantando, unindo o passado ao futuro numa cadeia ininterrupta de existências, até o momento do despertar da consciência superior, revelando uma inteligência e moral puras.
Diferentemente da matéria que se organiza de átomos em moléculas, que formam planetas, sóis, galáxias, para depois se desorganizarem e voltarem ao átomo em um ciclo material contínuo, a consciência espiritual evolui sem retrocessos, do instinto à inteligência, à intuição superior, à consciência crística. Fazemos uma marcha inexorável do homem ao anjo, e do anjo a Deus. Saímos da dualidade para a unidade, das sombras para a claridade, do medo para a confiança e a realização plena.
Mediunidade é a porta pela qual o mundo invisível encontra o visível, dividindo o mesmo destino. Através da mediunidade, podemos esquecer um pouco da nossa solidão e sentirmos a companhia de nobres almas que nos visitam como a um país distante. Também nos permite consolar e orientar aqueles que partiram despreparados para a jornada final da alma. Pela mediunidade confirmamos muitos dos nossos sonhos ou certificamos nossos piores medos.
Triste seria o homem que ao olhar o céu noturno e estrelado, nada visse senão grandes astros em fogo eterno, como grandes fornalhas devorando o combustível do universo, ou somente visse estradas abandonadas de poeira cósmica, ou mesmo grandes vastidões frias e silenciosas. Feliz do espiritualista que crendo em Deus, que é todo fecundo e nada cria sem dar um sentido pleno, olha para os astros distantes e vê a antiga morada de seus pais ou a futura casa de seus filhos, que ouve a música das esferas, e percebe um chamado longínquo de milhões de raças, de milhões de vozes, pois vasto é o universo e mais vasto ainda é a distância que a vida alcança.
Escrito por EDUARDO BARROS às 11h01
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VIDA DE FAMÍLIA
Os filhos não são cópias xerox dos pais, que apenas produzem o corpo, graças aos mecanismos do atavismo biológico. As heranças e parecenças físicas são decorrências dos gametas, no entanto, o caráter, a inteligência e o sentimento procedem do Espírito que se corporifica pela reencarnação, sem maior dependência dos vínculos genéticos com os progenitores. Atados por compromissos anteriores, retornam, ao lar, não somente aqueles seres a quem se ama, senão aqueloutros a quem se deve ou que estão com dívidas.... Cobradores empedernidos surgem na forma fisiológica, renteando com o devedor, utilizando-se do processo superior das Leis de Deus para o reajuste de contas, no qual, não poucas vezes, se complicam as situações, por indisposições dos consortes... Adversários reaparecem como membros da família para receber amor, no entanto, na batalha das afinidades padecem campanhas de perseguição inconsciente, experimentando o pesado ônus da antipatia e da animosidade. A família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura. Nem é o grupo da bênção, nem o élan da desdita. Antes é a escola de aprendizagem e redenção futura. Irmãos que se amam, ou se detestam, pais que se digladiam no proscênio doméstico, genitores que destacam uns filhos em detrimento dos outros, ou filhos que agridem ou amparam pais, são Espíritos em processo de evolução, retornando ao palco da vida física para a encenação da peça em que fracassaram, no passado. A vida é incessante, e a família carnal são experiências transitórias em programação que objetiva a família universal. Abençoa, desse modo, com a paciência e o perdão, o filho ingrato e calceta. Compreende com ternura o genitor atormentado que te não corresponde às aspirações. Desculpa o esposo irresponsável ou a companheira leviana, perseverando ao seu lado, mesmo que o ser a quem te vinculas queira ir-se adiante. Não o retenhas com amarras de ódio ou de ressentimento. Irá além, sim, no entanto, prossegue tu, fiel, no posto, e amando... Não te creias responsável direto na provação que te abate ante o filho limitado, física ou mentalmente. Tu e ele sois comprometidos perante os códigos Divinos pelo pretérito espiritual. O teu corpo lhe ofereceu os elementos com que se apresenta, porém, foi ele, o ser espiritual, quem modelou a roupagem na qual comparece para o compromisso libertador. Ante o filhinho deficiente não te inculpes. Ama-o mais e completa-lhe as limitações com os teus recursos, preenchendo os vazios que ele experimenta. Suas carências são abençoados mecanismos de crescimento eterno. Faze por ele, hoje, o que descuidaste antes. A vida em família é oportunidade sublime que não deve ser descuidada ou malbaratada. Com muita propriedade e irretorquível sabedoria, afirmou Jesus, ao doutor da Lei: “Ninguém entrará no reino dos céus, se não nascer de novo... E a Doutrina Espírita estabelece com segurança: “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre — é a lei. Fora da caridade não há salvação.”
Livro: S.O.S Família Por: Divaldo P. Franco Pelo espírito de: Joanna de Ângelis
Escrito por EDUARDO BARROS às 08h49
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LAÇOS DE FAMÍLIA
Há pessoas que, do fato de os animais ao cabo de certo tempo abandonarem suas crias, deduzem não serem os laços de família, entre os homens, mais do que resultado dos costumes sociais e não efeito de uma lei da Natureza. Que devemos pensar a esse respeito? Resposta: “Diverso do dos animais é o destino do homem. Por que, então, querem identificá-lo com estes? Há no homem alguma coisa mais, além das necessidades físicas: há a necessidade de progredir. Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tomam os primeiros. Eis por que os segundos constituem uma lei da Natureza. Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos.”
Pergunta 775. Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços de família? Resposta: “Uma recrudescência do egoísmo.”
(“O Livro dos Espíritos” Allan Kardec)
Escrito por EDUARDO BARROS às 09h52
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O AMOR
O amor é o mais sublime dos sentimentos. Ele é o maior e melhor combustível de que dispomos para nos conduzir pelas estradas da vida. Sem ele não se vai muito longe, mas com ele nossos horizontes se alargam indefinidamente.
A razão de tanto sofrimento no planeta ainda se dá pela ausência de amor. As pessoas falam muito de amor, mas pouquíssimas amam efetivamente. A palavra amor acabou ficando desgastada com o tempo exatamente porque as pessoas falam muito e vivem pouco o amor que apregoam. Geralmente, reclamam da falta de amor, mas não dão amor, ou seja, querem receber, mas não estão dispostas a dar.
Na verdade, grande parcela da humanidade está muito dependente do amor do outro, vale dizer, muitos estão viciados em receber amor de outra pessoa. Em regra alegam:
“Ah, só serei feliz quando você me amar.”
“Ninguém me ama, por isso sou infeliz.”
“Se você me amar, eu também a amarei”
(...) Minha gente, que falta de amor, não acha ?
Mas como resolver ?
Tudo começa pelo amor que devemos dar a nós mesmos. A
religião deu uma parcela de contribuição para que as pessoas não se amem, pois alegava que se amar era uma forma de egoísmo.
Puro Engano !
O perigo é a pessoa não expandir seu amor ao semelhante. Jesus ditou sua lei maior recomendando-nos que o mesmo amor que temos por nós, devemos também ter por nossos semelhantes. Logo, em momento algum, Jesus condena o amor a si mesmo. Muito pelo contrário, recomendou que esse sentimento de amor que a pessoa tem por si própria, de tão bom que é, também se estenda aos outros.
Trecho do livro “Sem medo de ser feliz” De José Carlos de Lucca
Escrito por EDUARDO BARROS às 12h17
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