BLOG ESPIRITUALIZADO


PREDISPOSIÇÕES MÓRBIDAS

Como apreendermos a existência das predisposições mórbidas
do corpo espitual?

Não podemos olvidar que a imprudência e o ócio se responsabilizam por
múltiplas enfermidades, como sejam os desastres circulatórios
provenientes da gula, as infecções tomadas à carência de higiene, os
desequilíbrios nervosos nascidos da toxicomania e a exaustão decorrentes de
excessos vários.
de modo geral, porém, a etiologia das moléstias perduráveis que afligem
o corpo físico e o dilaceram, guardam no corpo espiritual as suas
causas profundas.
As recordações dessa ou daquela falta grave, mormente daquelas que
jazem recalcadas no espírito, sem que o desabafo e a corrigenda funcionem
por válvulas de alívio às chagas ocultas do arrependimento, cria na
mente um estado anômalo que podemos classificar de "zona de remorso", em
torno da qual a onda viva e contínua do pensamento passa a enovelar-se em
circuito fechado sobre si mesma, com reflexo permanente na parte do
veículo fisiopsicossomático ligada à lembrança das pessoas e
circunstâncias associadas ao erro de nossa autoria.
Estabelecida a idéia fixa sobre esse "nódulo de forças mentais
desequilibradas", é indispensável que os acontecimentos reparadores se nos
contraponham ao modo enfermiço de ser, para que nos sintamos exonerados
desse ou daquele fardo íntimo, ou exatamente redimidos perante a Lei.
Essas enquistações de energia profundas, no imo de nossa alma,
expressando as chamadas dívidas cármicas, por se filiarem a causas infelizes
que nós mesmos plasmamos na senda do destino, são perfeitamente
transferíveis de uma existência para outra. Isso porque, se nos comprometemos
diante da lei divina em qualquer idade de nossa vida responsável, é
lógico venhamos a resgatar as nossas obrigações em qualquer tempo, dentro
das mesmas circunstâncias nas quais patrocinamos a ofensa em prejuízo dos
outros.
É assim que o remorso provova distonias diversas em nossas forças
recônditas, desarticulando as sinergias do corpo espiritual, criando
predisposições mórbidas para essa ou aquela enfermidade, entendendo-se, ainda,
que essas desarmonias são, algumas vezes, singularmente agravadas pelo
assédio vindicativo dos seres a quem ferimos, quando imanizados a nós
em processos de obsessão. Todavia, ainda mesmo quando somos perdoados
pelas vítimas de nossa insânia, detemos conosco os resíduos mentais da
culpa, qual depósito de lodo no fundo de calma piscina, e que, um dia,
virão à tona de nossa existência, para a necessária expunção, à medida
que se nos acentue o devotamento à higiene moral.

 Como pode o débil mental comandar a renovação celular de seu corpo
físico?
- Não será lícito esquecer que, mesmo conturbada, a consciência está
presente nos débeis mentais ou nos doentes nervosos de toda espécie,
presidindo, ainda que de modo impreciso e imperfeito, o automatismo dos
processos orgânicos.

 Existem "parasitas ovóides" vampirizando desencarnados?
- Sim, nos processos degradantes da obsessão vindicativa, nos círculos
inferiores da Terra, são comuns semelhantes quadros, sempre dolorosos e
comoventes pela ignorância e paixão que os provocam.

 Como entenderemos o mecanismo de atuação da Justiça Superior nos casos
de endemias rurais, em que populações inteiras são assoladas
periodicamente pelas mesmas doenças?
- As endemias são quase sempre doenças que grassam numa coletividade ou
numa região, dependendo de causas simplesmente locais. Devemos, assim,
capitulá-las, não obstante os casos cármicos individuais que se agravam
por influência delas, no quadro das conquistas higiênicas que o homem é
naturalmente obrigado a realizar por si, como preço devido ao progresso
comum.

 No estado comatoso, onde se encontra o psicossoma do enfermo? junto ao
corpo físico ou afastado dele?
- No estado de coma, o aprisionamento do corpo espiritual ao arcabouço
físico, ou a parcial liberação dele, depende da situação mental do
enfermo.

 Quais os principais métodos usados na Espiritualidade para o
tratamento das lesões do corpo espiritual?
- Na Espiritualidade, os serviços da Medicina penetram, com mais
segurança, na história do enfermo para estudar, com êxito possível, os
mecanismos da doença que lhe são particulares.
Aí, os exames dos tecidos psicossomáticos com aparelhos de precisão,
correspondendo às inspeções instrumentais e laboratoriais em voga na
Terra, podem ser enriquecidos com a ficha cármica do paciente, a qual
determina quanto à reversibilidade ou irreversibilidade da moléstia, antes
de nova reencarnação, motivo porque numerosos doentes são tratáveis, mas
somente curáveis mediante longas ou curtas internações no campo físico,
a fim de que as causas profundas do mal sejam extirpadas da mente pelo
contato direto com as lutas em que se configuram.
Curial, portanto, é que o médico espiritual de utilize ainda, de certa
maneira, da medicação que voz é conhecida, no socorro aos desencarnados
em sofrimento, porque, mesmo no mundo, todo remédio da farmacopéia
humana, até certo ponto, é projeção de elementos quimioelétricos sobre as
agregações celulares, estimulando-lhes as funções ou corrigindo-as,
segundo as disposições do desequilíbrio em que a enfermidade se expresse.
Contudo, é imperioso reconhecer que na Esfera Superior o médico não se
ergue apenas com o pedestal da cultura acadêmica, qual ocorre
freqüentemente entre os homens, mas sim também com as qualidades morais que lhe
confiram valor e ponderação, humildade e devotamento, visto que a
psicoterapia e o magnetismo, largamente usados no plano extrafísico, exigem
dele grandeza de caráter e pureza de coração.

