BLOG ESPIRITUALIZADO


CONDUTA AFETIVA

Quanto mais elevado o grau de aprimoramento da alma, mais reclamará
espontaneamente de si própria a necessária disciplina das energias do
mundo afetivo, somente despendendo-as no circuito de forças em que se
completa com a alma a que se encontra consorciada, ou, então, em serviço
nobre, através do qual opera a evasão das cargas magnéticas de seus
impulsos genésicos, transferindo-as para o trabalho em que se lhe projetam a
sensibilidade e a inteligência.
Isso acontece no plano físico, entre aqueles cujo sistema psíquico já
se distanciou suficientemente das emoções vulgares, ajustando-se em
complementação fluídica ideal as almas irmãs que se matrimoniam.
Interrompida a aliança física na esfera carnal, por interferência da
morte, o homem ou a mulher, consagrados à sublimação íntima, se associam,
quase sempre, à companheira ou ao companheiro levados à viuvez, em
construtivas simbioses de ação, seja no amparo aos filhos, ainda
necessitados de assistência, ou na extensão de obras edificantes, porquanto os
espíritos que verdadeiramente se amam desconhecem o que seja abandono ou
esquecimento.
Atentos ao mesmo princípio de aprimoramento, aqueles que ajustam em
matrimônio superior, no Plano Espiritual, permutam as próprias forças, em
constante circuito energético, pela qual atendem a vastíssimas obras de
benemerência, na criação mental de valores necessários ao progresso
comum, dentro da euforia permanente que o amor sublime lhes confere. E, em
lhes faltando a companhia, por intermédio da qual se integram nos mais
altos ideais de burilamento e beleza, mobilizam as próprias cargas
magnéticas criadoras em serviço à coletividade, com o que se elevam mais
intensamente na escala da sublimação moral, ou, então - o que é mais
freqüente - buscam olvidar as próprias possibilidades de maior ascensão,
solicitando posições apagadas e humildes ao pé daqueles a quem se
devotam, a fim de ajudá-los na execução das tarefas que lhe foram assinaladas
ou no pagamento das dívidas com que ainda se oneram perante a Lei.

(Evolução em Dois Mundos, Parte II, caps. X e XI,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)



Escrito por EDUARDO BARROS às 08h28
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POLIGAMIA E MONOGAMIA

O instinto sexual, então, a desvairar-se na poligamia, traça para si mesmo largo roteiro de aprendizagem a que não escapará pela matemática do destino que nós mesmos criamos.
Entretanto, quanto mais se integra a alma no plano da responsabilidade moral para com a vida, mais aprende o impositivo da disciplina própria, a fim de estabelecer, com o dom de amar que lhe é intrínseco, novos programas de trabalho que lhe facultem acesso aos planos superiores.
O instinto sexual nessa fase da evolução não encontra alegria completa senão em contato com outro ser que demonstre plena afinidade, porquanto a liberação da energia, que lhe é peculiar, do ponto de vista do governo emotivo, solicita compensação de força igual, na escala das vibrações magnéticas.
Em semelhante eminência, a monogamia é o clima espontâneo do ser humano, de vez que dentro dela realiza, naturalmente, com a alma eleita de suas aspirações a união ideal do raciocínio e do sentimento, com a perfeita associação dos recursos ativos e passivos, na constituição do binário de forças, capaz de criar não apenas formas físicas, para a encarnação de outras almas na Terra, mas também as grandes obras do coração e da inteligência, suscitando a extensão da beleza e do amor, da sabedoria e da glória espiritual que vertem, constantes, da Criação Divina.

