MEDICINA REDESCOBRE A ESPIRITUALIDADE
Medicina e Espiritualidade devem andar juntas. Esse é o resultado dos estudos realizados pelo médico americano Harold Koenig, que participou co Seminário Internacional de Medicina e Espiritualidade e do V Congresso Nacional da Associação Médico-Espírita do Brasil (MEDNESP), cujo tema foi a “Espiritualidade no cuidado com o paciente”.
“O médico deve cuidar do paciente por inteiro”, declara o dr. Harold Koenig. Além do físico, deve levar em consideração o indivíduo como um ser social, psicológico e, principalmente, espiritual. A crença em um ser superior, a prática religiosa e a fé são elementos que elevam o bem-estar e a esperança dos pacientes. Dos 114 estudos realizados, 91 concluíram que os religiosos são mais felizes e têm bem-estar mais elevado que os não crentes.
A oração faz o indivíduo afastar da mente a dor e focalizar o pensamento em outras coisas. Um dos casos mencionados foi o de uma senhora, de 83 anos, que sofria de diabetes e artrite. Apesar de não conseguir andar e da forte dor que sentia, não era uma pessoa triste, nem deprimida. Indagada por seu médico de onde vinha sua alegria, dizia que rezava muito e tinha esperança de que tudo pudesse melhorar. Totalmente independente, ela ainda tinha forças para levar aos outros doentes o poder da oração.
Pesquisas mostram a diminuição de casos de depressão e suicídio em indivíduos que têm alguma prática religiosa. Ansiedade, medo e vícios também atingem menos as pessoas que acreditam em uma força superior. A recuperação dos doentes que sofrem desses males também é mais rápida.
Reação do corpo
Segundo o Dr. Harold Koenig, o corpo físico tem dentro de si o poder da cura. As crenças religiosas e as emoções influenciam em sua fisiologia. Por meio de fatores sociais, psicológicos e comportamentais, tenta-se entender a influência da religião na saúde física. O sistema imunológico de alguma forma é influenciado pela prática religiosa. Segundo pesquisa, as células das mulheres que não sofriam de stress aparentavam aspecto mais jovem.
Foi comprovada, por meio de estudos americanos, que a alimentação adequada somada a exercícios físicos e à prática religiosa levam à diminuição da mortalidade por câncer devido à presença de um volume maior de células que atacam as cancerosas. Por baixar a pressão sangüínea, casos de hipertensão também são menores. As infecções diminuem e o poder de cicatrização é maior. Pesquisas, ainda não publicadas, afirmam que idosos com forte crença religiosa apresentam o mesmo nível de atividade cardiovascular que os jovens.
Como abordar o paciente
“Apesar de 77% dos médicos pensarem que a crença religiosa pode trazer benefícios aos pacientes, a maioria deles não sabe como chegar ao doente e introduzir a espiritualidade na conversa. Prevalece ainda o desconhecimento dessa importância para o diagnóstico, prognóstico e tratamento de pacientes”, explica Harold Koenig. “Mas, a maioria dos pacientes quer que os médicos abordem a questão da religiosidade”.
Ao introduzir a conversa, o médico pode dizer ao doente que ambos moram em um país religioso e que pretende fazer as mesmas perguntas a todos os pacientes, independentemente do diagnóstico e do prognóstico de cada um. Koenig enfatiza que o profissional de saúde deve ter uma sensibilidade muito grande para tocar nesse assunto. Algumas recomendações são: apoiar a crença espiritual do paciente, sem discutir com ele; descobrir seu histórico espiritual; certificar-se de que as necessidades espirituais sejam atendidas e até rezar com o paciente. É importante não prescrever a religião a pessoas atéias, nem dar conselhos espirituais.
Histórico
Até 1970, a Igreja e o atendimento médico sempre estiveram interligados. Até porque, a Igreja foi a pioneira na construção dos hospitais. As enfermeiras não podiam se casar e moravam próximas às instituições onde trabalhavam. Com o desenvolvimento científico e tecnológico, porém, a religião e a medicina tornaram-se independentes uma da outra. Os profissionais de saúde começaram a ver a espiritualidade como algo distante, que não poderia estar aliada ao tratamento e cura dos doentes. O pensamento de Sigmund Freud contribuiu para essa separação. A crença era vista por ele como uma perturbação emocional, irracional e neurótica, portanto, não saudável.