(Evolução em Dois Mundos,Parte 2, XIX) 



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h53
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PSICOFONIA CONSCIENTE

MEDIUNIDADE DISCIPLINADA

Imagine­mos que certa personalidade se disponha a disciplinar as energias medianímicas, segundo os moldes morais da Doutrina Espírita, cujos postulados se destinam a solucionar, tão simplesmente quanto possível, todos os problemas do destino e do ser.
Admitida ao circulo da atividade espiritual, recolherá na oração o reflexo condicionado especifico para exteriorizar as oscilações mentais próprias, no rumo da entidade desencarnada que mais de perto lhe comungue as ideações.
Decerto que, nos serviços de intercambio, experimentará largo período de vacilações e duvidas, porquanto, morando no centro das próprias emanações e recolhendo a influenciação do plano espiritual - com que, muitas vezes, já se encontra inconscientemente automatizada -, a principio supõe que as ondas mentais alheias incorporadas ao campo de seu Espírito não sejam mais que pensamentos arrojados do próprio cérebro.
Ilhado no fulcro da consciência, de acordo com a Lei do Campo Mental que especifica obrigações para cada ser guindado à luz da razão, habitualmente se tortura o medianeiro, perguntando, imponderado, se não deve interromper o chamado "desenvolvimento mediúnico", já que não consegue, de imediato, discernir as idéias que lhe pertencem das idéias que pertencem a outrem, sem aperceber-se de que ele próprio é um Espírito responsável, com o dever de resguardar a própria vida mental e de enriquece-la com valores mais elevados pela aquisição de virtude e conhecimento.

PASSIVIDADE MEDIÚNICA

Se o médium consegue transpor, valoroso, a faixa de hesitações pueris, entendendo que importa, acima de tudo, o bem a fazer, procura ofertar a reta conduta, no reflexo condicionado especifico da prece, à Espiritualidade Superior, e passa, então, a ser objeto da confiança dos Benfeitores desencarnados que lhe aproveitam as capacidades no amparo aos semelhantes, dentro do qual assimila o amparo a si mesmo.
Quanto mais se lhe acentuem o aperfeiçoamento e a abnegação, a cultura e o desinteresse, mais se lhe sutilizam os pensamentos, e, com isso, mais se lhe aguçam as percepções mediúnicas, que se elevam a maior demonstração de serviço, de acordo com as suas disposições individuais.
Com base no magnetismo enobrecido, os instrutores desencarnados influenciam os mecanismos do cérebro para a formação de certos fenômenos, como acontece aos musicistas que tangem as cordas do piano na produção da melodia. E assim como as ondas sonoras se associam na musica, as ondas mentais se conjugam na expressão.
Se o instrumento oferece maleabilidade mais avançada, mais intensamente especifico aparece o toque do artista.
Nessa base, identificamos a psicografia, desde a estritamente mecânica ate a intuitiva, a incorporação em graus diversos de consciência, as inspirações e premonições.

CONJUGAÇÃO DE ONDAS

Vemos que a conjugação de ondas mentais surge, presente, em todos os fatos mediúnicos.
Atenta ao reflexo condicionado da  prece, nas reuniões doutrinárias ou nas experiências psíquicas, a mente do médium passa a emitir as oscilações que lhe são próprias, às quais se entrosam aquelas da entidade comunicante, com vistas a certos fins.
E' natural, dessa forma, que as dificuldades da filtragem mediúnica se façam, às vezes, extremamente preponderantes, porquanto, se não há riqueza de material interpretativo no fulcro receptor, as mais vivas fulgurações angélicas passarão despercebidas para quem as procura, com sede da luz do Alem.
Cabe-nos reconhecer que excetuados os casos especiais, em que o medianeiro e a entidade espiritual se completam de modo perfeito, na maioria das circunstâncias, apesar da integração mental profunda entre um e outro, quase toda a exteriorização fisiológica no intercâmbio pertence ao médium, cujos traços característicos, via de regra, assinalarão as manifestações ate que a força psíquica da Humanidade se mostre mais intrinsecamente aperfeiçoada, para mais aprimorada evidencia do Plano Superior

(Mecanismos da Mediunidade, cap. XVIII,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h11
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OBSESSÃO

PENSAMENTO E OBSESSÃO

O estudo da obsessão, conjugado à mediunidade, se realizado em maior amplitude, abrangeria o exame de quase toda a Humanidade terrestre.
Expressamos tal conceito, à face do pensamento que age e reage, carreando para o emissor todas as fecundações felizes ou infelizes que arremessa de si próprio, a determinar para cada criatura os estados psíquicos que variam segundo os tipos de emoção e conduta a que se afeiçoe.
Enquanto não se aprimore, é certo que o espírito padecerá, em seu instrumento de manifestação, a resultante dos próprios erros. Esses desajustes, como é natural, não se limitam à comunidade das células físicas, quando em disfunções múltiplas por força dos agentes mentais viciados e enfermiços; estendem-se, muito especialmente, à constituição do corpo espiritual, a refletir-se no cérebro ou gabinete complexo da alma, aí ocasionando os diversos sintomas de perturbação do campo encefálico, acompanhados dos fenômenos psico-sensoriais que produzem alucinações e doenças da mente.

PERTURBAÇÕES MORAIS

Não nos propomos analisar aqui as personalidades psicopáticas, do ponto de vista da Psiquiatria, nem focalizar as chamadas psicoses de involução , ou as demências senis, claramente necessitadas de orientação médica; recordemos, contudo, que na retaguarda dos desequilíbrios mentais, sejam da ideação ou da afetividade, da atenção e da memória, tanto quanto por trás de enfermidades psíquicas clássicas, como, por exemplo, as esquizofrenias e as parafrenias , as oligofrenias e a paranóia , as psicoses e neuroses de multifária expressão, permanecem as perturbações da individualidade transviada do caminho que as Leis Divinas lhe assinalam à evolução moral. Enquanto se lhe mantém a internação no instrumento físico transitório, até certo ponto ela consegue ocultar no esconderijo da carne os resultados das paixões e abusos, extravagâncias e viciações a que se dedica.
Assim vive na paisagem social em que transita, até que, arredada de semelhante vaso pela influência decisiva da morte, não mais suporta o regime de fantasia, obrigando-se a sofrer, em si própria, as conseqüências dos excessos e ultrajes com que, imprevidente, se desrespeitou.
Torturada por suas próprias ondas desorientadas, a reagirem, incessantes, sobre os centros e mecanismos do corpo espiritual, cai a mente nas desarmonias e fixações conseqüentes e, porque o veículo de células extrafísicas que a serve, depois da morte, é extremamente influenciável, ambienta nas próprias forças os desequilíbrios que a senhoreiam, consolidando-se-lhe, desse modo, as inibições que, em futura existência, dominar-lhe-ão temporariamente a personalidade, sob a forma de fatores mórbidos, condicionando as disfunções de certos recursos do cérebro físico, por tempo indeterminado.