(Evolução em Dois Mundos, cap. XVIII,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h20
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CÉREBRO E ENERGIA

GERADOR DO CÉREBRO

Com alguma analogia, encontramos no cérebro um gerador auto-excitado, acrescido em sua contextura íntima de avançados implementos para a geração, excitação, exteriorização, captação, assimilação e desassimilação da energia mental, qual se um gerador comum desempenhasse não apenas a função de criar força eletromotriz e conseqüentes potenciais magnéticos para fornecê-los em certa direção, mas também todo acervo de recursos dos modernos emissores e receptores de radiotelefonia e televisão, acrescidos de valores ainda ignorados na Terra.
Erguendo-se sobre os vários departamentos do corpo, a funcionarem por motores de sustentação, o cérebro, com as células especiais que lhe são próprias, detém verdadeiras usinas  microscópicas, das quais as pequenas partículas de germânio, na construção do transistor, nos conjuntos radiofônicos miniaturizados, podem oferecer imperfeita expressão.
É aí, nesse microcosmo prodigioso, que a matéria mental, ao impulso do Espírito, é manipulada e expressa, em movimento constante, produzindo correntes que se exteriorizam, no espaço e no tempo, conservando mais amplo poder na aura da personalidade em que se exprime, através de ação e reação permanentes, como acontece no gerador comum, em que o fluxo energético atinge valor mínimo, segundo a resistência integral do campo, diminuindo de intensidade na curva de saturação.
Nas reentrâncias de semelhante cabine, de cuja intimidade a criatura expede as ordens e decisões com que traça o próprio destino, temos, no córtex, os centros da visão, da audição, do tato, do olfato, do gosto, da palavra falada e escrita, da memória e de múltiplos automatismos, em conexão com os mecanismos da mente, configurando os poderes da memória profunda, do discernimento, da análise, da reflexão, do entendimento e dos multiformes valores morais de que o ser se enriquece no trabalho da própria sublimação.
Nessas províncias fulcros da individualidade, circulam as correntes mentais constituídas a base dos átomos de matéria da mesma grandeza, qual ocorre na matéria física, em que as correntes elétricas resultam dos átomos físicos excitados, formando, em sua passagem, o conseqüente resíduo magnético, pelo que depreendemos, sem dificuldade, a existência do eletromagnetismo tantos nos sistema interatômicos da matéria física, como naqueles em que se evidencia a matéria mental.

(Mecanismos da Mediunidade, cap. IX,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h21
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CENTROS VITAIS

Estudado no plano em que nos encontramos, na posição de criaturas desencarnadas, o corpo espiritual ou psicossoma é, assim, o veículo físico, relativamente definido pela ciência humana, com os centros vitais que essa mesma ciência, por enquanto, não pode perquirir e reconhecer.
Nele possuímos todo o equipamento de recursos automáticos que governam os bilhões de entidades microscópicas a serviço da Inteligência, nos círculos de ação em que nos demoramos, recursos esses adquiridos vagarosamente pelo ser, em milênios e milênios de esforço e recapitulação, nos múltiplos setores da evolução anímica.
É assim que, regendo a atividade funcional dos órgãos relacionados pela fisiologia terrena, nele identificamos o centro coronário, instalado na região central do cérebro, sede da mente, centro que assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada, nas cintas de aprendizado que lhe corresponde no abrigo planetário. O centro coronário supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do Espírito, assim como as peças secundárias de uma usina respondem ao comando da peça-motor de que se serve o tirocínio do homem para concatená-las e dirigi-las.
Desses centros secundários, entrelaçados no psicossoma, e, conseqüentemente, no corpo físico, por redes plexiformes, destacamos o centro cerebral contíguo ao coronário, com influência decisiva sobre os demais, governando o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas endocrínicas e administrando o sistema nervoso, em toda a sua organização, coordenação, atividade e mecanismo, desde os neurônios sensitivos até as células afetoras; o centro laríngeo, controlando notadamente a respiração e a fonação; o centro cardíaco, dirigindo a emotividade e a circulação das forças de base; o centro esplênico, determinando todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sanguíneo; o centro gástrico, responsabilizando-se pela digestão e absorção dos alimentos densos ou menos densos que, de qualquer modo, representam concentrados fluidicos penetrando-nos a organização, e o centro genésico, guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre as almas.