Entretanto, nos últimos anos, essa maneira de pensar vem se tornando inadequada. A comunidade científica tem mostrado interesse em entender como a espiritualidade pode auxiliar os médicos a obter melhores resultados no exercício da profissão. Desde do ano 2000, cerca de três mil artigos sobre religião e saúde mental foram publicados, mais da metade no último ano envolvendo a religiosidade na educação médica.
O dr. Koenig partiu para a sistematização das pesquisas depois de questionar pacientes sobre o que as ajudava a suportar a doença e ouvir respostas do tipo: “Doutor, é a minha oração”.
Formado pela Universidade da Califórnia em São Francisco, o dr. Harold Koenig tem especialização em geriatria, psiquiatria e bioestatística. É diretor do Centro para o Estudo da Religião, Espiritualidade e Saúde da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, e editor de duas revistas médicas especializadas: International Journal of Psychiatry in Medicine e Research News & Opportunities in Science and Theology. Saúde mental, geriatria e religião são os temas de 24 livros de sua autoria, incluindo o Manual de Religião e Saúde: Revisão de um Século de Pesquisa, o mais completo tratado sobre o assunto.
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h01
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GRAVADA MENSAGEM NÍTIDA EM SESSÃO SE TRANSCOMUNICAÇÃO NO 11.º CONGRESSO ESPÍRITA DA BAHIA
ESCUTE A GRAVAÇÃO NESTE LINK: http://www.consciesp.org.br/consciesp/noticias2.php?id=76
Uma nítida comunicação espiritual através de instrumentos eletrônicos (transcomunicação), foi obtida no XI Congresso Espírita da Bahia, realizado pela Federação Espírita da Bahia (FEEB) nos dias 31 de outubro a 2 de novembro de 2002, no Centro de Convenções da Bahia, com a participação de 2.344 pessoas, provindas de 117 cidades, de 14 Estados brasileiros.
No dia 2 de novembro, durante uma sessão de Transcomunicação Instrumental (TCI) dirigida por Clóvis Nunes foi gravada uma mensagem do espírito Astrogildo Eleutério da Silva, dirigente espírita bahiano e desencarnado há seis anos. O fato foi registrado e testemunhado por diversos congressistas que assinaram a ata da sessão, após a terceira tentativa no mesmo dia.
Foram utilizados quatro rádios, um AM, um FM, um de ondas curtas e um de válvulas, além de duas lâmpadas, uma infravermelha e outra ultravioleta e um pequeno gravador cassete munido com fita cassete virgem. Na quarta tentativa, após o Clóvis ter evocado diversos espíritos ligados ao movimento espírita bahiano, após alguns minutos, a fita foi rebobinada e ouviu-se com clareza e nitidez a mensagem gravada pelo espírito Astrogildo. A viúva do espírito comunicante, Carmem Drummond da Silva presente no congresso, confirmou a identidade do seu esposo desencarnado.
Na gravação, após a evocação de Clóvis Nunes aos espíritos amigos do movimento bahiano, podemos ouvir a mensagem "Saudoso Recado", em versos, notando grande emoção na voz do espírito comunicante:
"Hoje vejo em luz suave / Sem sofrimento, sem dores / Assistindo a este conclave / Na presença dos mentores. Aos meus contemporâneos / Que no corpo ainda estão / Não demorem muitos anos / Venham logo para cá. Minha Carminha querida / Dona dos afetos meus / Deste outro lado da vida / Os meus olhos fitam os teus. Daqui vos fala Astrogildo / Petitinga ao lado / Etiene, Deolindo e Amarildo / Com Leopoldo Machado".
Participaram e assinaram a ata pessoas idôneas da comunidade espírita bahiana e nacional.
Estiveram presentes ainda no Congresso conhecidos oradores espíritas como André Luiz Peixinho, Ednólia Peixinho (presidente da FEEB), Marcel Mariano, Alberto Almeida, Clóvis Nunes, Roberto Lúcio de Souza, Kau Mascarenhas, Ary Quadros, Élzio Ferreira de Souza, Jason de Camargo, Zalmino Zimmermann, Suely Caldas Schubert, entre outros.
ATA DA SESSÃO DE TRANSCOMUNICAÇÃO INSTRUMENTAL, REALIZADA EM 02 DE NOVEMBRO DE 2002 - SALVADOR - BAHIA - BRASIL
Escrito por EDUARDO BARROS às 05h41
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UM SIGNIFICATIVO EPISÓDIO METAFÍSICO PARA UMA HUMANIDADE DESCRENTE
Um episódio metafísico extremamente significativo para nossa humanidade descrente, sem dúvida alguma, trata-se do registro de um diálogo, realizado através do singular aparelho eletrônico denominado Spiricom, entre um pesquisador terreno e um ser espiritual.