ZONAS PURGATORIAIS

Entendendo-se que todos os delinqüentes deitam de si oscilações mentais de terrível caráter, condensando as recordações malignas que albergam no seio, compreendemos a existência das zonas purgatoriais ou infernais como regiões em que se complementam as temporárias criações do remorso, associando arrependimento e amargura, desespero e rebelião.
Na intimidade dessas províncias de sombra, em que se agrupam multidões de criminosos, segundo a espécie de delito que cometeram, Espíritos culpados, através das ondas mentais com que essencialmente se afinam, se comunicam reciprocamente, gerando, ante os seus olhos, quadros vivos de extremos horror, junto dos quais desvairam, recebendo, de retorno, os estranhos padecimentos que criaram no ânimo alheio.
Claro está que, embora comandados por Inteligências pervertidas ou bestializadas nas trevas da ignorância, esses antros jazem circunscritos no Espaço, fiscalizados por Espíritos sábios e benfazejos que dispõe de meios precisos para observar a transformação individual das consciências em processo de purificação ou regeneração, a fim de conduzi-las a providências compatíveis com a melhoria já alcançada.
Semelhante supervisão, entretanto, não impede que estas vastas cavernas de tormento reeducativo sejam, em si, imensas penitenciárias do Espírito, a que se recolhem as feras conscientes que foram homens. Aí permanecem detidas por guardas especializados, que lhe são afins, o que nos faz definir cada "purgatório particular" como "prisão-manicômio", em que as almas embrutecidas no crime sofrem, de volta, o impacto de suas fecundações mentais infelizes.
Tiranos, suicidas, homicidas, carrascos do povo, libertinos, caluniadores, malfeitores, ingratos, traidores do bem e viciados de todas as procedências, reunidos conforme o tipo de falta ou defecção a que se renderam, se examinados pelos cientistas do mundo apresentariam à Medicina os mais extensos quadros para estudos etiológicos das mais obscuras enfermidades.
Deduzimos, assim, que todos os redutos de sofrimento, além túmulo, não passam de largos porões do trabalho evolutivo da alma, à feição de grandes hospitais carcerários para tratamento das consciências envilecidas.



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h11
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REENCARNAÇÃO DE ENFERMOS

Dos abismos expiatórios, volvem à reencarnação quantos se mostrem inclinados à recuperação dos valores morais em si mesmos.
Transportados à novo berço, comumente entre aqueles que os induziram à queda, quando não se vêem objeto e amorosa ternura por parte de corações que por ele renunciam à imediata felicidade nas Esferas Superiores, são resguardados no recesso do lar.
Contudo, renascem no corpo carnal espiritualmente jungidos às linhas inferiores de que são advindos, assimilando-lhes, facilmente, o influxo aviltante.
Reaparecem, desse modo, na arena física. Mas, via de regra, quando não se mostram retardados mentais, desde a infância, são perfeitamente classificáveis entre os psicopatas amorais , segundo o conceito da "moral insanity", vulgarizado pelos ingleses, demonstrando manisfesta perversidade, na qual se revelam constantemente brutalizados e agressivos, petulantes e pérfidos, indiferentes a qualquer noção da dignidade e da honra, continuamente dispostos a mergulhar na criminalidade e no vício.
Aqueles Espíritos relativamente corrigidos nas escolas de reabilitação da Espiritualidade desenvolvem-se, no ambiente humano, enquadráveis entre os psicopatas astênicos e abúlicos , fanáticos e hipertímicos, ou identificáveis como representantes de várias doenças e delírios psíquicos, inclusive aberrações sexuais diversas.

OBSESSÃO E MEDIUNIDADE

Tais enfermos da alma, tantas vezes submetidos, sem resultado satisfatório, à insulina e à convulsoterapia, quando recomendados ao auxílio dos templos espíritas, poderão ser tidos como médiuns? Sem dúvida, são médiuns doentes, afinizados com os fulcros de sentimento desequilibrado de onde ressurgiram para novo aprendizado entre os homens.
Por certa quota de tempo, são intérpretes de forças degradadas, às quais é preciso opor a intervenção moral necessária, do mesmo modo que se prescreve medicação aos enfermos.
Trazendo consigo as seqüelas ocultas da internação na província purgatorial, de que volvem pela porta do berço terrestre, exteriorizam ondas mentais viciadas que lhes alentam as disfunções dos implementos físicos, ondas essas pelas quais recolhem os pensamentos das entidades inferiores a lhes constituírem a cobertura da retaguarda.
Apesar disso, devem ser acolhidos nos santuários do Espiritismo por medianeiros de planos que é preciso transformar e ajudar, porquanto um Espírito renovado para o Bem - Lei do Criador para todas as criaturas - é peça importante para o reajustamento geral dessa ou daquela engrenagem conturbada na máquina da vida.

DOUTRINA ESPÍRITA

Forçoso é considerar que a atividade religiosa, digna e venerável, em qualquer setor da edificação humana, exprime socorro celeste aos desajustes morais de quantos se demoram na reencarnação, buscando a restauração precisa.
E, compreendendo-se que elevada percentagem das personalidades humanas traz, no imo do próprio ser, raízes e brechas de comunhão com o pretérito de sombra, através dos quais são suscetíveis de sofrer os mais estranhos processos de obsessão oculta - a se reavivarem, constantes, nos diversos períodos etários que correspondem ao tempo de formação dos débitos cármicos que buscam equacionar no corpo terrestre -, é justo encarecer, assim, a oportunidade e a excelência do amparo moral da Doutrina Espírita, como sendo o recurso mais sólido na assistência às vítimas do desequilíbrio espiritual de qualquer matiz, por oferecer-lhes, no estudo nobre e no serviço santificante, o clima indispensável de transmutação e harmonização, com que se recuperem, no domínio dos pensamentos mais íntimos, para assimilarem a influência benéfica dos agentes espirituais da necessária renovação.