(Entre a Terra e o Céu, cap. XX,
André Luiz/Chico Xavier, FEB)



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h02
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AURA HUMANA

Considerando-se toda célula em ação por unidade viva, qual motor microscópico, em conexão com a usina mental, é claramente compreensível que todas as agregações celulares emitem radiações e que essas radiações se articulem, através de sinergias funcionais, a se constituírem de recursos que podemos nomear por "tecidos de força", em torno dos corpos que as exteriorizam.
Todos os seres vivos, por isso, dos mais rudimentares aos mais complexos se revestem de um "halo energético" que lhes corresponde à natureza.
No homem, contudo, semelhante projeção surge profundamente enriquecida e modificada pelos fatores do pensamento contínuo que, em se ajustando às emanações do campo celular, lhe modelam, em derredor da personalidade, o conhecido corpo vital ou duplo etéreo de algumas escolas espiritualistas, duplicata mais ou menos radiante da criatura.
Nas reentrâncias e ligações sutis dessa túnica eletromagnética de que o homem se entraja, circula o pensamento, colorindo-a com com as vibrações e imagens de que se constitui, aí exibindo, em primeira mão, as solicitações e os quadros que improvisa, antes de irradiá-los no rumo dos objetos e das metas que demanda.
Aí temos, nessa conjugação de forças físico-químicas e mentais, a aura humana, peculiar a cada indivíduo, interpenetrando-o, ao mesmo tempo que parece emergir dele, à maneira de campo ovóide, não obstante a feição irregular em que configura, valendo por espelho sensível em que todos os estados da alma se estampam com sinais característicos e em que todas as idéias se evidenciam, plasmando telas vivas, quando perduram em vigor e semelhança, como no cinematógrafo comum.
Fotosfera psíquica, entretecida em elementos dinâmicos, atende à cromática variada, segundo a onda mental que emitimos, retratando-nos todos os pensamentos em cores e imagens que nos respondem aos objetivos e escolhas, enobrecedoras ou deprimentes.

CAMPO DA AURA

Articulando, ao redor de si mesma, as radiações das sinergias funcionais das agregações celulares do campo físico ou do psicossomático, a alma encarnada ou desencarnada está envolvida na própria aura ou túnica de forças eletromagnéticas, em cuja tessitura circulam as irradiações que lhe são peculiares.
Evidenciam-se essas irradiações, de maneira condensada, até um ponto determinado de saturação, contendo as essências e imagens que lhe configuram os desejos no mundo íntimo, em processo espontâneo de auto-exteriorização, ponto esse do qual a sua onda mental se alonga adiante, atuando sobre todos os que com ela se afinem e recolhendo naturalmente a atuação de todos os que se lhe revelam simpáticos.
E, desse modo, estende a própria influência que, à feição do campo proposto por Einstein, diminui com a distância do fulcro consciencial emissor, tornando-se cada vez menor, mas a espraiar-se no Universo infinito.

(Evolução em Dois Mundos, XVII,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h21
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RESTRINGIMENTO DO CORPO ESPIRITUAL

Institutos de escultura anatômica funcionam, por isso, no Plano Espiritual, brunindo formas diversas,  de modo a orientar os mapas ou prefigurações do serviço que aos reencarnados competirá, mais tarde, atender.
Corpos, membros, órgãos, fibras e células são aí esboçados e estudados, antes que se definam os primórdios da rematerialização terrestre, porque, nesses casos, em que a alma oscila entre méritos e deméritos, a reencarnação permanece sob os auspícios de autoridades e servidores da Justiça Espiritual que administra recursos a cada aprendiz da sublimação, de acordo com as obras edificantes que lhe constem do currículo da existência.
Para isso, os candidatos à reencarnação, sem superioridade suficiente de modo a supervisioná-la com o seu próprio critério e distantes da inferioridade primitivistas que deles faria escravos absolutos da herança física, são admitidos a instituições-hospitais em que magnetizadores desencarnados, bastantes competentes pela nobreza íntima, se incumbem de aplicar-lhes fluidos balsamizantes que os adormeçam, por períodos variáveis, de conformidade com a evolução moral que enunciem, a fim de que os princípios psicossomáticos se adaptem a justo restringimento, em bases de sonoterapia.
Desse modo, regressam ao berço humano, nas condições precisas, recolhidas a novo corpo, qual operário detentor de virtudes e defeitos a quem se concede novo
uniforme de trabalho e nova oportunidade de realização.