(MECANISMOS DA MEDIUNIDADE, Cap. XXIV,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h11
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NOSSO LAR

"Decorridas algumas semanas de tratamento ativo, saí, pela primeira vez, em companhia de Lísias.
Impressionou-me o espetáculo das ruas. Vastas avenidas, enfeitadas de árvores frondosas. Ar puro, atmosfera de profunda tranqüilidade espiritual. Não havia, porém, qualquer sinal de inércia ou de ociosidade, porque as vias públicas estavam repletas. Entidades numerosas iam e vinham. Algumas pareciam situar a mente em lugares distantes, mas outras dirigiam-me olhares acolhedores. Incumbia-se o companheiro de orientar-me em face das surpresas que surgiam ininterruptas. Percebendo-me as íntimas conjeturas, esclareceu solícito:
- Estamos no local do Ministério do Auxílio. Tudo o que vemos, edifícios, casas residenciais, representa instituições e abrigos adequados à tarefa de nossa jurisdição. Orientadores, operários e outros serviçais da missão residem aqui. Nesta zona, atende-se a doentes, ouvem-se rogativas, selecionam-se preces, preparam-se reencarnações terrenas, organizam-se turmas de socorro aos habitantes do Umbral, ou aos que choram na Terra, estudam-se soluções para todos os processos que se prendem ao sofrimento.
- Há, então, em "Nosso Lar", um Ministério do Auxílio? - perguntei?
- Como não? Nossos serviços são distribuídos numa organização que se aperfeiçoa dia a dia, sob a orientação dos que nos presidem os destinos.
Fixando em mim os olhos muitos lúcidos, prosseguiu:
- Não tem visto, nos atos da prece, nosso Governador Espiritual, cercado de setenta e dois colaboradores? Pois são os Ministros de "Nosso Lar". A colônia, que é essencialmente de trabalho e realização, divide-se em seis Ministérios, orientados, cada qual, por doze Ministros. Temos os Ministérios da REGENERAÇÃO, do AUXÍLIO, da COMUNICAÇÃO, do ESCLARECIMENTO, da ELEVAÇÃO e da UNIÃO DIVINA. Os quatro primeiros nos aproximam das esferas terrestres, os dois últimos nos ligam ao plano superior, visto que a nossa cidade espiritual é zona de transição. Os serviços mais grosseiros localizam-se no ministério da Regeneração, os mais sublime no da União Divina. Clarêncio, nosso chefe amigo, é um dos Ministros do Auxílio.
Valendo-me da pausa natural, exclamei, comovido:
- Oh! nunca imaginei a possibilidade de organizações tão completas, depois da morte do corpo físico!...
- Sim - esclareceu Lísias -, o véu da ilusão é muito denso nos círculos carnais. O homem vulgar ignora que toda manifestação de ordem, no mundo, procede do plano superior. A natureza agreste transforma-se em jardim, quando orientada pela mente do homem, e o pensamento humano, selvagem na criatura primitiva, transforma-se em potencial criador, quando inspirado pelas mentes que funcionam nas esferas mais altas. Nenhuma organização útil se materializa na crosta terrestre, sem que seus raios iniciais partam de cima.
- Mas "Nosso Lar" terá igualmente uma história, como as grandes cidades planetárias?
- Sem dúvida. Os planos vizinhos da esfera terráquea possuem, igualmente, natureza específica. "Nosso Lar" é antiga fundação de portugueses distintos, desencarnados no Brasil, no século XVI. A princípio, enorme e exaustiva foi a luta, segundo consta em nossos arquivos no Ministério do Esclarecimento. Há substâncias ásperas nas zonas invisíveis à Terra, tal como nas regiões que se caracterizam pela matéria grosseira. Aqui também existem enormes extensões de potencial inferior, como há, no planeta, grandes tratos de natureza rude e incivilizada. Os trabalhos primordiais foram desanimadores, mesmo para os espíritos fortes. Onde se congregam hoje vibrações delicadas e nobres, edifícios de fino lavor, misturavam-se as notas primitivas dos silvículas do país e as construções infantis de suas mentes rudimentares. Os fundadores não desanimaram, porém. Prosseguiram na obra, copiando o esforço dos europeus que chegavam à esfera material, apenas com a diferença de que, por lá, se empregava a violência, a guerra, a escravidão, e, aqui, o serviço perseverante, a solidariedade fraterna, o amor espiritual.
A essa altura, atingíramos uma praça de maravilhosos contornos, ostentando extensos jardins. No centro da praça, erguia-se um palácio de magnificente beleza, encabeçado de torres soberanas, que se perdiam no céu.
- Os fundadores da Colônia começaram o esforço, partindo daqui, onde se localiza a GOVERNADORIA - disse o visitador.
Apontando o palácio, continuou:
- Temos, nesta praça, o ponto de convergência dos seis ministérios a que me referi. Todos começam da Governadoria, estendo-se em forma triangular.
E, respeitoso, comentou:
- Ali vive o nosso abnegado orientador. Nos trabalhos administrativos, utiliza ele a colaboração de três mil funcionários; entretanto, é ele o trabalhador mais infatigável e o mais fiel que todos nós reunidos. Os Ministros costumam excursionar noutras esferas, renovando energias e valorizando conhecimentos; nós outros gozamos entretenimentos habituais, mas o Governador nunca dispõe de tempo para isso. Faz questão que descansemos, obriga-nos a férias periódicas, ao passo que, ele mesmo, quase nunca repousa, mesmo no que concerne às horas de sono. Parece-me que a glória dele é o serviço perene. Basta lembrar que estou aqui há quarenta anos e, com exceção das assembléias referentes às preces coletivas, raramente o tenho visto em festividades públicas. Se pensamento, porém, abrange todos os círculos de serviço, sua assistência carinhosa a tudo e a todos atinge.
Depois de longa pausa, o enfermeiro amigo acentuou:
- Não faz muito, comemorou-se o 114o. aniversários da sua magnânima direção.
Calara-se Lísias, evidenciando comovida reverência, enquanto eu a seu lado contemplava, respeitoso e embevecido, as torres maravilhosas que pareciam cindir o firmamento..."

(Do livro "Nosso Lar", cap. 8,
André Luiz/Chico Xavier, FEB)



Escrito por EDUARDO BARROS às 06h43
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MEDIUNIDADE E VIDA

FENÔMENO MAGNÉTICO DA VIDA HUMANA

Analisando a ocorrência mediúnica, na base do reflexo condicionado, assinalaremos mais alguns aspectos de semelhante estudo, na esfera do cotidiano.
Assistindo ao fenômeno hipnótico indiscriminado, nas demonstrações públicas, presenciamos alguém senhoreando o psiquismo de diversas pessoas, por alguns minutos; mas, na experiência diária, vemos o mesmo fenômeno em nossas relações, uns com os outros.
Na exibição popular, o magnetizador pratica a hipnose que se hierarquiza por muitos graus de passividade nos hipnotizados.
Na vida comum, todos praticamos espontaneamente a sugestão, em que a obediência maquinal se gradua, em cada um de nós, através de vários graus de rendição à influência alheia.
Tal situação começa no berço.

CENTRO INDUTOR DO LAR

O lar é o mais vigoroso centro de indução que conhecemos na Terra.
À maneira de alguém que recebe esse ou aquele tipo de educação em estado de sonolência, e Espírito reencarnado, no período infantil, recolhe dos pais os mapas de inclinação e conduta que lhe nortearão a existência, em processo análogo ao da escola primária, pelo qual a criança é impelida a contemplar ou mentalizar certos quadros, para refleti-los no desenvolvimento natural da instrução.
As almas valorosas, dotadas de mais alto padrão moral, segundo as aquisições já feitas em numerosas reencarnações de trabalho e sacrifício, constituem exceções no ambiente doméstico, por se sobreporem a ele, exteriorizando a vontade mais enérgica de que se fazem mensageiras.
Contudo, via de regra, a maioria esmagadora de Inteligências encarnadas retratam psicologicamente aqueles que lhes deram o veículo físico, transformando-se, por algum tempo, em instrumentos ou médiuns dos genitores, à face do ajustamento das ondas mentais que lhes são próprias, em circuitos conjugados, pelos quais permutam entre si os agentes mentais de que se nutrem.

OUTROS CENTROS INDUTORES

Em todos os planos determina a Providência do Criador seja a criatura amparada com segurança.
Cada consciência que renasce no campo físico traz consigo as ligações do agrupamento espiritual a que se filia, demonstrando as afinidades profundas de que a onda mental dá notícia no fluxo revelador com que se apresenta.
Se os pais guardam sintonia com as forças a que se lhes jungem fluidicamente os filhos, a vida prossegue harmoniosa, como que sobre rodas nas quais as crenas se mostram perfeitamente engrenadas.
Entretanto, se há divergência, passada a primeira infância, começam atritos e desencontros, à face das interferências inevitáveis, com perturbações dos circuitos em andamento.
Enredados à influência de companheiros que permanecem fora do vaso fisiológico, os filhos, nessas circunstâncias, evidenciam tendências inquietantes, sem que os genitores consigam reivindicar a autoridade de que se revestem.
Todavia, a escola edificante espera-os, nas linhas da civilização, para restaurar-lhes, desde cedo, as noções de ordem superior, diante da vida, exalçando os conceitos de elevação moral, imprescindíveis ao aprimoramento da alma.
Transfiguram-se, então, os mestres comuns em orientadores dos aprendizes que, se atentos ao ensino, se fazem médiuns temporários das mentes que os instruem, através do mesmo fenômeno de harmonização das ondas mentais, porquanto o professor, ensinando, torna mais lentas as oscilações que despede, enquanto que os alunos, aprendendo, fazem mais curtas as oscilações que lhes são peculiares, verificando-se o necessário ajuste de nível para que a permuta dos agentes espirituais se faça com segurança.
Os discípulos que fogem deliberadamente ao dever da atenção, relaxando os compromissos que abraçam, permanecem ausentes do benefício, ligados a circuitos outros que lhes retardam a marcha na direção da cultura, por desertarem dos exercícios que lhes favoreceriam mais dilatada iluminação íntima.
E, além da escola, surgem, para os rebentos do lar terrestre, as obrigações do trabalho profissional em que a personalidade segue no encalço da vocação ou soma de experiência que já conquistou na vida.
Cada oficina de ação construtiva, seja qual for a linha de serviço em que se expresse, é novo educandário para a criatura em lide no campo humano, em que a chefia, a escalonar-se através de condutores diversos, convoca os cooperadores, nos vários círculos da subalternidade, ao esforço de melhoria e sublimação.
Ainda aqui, vemos, por intermédio da mesma ocorrência de harmonização mental, os que orientam, erguidos à condição de Espíritos protetores, e os que obedecem, transformados em instrumentos para determinadas realizações.



Escrito por EDUARDO BARROS às 14h27
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TODOS SOMOS MÉDIUNS

Nos centros de atividade referidos em nosso estudo, encontramos o reflexo condicionado e a sugestão como ingredientes indispensáveis na obra de educação e aprimoramento.
Urge reconhecer que a liberdade é tanto maior para a alma quanto maior a parcela de conhecimento que se lhe debite no livro da existência.
Por isso mesmo, quanto mais cresça em possibilidades, nesse ou naquele sentido, mais se lhe desdobram caminhos à visão, constrangendo-a a vigiar a própria escolha.
Mais extensa mordomia, responsabilidade mais extensa.
Isso acontece porque, com a intensificação de nossa influência, nesse ou naquele campo de interesses, mais persistentes se fazem os apelos em torno, para que não nos esqueçamos do dever primordial a cumprir.
Quem avança está invariavelmente entre a vanguarda e a retaguarda. E a romagem para Deus é uma viagem de ascensão.
Toda subida, quanto qualquer burilamento, pede suor e disciplina.
Todo estacionamento é repouso enquistante.
Somos todos, assim, médiuns, a cada passo refletores das forças que assimilamos, por força de nossa vontade, na focalização da energia mental.

PERSEVERANÇA NO BEM

É imprescindível recordar o impositivo da perseverança no bem.
O comprazimento nessa ou naquela espécie de atitude ou companhia, leitura ou conversação menos edificantes, estabelece em nós o reflexo condicionado pelo qual inconscientemente nos voltamos para as correntes invisíveis que representam.
É desse modo que formamos hábitos indesejáveis pelos quais nos fazemos pasto de entidades vampirizantes, acabando na feição de arcabouços vivos para moléstias fantasmas.
Pensando ou conversando constantemente sobre agentes enfermiços, quais sejam a acusação indébita e a crítica destrutiva, o deboche e a crueldade, incorporamos, de imediato, a influência das criaturas encarnadas e desencarnadas que os alimentam, porque o ato de voltar a semelhantes temas, contrários aos princípios que ajudam a vida e a regeneram, se transforma em reflexo condicionado de caráter doentio, automatizando-nos a capacidade de transmitir tais agentes mórbidos, responsáveis por largo acervo de enfermidade e desequilíbrio.