(Evolução em Dois Mundos, XIX,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)



Escrito por EDUARDO BARROS às 10h55
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PARTICULARIDADES DA REENCARNAÇÃO

Perguntar-se-á, razoavelmente, se existe uma técnica invariável no serviço reencarnatório. Seria o mesmo que indagar se a morte na Terra é única em seus processos para todas as criaturas.
Cada entidade reencarnante apresenta particularidades essenciais na recorporificação a que se entrega na esfera física, quanto cada pessoa expõe característicos quando se rende ao processo liberatório, não obstante o nascimento e a morte parecerem iguais.
Os Espíritos categoricamente superiores, quase sempre, em ligação sutil com a mente materna que lhes oferta guarida, podem plasmar por si mesmos, e, não raro, com a colaboração de instrutores da Vida Maior, o corpo em que continuarão as futuras experiências, interferindo nas essências cromossômicas, com vistas às tarefas que lhes cabem desempenhar.
Os Espíritos categoricamente inferiores, na maioria das ocasiões, padecendo monoideismo tiranizante, entram em simbiose fluídica com as organizações femininas a que se agregam, experimentando o definhamento do corpo espiritual ou o fenômeno da "ovoidização", sendo inelutavelmente atraídos ao vaso uterino, em circunstâncias adequadas, para a reencarnação que lhes toca, em moldes inteiramente dependentes da hereditariedade, como acontece à semente, que, após desligar-se do fruto seco, germina no solo, segundo os princípios orgânicos a que obedece, tão logo encontre o favor ambiental.
Entre ambas as classes, porém, contamos com milhões de Espíritos medianos na evolução, portadores de créditos apreciáveis e dívidas numerosas, cuja reencarnação exige cautela de preparo e esmero de previsão.

(Evolução em Dois Mundos, XIX,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)



Escrito por EDUARDO BARROS às 10h54
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ALMA E REENCARNAÇÃO