GRADAÇÃO DAS OBSESSÕES

Muitas vezes, em nossos estados de tensão deliberada, inclinamo-nos para forças violentas que se nos insinuam no halo psíquico, aí criando fermentações infelizes que resultam em atitudes de cólera arrasadora, pelas quais, desprevenidamente, nos transformamos, na vida, em médiuns de ação delituosa, arrastados nos fenômenos de associação dos agentes mento-eletromagnéticos da mesma natureza, semelhantes aos que caracterizam as explosões de recursos químicos, nas conhecidas reações em cadeia.
É assim que somos, por vezes, loucos temporários, grandes obsidiados de alguns minutos, alienados mentais em marcadas circunstâncias de lugar ou de tempo, ou, ainda, doentes do raciocínio em crises periódicas, médiuns lastimáveis da desarmonia, pela nossa permanência longa em reflexos condicionados viciosos, adquirindo compromissos de grave teor nos atos menos felizes que praticamos, semi-inconscientemente, sugestionados uns pelos outros, porquanto, perante a Lei, a nossa vontade é responsável em todos os nossos problemas de sintonia.

(Mecanismos da Mediunidade, XVI,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)



Escrito por EDUARDO BARROS às 14h27
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MEDIUNIDADE CURATIVA

MENTE E PSICOSSOMA

Compreendendo-se o envoltório psicossomático por templo da alma, estruturado em bilhões de células a se caracterizarem por atividade incessante, é natural imaginemos cada centro de força e cada órgão por departamento de trabalho, interdependentes entre si, não obstante o caráter autônomo atribuível a cada um.
Semelhantes peças, no entanto, obedecem ao comando mental, sediado no cérebro, que lhes mantém a coesão e o equilíbrio, por intermédio das oscilações inestancáveis do pensamento.
Temos, assim, as variadas províncias celulares sofrendo o impacto constante das radiações mentais, a lhes absorverem os princípios de ação e reação desse ou daquele teor, pelos quais os processos da saúde e da enfermidade, da harmonia e da desarmonia são associados e desassociados, conforme a direção que lhes imprima a vontade.
Naturalmente não podemos esquecer que o alimento comum garante a subsistência do corpo físico, através da permuta contínua de substâncias com a incessante transformação de energia, e isso acontece porque a força mental conjuga substância e energia na produção dos recursos de apoio à existência e dos elementos reguladores do metabolismo.
Além desses fatores, cabe-nos contar com os fatores mentais para a sustentação de todos os agentes da vida, que se fará dessa ou daquela forma, segundo a qualidade desses mesmos ingredientes.
Conforme a integridade desses princípios, resultará a integridade do poder mecânico da mente para a formação dos anticorpos na intimidade das forças componentes do sistema sangüíneo.

SANGUE E FLUIDOTERAPIA

Salientando-se que o sistema hemático do corpo físico representa o conjunto das energias circulantes no corpo espiritual ou psicossoma, energias essas tomadas em princípio pela mente, através da respiração, ao reservatório incomensurável do fluido cósmico, é para ele que nos compete voltar a atenção, no estudo de qualquer processo fluidoterápico de tratamento ou de cura.
Relacionados com os centros psicossomáticos, os variados núcleos da vida sangüínea produzem as grandes coletividades corpusculares das hemácias, dos leucócitos, trombócitos, macrófagos, linfócitos, histiócitos, plasmócitos, monócitos e outras unidades a se dividirem, inteligentemente em famílias numerosas, movimentando-se em trabalho constante, desde os fulcros geratrizes do baço e da medula óssea, do fígado e dos gânglios, até o âmago dos órgãos.
Fácil entender que todo desregramento de natureza física ou moral faz-se refletir, de imediato, por reações mentais conseqüentes, sobre as províncias celulares, determinando situações favoráveis ou desfavoráveis ao equilíbrio orgânico.
O pensamento é a força que, devidamente orientada, no sentido de garantir o nível das entidades celulares no reino fisiológico, lhes facilita a migração ou lhes acelera a mobilidade para certos efeitos de preservação ou defensiva, seja na improvisação de elementos combativos e imunológicos ou na impugnação aos processos patogênicos, com a intervenção da consciência profunda.
Deduzimos, sem dificuldade, que se é possível a hipnotização da mente humana, com vistas a certos fins, com mais propriedade operar-se-á a magnetização das entidades corpusculares, para efeitos determinados, no ajustamento das células.



Escrito por EDUARDO BARROS às 14h19
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MÉDIUM PASSISTA

Entendemos que a mediunidade curativa se reveste da mais alta importância, desde que alicerçada nos sentimentos mais puros da mais pura fraternidade.
É claro que não nos reportamos aos magnetizadores que desenvolvem as forças que lhes são peculiares, no trato da saúde humana.
Referimo-nos, sim, aos intérpretes da Espiritualidade Superior, consagrados à assistência providencial aos enfermos, para encorajar-lhes a ação.
Decerto, o estudo da constituição humana lhes é naturalmente aconselhável, tanto quanto ao aluno de enfermagem, embora não seja médico, se recomenda a aquisição de conhecimentos do corpo em si. E do mesmo modo que esse aprendiz de rudimentos da Medicina precisa atentar para a assepsia do seu quadro de trabalho, o médium passista necessitará vigilância no seu campo de ação, porquanto de sua higiene espiritual resultará o reflexo benfazejo naqueles que se proponha socorrer. Eis porque se lhe pede a sustentação de hábitos nobres e atividades limpas, com a simplicidade e a humildade por alicerces no serviço de socorro aos doentes, de vez que semelhantes fatores funcionarão à maneira do tungstênio na lâmpada elétrica, suscetível de irradiar a força da usina, produzindo a luz necessária à expulsão da sombra.
O investimento cultural ampliar-lhe-á os recursos psicológicos, facilitando-lhe a recepção das ordens e avisos dos instrutores que lhe propiciem amparo, e o asseio mental lhe consolidará a influência, purificando-a, além de dotar-lhe a presença com a indispensável autoridade moral capaz de induzir o enfermo ao despertamento das próprias forças de reação.

MECANISMO DO PASSE

Tendo mencionado o fenômeno hipnótico em diversas passagens de nossas anotações, a ele recorremos, ainda uma vez, para definir o medianeiro do passe magnético por autêntico representante do magnetizador espiritual, à frente do enfermo.
Estabelecido o clima de confiança, qual acontece entre o doente e o médico preferido, cria-se a ligação sutil entre o necessitado e o socorrista e, por semelhante elo de forças, ainda imponderáveis no mundo, verte o auxílio da Esfera Superior, na medida dos créditos de um e outro.
Ao toque da energia emanante do passe, com a supervisão dos benfeitores desencarnados, o próprio enfermo, na pauta da confiança e do merecimento de que dá testemunho, emite ondas mentais características, assimilando os recursos vitais que recebe, retendo-os na própria constituição fisiopsicossomática, através das várias funções do sangue.
O socorro, quase sempre hesitante a princípio, corporifica-se à medida que o doente lhe confere atenção, porque, centralizando as próprias radiações sobre as províncias celulares de que se serve, lhes regula os movimentos e lhes corrige a atividade, mantendo-lhes as manifestações dentro de normas desejáveis, e, estabelecida a recomposição, volve a harmonia orgânica possível, assegurando à mente o necessário governo do veículo em que se amolda.

VONTADE DO PACIENTE

O processo de socorro pelo passe é tanto mais eficiente quanto mais intensa se faça a adesão daquele que lhe recolhe os benefícios, de vez que a vontade do paciente, erguida ao limite máximo de aceitação, determina sobre si mesmo mais elevados potenciais de cura.
Nesse estado de ambientação, ao influxo dos passes recebidos, asa oscilações mentais do enfermo se condensam, mecanicamente, na direção do trabalho restaurativo, passando a sugeri-lo às entidades celulares do veículo em que se expressam, e os milhões de corpúsculos do organismo fisiopsicossomático tendem a obedecer, instintivamente, às ordens recebidas, sintonizando-se com os propósitos do comando espiritual que os agrega.

PASSE O ORAÇÃO

O passe, como gênero de auxílio, invariavelmente aplicável sem qualquer contra-indicação, é sempre valioso no tratamento devido aos enfermos de toda classe, desde as criancinhas tenras aos pacientes em posição provecta na experiência física, reconhecendo-se, no entanto, ser menos rico de resultados imediatos nos doentes adultos que se mostrem jungidos à inconsciência temporária, por desajustes complicados no cérebro.
Esclareçamos, porém, que, em toda situação e em qualquer tempo, cabe ao médium passista buscar na prece o fio de ligação com os planos mais elevados da vida, porquanto, através da oração, contará com a presença sutil dos instrutores que atendem aos misteres da Providência Divina, a lhe utilizarem os recursos para a extensão incessante do Eterno Bem.

(MECANISMOS DA MEDIUNIDADE, Cap. XXII,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)

JESUS E MEDIUNIDADE CURATIVA
No que se refere aos poderes curativos, temo-los em Jesus nas mais altas afirmações de grandeza. Cercam-no doentes de variada expressão. Paralíticos estendem-lhe membros mirrados, obtendo socorro. Cegos recuperam a visão. Ulcerados mostram-se limpos. Alienados mentais, notadamente obsidiados diversos, recobram equilíbrio.
É importante considerar, porém, que o Grande Benfeitor a todos convida para a valorização das próprias energias.
Reajustando as células enfermas da mulher hemorroíssa, diz-lhe convictamente : - "Filha, tem bom ânimo! A tua fé te curou." (Mateus 9:22). Logo após, tocando os olhos de dois cegos que lhe recorrem à caridade, exclama: -"Seja feito segundo a vossa fé!" (Mateus 9:29).
Não salienta a confiança por simples ingrediente de natureza mística, mas sim por recurso de ajustamento do princípios mentais, na direção da cura.
E encarecendo o imperativo do pensamento reto para a harmonia do binômio mente-corpo, por várias vezes o vemos impelir os sofredores aliviados à vida nobre, como no caso do paralítico de Betesda, que, devidamente refeito, ao reencontrá-lo no templo, dele ouviu a advertência inesquecível: - "Eis que já estás são. Não peques mais, para que não te suceda coisa pior." (João 5:14)

(MECANISMOS DA MEDIUNIDADE, Cap. XXVI,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h32
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MECANISMOS DA MENTE

ALMA E CORPO

Aclarando os problemas complexos da alienação mental na maioria dos
espíritos desencarnados, pelo menos durante algum tempo, além da morte,
vale comentar, ainda que superficialmente, alguns dos experimentos
efetuados pela ciência terrestre nos mecanismos nervosos, para que

possamos
ajuizar da importância da harmonia entre a mente e seu veículo
fisiopsicossomático, no plano físico ou extrafísico.
Assemelhando-se no conjunto ao musicista e seu instrumento, alma e
corpo hão-de conjugar-se profundamente um com o outro para a execução

do
trabalho que a vida lhe reserva.
E, sabendo-se que a alma é direção e o corpo obediência, é da Lei
Divina que o homem receba em si mesmo o fruto da plantação que realizou,
visto que, nos órgãos de sua manifestação, recolhe as maiores concessões
do Criador para que efetive o seu aperfeiçoamento na Criação.
Assim sendo, de seu próprio comportamento retira, nos vastos setores em
que se lhe processa a evolução, o bem ou o mal que, lançado ao caminho,
estará impondo a si mesmo.

SECÇÃO DA MEDULA

Através de experimentação positiva, conhece a Ciência de hoje a
inalienável correlação entre o cérebro e todas as províncias celulares do
mundo corpóreo.
Tomando, pois, em nossas anotações, o sistema cerebral por gabinete
administrativo da mente, reconheceremos sempre que a conduta do corpo
físico está invariavelmente condicionada à conduta do corpo espiritual,
como a orientação do corpo espiritual está submetida ao governo de nossa
vontade.
Sabemos, assim, que depois de seccionada a medula de um paciente se
observa, de imediato, a insensibilidade completa, o relaxamento muscular,
a paralisia e a eliminação dos reflexos somáticos e viscerais, em todas
as partes que recebem os nervos nascidos abaixo do ponto em que se
verifica o prejuízo.
A insensibilidade e a paralisia são decisivas, porquanto procedem da
secção dos feixes ascendentes e do feixe piramidal, ou seja, do
desligamento das regiões do corpo espiritual correspondentes aos tecidos
orgânicos e no cérebro, qual se desse a retirada da força elétrica de
determinado setor num campo extenso de ação.
Semelhante desligamento, porém, não se verifica de todo, o que
acarretaria, quando em níveis altos, , irreversivelmente, o processo
liberatório da alma com a desencarnação. Junções fluídicas sutis

permanecem,
ativas, entre as células dos implementos físicos e espirituais, como
recursos fisiopsicossomático, em ajustes possíveis de emergência. Em razão
disso, não obstante a insensibilidade a que nos reportamos, comparável ao
"silêncio orgânico", deixado pela execução de uma neurotomia, muitos
pacientes se queixam de dor em zonas localizadas para baixo do nível em
que se expressou o corte, fenômeno esse perfeitamente atribuível ao
contato das células do corpo espiritual com as fibras aferentes que vibram
na cadeia simpática, penetrando a medula, acima do ponto molestado.