REENCARNAÇÃO E EVOLUÇÃO

Urge reparar em que a reencarnação não é mero princípio regenerativo.
A evolução natural nela encontra firme apoio.
Criaturas que avultam e bondade, em muitas ocasiões requerem conhecimento nobilitante, e muitas que se agigantaram na inteligência permanecem à mingua de virtude.
Outras inumeráveis, embora detendo preciosos valores, nos domínios do coração e do cérebro, após longo estágio no plano extrafísico, sentem fome de progresso renovador por inabilitadas, ainda, a ascensões maiores e renunciam à tranqüilidade a que se integram nos grupos afins, porque, no cadinho efervescente da carne, analisando, de novo, as próprias imperfeições, testando-lhes a amplitude nas rudes experiências da vida humana, obtendo mais avançado ensejo de corrigenda e transformação.
Isso não significa que a consciência desencarnada deixe de encontrar possibilidades de expansão nas cidades espirituais que gravitam em torno da Terra. Outras modalidades de estudo e trabalho aí lhe asseguram novos fatores de evolução; contudo, escassa percentagem de criaturas humanas, além da morte, adquirem acesso definitivo aos planos superiores.
A esmagadora maioria jaz ainda ligada às ideologias e raças, pátrias e realizações, famílias e lares do mundo.
É por isso que artistas eméritos, ao notarem o curso diferente das escolas que deixaram no Planeta, sentem-se irresistivelmente atraídos para a reencarnação, a fim de preservar-lhes ou enriquecer-lhes os patrimônios.
Cientistas eminentes, interessados na continuidade dos empreendimentos redentores que largaram em mãos alheias, volvem ao trabalho e à experimentação entre os homens, e, no mesmo espírito missionário, religiosos e filósofos, professores e condutores, homens e mulheres que se distinguem por nobres aspirações retornam, voluntariamente, à esfera física, em sagradas lições de auxílio que lhes valem honrosos degraus de sublimação na escalada para a Divina Luz.
Entendamos, assim, que tanto a regeneração quanto a evolução não se verificam sem preço.
O progresso pode ser comparado a montanha que nos cabe transpor, sofrendo-se naturalmente os problemas e as fadigas da marcha, enquanto que a recuperação e a expiação podem ser consideradas como essa mesma subida, devidamente recapitulada, através de embaraços e armadilhas, miragens e espinheiros que nós mesmos criamos.
Se soubermos, porém, suar no trabalho honesto, não precisaremos suar e chorar no resgate justo.
E não se diga que todos os infortúnios da marcha de hoje estejam debitados a compromissos de ontem, porque, com a prudência ou imprudência, com a preguiça e o trabalho, com o bem e o mal, melhoramos ou agravamos a nossa situação, reconhecendo-se que todo dia, no exercício de nossa vontade, formamos novas causas, refazendo o destino.

(Evolução em Dois Mundos, XIX,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h32
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ALMA E FLÚIDOS

FLUIDOS EM GERAL

Definimos o fluido, dessa ou daquela procedência, como sendo um corpo cujas
moléculas cedem invariavelmente à mínima pressão, movendo-se entre si,
quando retidas por um agente de contenção, ou separando-se, quando entregues
a si mesmas.
Temos assim, os fluidos líquidos, elásticos ou aeriformes e os outrora
chamados fluidos imponderáveis, tidos como agentes dos fenômenos luminosos,
caloríficos e outros mais.

FLUIDO VIVO

No plano espiritual, o homem desencarnado vai lidar, mais diretamente, com
um fluido vivo e multiforme, estuante e inestancável, a nascer-lhe da
própria alma, de vez que podemos defini-lo, até certo ponto, por subproduto
do fluido cósmico, absorvido pela mente humana, em processo vitalista
semelhante à respiração, pela qual a criatura assimila a força emanante do
Criador, esparsa em todo o Cosmo, transubstanciando-a, sob a própria
responsabilidade, para influenciar na Criação, a partir de si mesma.
Esse fluido é o seu próprio pensamento contínuo, gerando potenciais
energéticos com que não havia sonhado.
Decerto que na esfera nova de ação, a que se vê arrebatado pela morte,
encontra a matéria conhecida no mundo, em nova escala vibratória.
Elementos atômicos mais complicados e sutis, aquém do hidrogênio e além do
urânio, em forma daquela em que se caracterizam na gleba planetária,
engrandecem-lhe a série estequiogenética.
O solo do mundo espiritual estruturado com semelhantes recursos, todos eles
raiando na quintessência, corresponde ao peso específico do Espírito, e,
detendo possibilidades e riquezas virtuais, espera por ele a fim de
povoar-se de glória e beleza, porquanto, se o plano terrestre é o seio
tépido da vida em que o princípio inteligente deve nascer, medrar, florir e
amadurecer em energia consciente, o plano espiritual é a escola em que a
alma se aperfeiçoará em trabalho de frutescência antes que possa desferir
mais amplos voos no rumo da Luz Eterna.

(Evolução em Dois Mundos, XII,
André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira, FEB)



Escrito por EDUARDO BARROS às 08h08
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ALLAN KARDEC


BEZERRA DE MENEZES


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