RECUPERAÇÃO DOS REFLEXOS

Devido, ainda, a esse reajustamento organizado instintivamente entre a
alma e o corpo, os reflexos são gradativamente recuperados.
Em condições muito especiais de equilíbrio fisiopsicossomático do
enfermo, os reflexos superficiais ressurgem quase sempre em vinte e quatro
horas, depois do insulto sofrido, embora os reflexos anal e
cremasteriano jamais se percam, insulto esse em que o sinal de Babinski ou

extensão
dos pedartículos, principalmente do primeiro, não raro acompanhada por
determinado grau de contração dos músculos dos joelhos, denuncia a
violação do feixe piramidal, equivalente à rutura de ligação das células do
corpo espiritual nos implementos nervosos da veste física,
assemelhando-se ao curto-circuito da energia elétrica nos condutores

ininterruptos
que lhe atendem à necessária circulação.
Na generalidade dos casos, porém, os reflexos em pacientes dessa
espécie apenas reaparecem com mais vagar, no curso de semanas, tempo
indispensável para que as células do corpo espiritual, vencendo as

resistências
do corpo físico, a ele se reimponham, quanto possível.



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h54
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MECANISMO DO MONOIDEÍSMO

Em vista disso, se a criatura encarnada pode cair em amnésia ou afasia
pela oclusão dos núcleos da memória ou da fala, se desequilíbrio
integral da inteligência, a criatura desencarnada pode arrojar-se a
frustrações semelhantes, sem perturbação total do pensamento, enquanto se

lhe
mantenha a distonia.
Segundo critério idêntico, se a habilidade de um homem para manobrar
determinado idioma pode cessar numa das subdivisões do núcleo da fala, no
córtex, persistindo a habilidade para lidar com idiomas outros, assim
também o núcleo da visão profunda,  no centro coronário, pode sofrer
disfunção específica pela qual um espírito desencarnado contemplará tão
somente, por tempo equivalente à perturbação em se encontre, os quadros
terríveis que lhe digam respeito 1as culpas contraídas, sem capacidade
para observar paisagens de outra espécie; escutará exclusivamente vozes
acusadoras que lhe testemunhem os compromissos inconfessáveis, sem
possibilidade de ouvir quaisquer outros valores sônicos, tanto quanto
poderá recordar apenas acontecimentos que se lhe refiram aos padecimentos
morais, com absoluto olvido dos fatos outros, até mesmo daqueles que se
relacionem com a sua personalidade, motivo pelo qual se fazem tão raros
os processos de perfeita identificação individual, na generalidade das
comunicações mediúnicas, com entidades dementadas ou sofredoras,
comumente estacionárias no monoideísmo que as isola em tipos exclusivos de
recordação ou emoção, de vez que, nessas condições, o pensamento contínuo
que lhes flui da mente, em circuito viciado sobre si mesmo, age
coagulando ou materializando pesadelos fantásticos, em conexão com as
lembranças que albergam.
E esses pesadelos não são realmente meras criações abstratas,
porquanto, em fluxo constante, as imagens repetidas, formadas pelas

partículas
vivas de matéria mental, se articulam em quadros que obedecem também à
vitalidade mais ou menos longa do pensamento, justapondo-se às criaturas
desencarnadas que lhe dão forma e que, congregando criações do mesmo
teor, de outros Espíritos afins, estabelecem, por associações
espontâneas, os painéis apavorantes em que a consciência culpada expia, por

tempo
junto, as conseqüências dos crimes a que se empenhou, prejudicando a
harmonia das Leis Divinas e conturbando, concomitantemente, a si mesma.

ZONAS PURGATORIAIS

Obliterando os núcleos energéticos da alma, capazes de conduzi-la às
sensações de euforia e elevação, entendimento e beleza, precipita-se a
mente, pelo excesso da taxa de remorso nos fulcros da memória, na dor do
arrependimento a que se encarcera por automatismo, conforme os
princípios de responsabilidade a se lhe delinearem no ser, plasmando com os
seus próprios pensamentos as telas temporárias, mas por vezes de
longuíssima duração, em que contempla, incessantemente, por reflexão

mecânica, o
fruto amargo de suas próprias obras, até que esgote os resíduos das
culpas esposadas ou receba caridosa intervenção dos agentes do amor divino
que, habitualmente, lhe oferecem o preparo adequado para a reencarnação
necessária, pela qual retornará ao aprendizado prático das lições em
que faliu.
É dessa forma que os suicidas, com agravantes à frente do Plano
Espiritual, como também os delinqüentes de variada categoria, padecem por
largo tempo a influência constante das aflitivas criações mentais deles
mesmos, a elas aprisionados, pela fixação monoidéica de certos núcleos do
corpo espiritual, em detrimento de outros que se mantêm malbaratados e
oclusos.
E porque o pensamento é força criativa e aglutinante na criatura
consciente em plena Criação, as imagens plasmadas pelo mal, à custa da
energia inestancável que lhe constitui atributo inalienável e imanente,
servem para a formação das paisagens regenerativas em que a alma

alucinada
pelos próprios remorsos é detida em sua marcha, ilhando-se nas
conseqüências dos próprios delitos, em lugares que, retendo a associação de
centenas e milhares de transviados, se transformam em verdadeiros
continentes de angústias, filtros de aflição e de dor, em que a loucura ou a
crueldade, juguladas pelo sofrimento que geram para si mesmas, se rendem
lentamente ao raciocínio equilibrado, para a readmissão indispensável ao
trabalho remissor.

(Evolução em Dois Mundos,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, cap. XVI, FEB)



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h54
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ALLAN KARDEC


BEZERRA DE MENEZES


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