Tudo começou nas décadas de 70/80, quando o industrial e pesquisador americano, George Meek, juntamente com o talentoso engenheiro Bill O' Neil, desenvolveram um conjunto de 13 geradores de tons denominado Spiricom, que permitiram, pela primeira vez, um diálogo entre Céu e Terra através de equipamento eletrônico.
Com uma substancial aposentadoria proveniente de sua carreira como industrial, George Meek empenhou-se na pesquisa do conhecimento da natureza básica de homem. Fundou a Metascience Foundation e fazia viagens patrocinadas ao redor do mundo com grupos de cientistas, investigadores e doutores, pesquisando fenomenologias paranormais, como a energia curativa, nas Filipinas, e anestesia por acupuntura durante cirurgias, na China.
O Spiricom foi construído totalmente por orientação do mundo espiritual, graças à mediunidade de efeitos físicos do próprio O' Neil.
Assim, o registro desse diálogo que podemos ouvir aqui, na verdade é um excerto de 20 horas de diálogo entre Bill, na Terra e o espírito de George Jeffries "Doc" Mueller, no além, ocorrido entre 1979 a 1982.
"Doc" Mueller (imagem ao lado) tinha sido um engenheiro da National Aeronautic and Space Administration (NASA) antes de sua morte, em 1967. Em seus diálogos, através do dispositivo de Spiricom, em 1980, ele proporcionou ao seu colega terrestre Bill O'Neil uma longa lista de fatos pessoais, inclusive informações sobre seguro social e números de telefone, para verificação da veracidade de seu contato.
Tudo isso foi rigorosamente checado e está devidamente documentado, sendo um episódio já bastante conhecido pelos transcomunicadores de todo o mundo.
Esse momento em que as duas dimensões se tocaram em laboratório foi realmente histórico.
O próprio Meek afirmara que "pela primeira vez, em 8 mil anos de História registrada, agora pode ser afirmado com certeza que, nossa mente, memória, personalidade, alma sobreviverão à morte do corpo físico".
O DIÁLOGO TÉCNICO ENTRE BILL O' NEIL E O ESPÍRITO DO ENGENHEIRO DA NASA, "DOC" MUELLER
Doc Mueller: Eu penso que o problema é uma incompatibilidade de impedância naquele terceiro transistor.
B O'Neil: Terceiro transistor…
Doc Mueller: Sim, o transistor que segue o, uh, a entrada.
B O'Neil: eu não entendo.
Doc Mueller: O pre-amplificador. O pre-amplificador.
B O'Neil: Oh, o pre-amplificador.
Doc Mueller: Sim. Eu, uh, penso que nós podemos corrigir isso introduzindo um, uh, 150-ohm, 100-watt resistor em paralelo com um ponto-duplo-oh-quatro-sete condensador cerâmico microfarad. Penso que nós podemos superar essa incompatibilidade de impedância.
B O'Neil: Oh, menino, eu terei que adquirir o esquema. Eu…
Conclusão
Como podemos ver (e ouvir), trata-se de um diálogo especificamente técnico e de busca de soluções rápidas em tempo imediato.
Segundo o pesquisador americano Mark Macy, a chave do processo da transcomunicação está na ressonância de freqüências vibratórias específicas deste com os domínios do mundo espíritual.
Aplicar a esse episódio do Spiricom a velha tese dos pesquisadores reducionistas de que seja o inconsciente de Bill respondendo simultaneamente e em tempo real as indagações feitas por ele mesmo, seria pressupor que o inconsciente houvera saído fora de seu nível e atuasse, naquele momento, a nível consciente. Se assim fosse, abandonando seus principais atributos, inconsciente e consciente resolveram se encarar face a face para um insólito bate-papo.
De duas uma: o inconsciente é ou não é inconsciente? Se for, isso não pode ocorrer em hipótese alguma, mesmo naquelas condições. Se não for, então ele tornou-se consciente, despojando-se de sua característica essencial, o que seria impossível. Disso resulta que uma outra inteligência estaria interferindo, como de fato o fez — só que fora da matéria — e comunicou dados pessoais para serem checados.
Outro detalhe importante: o transcomunicador, embora portador de aptidões mediúnicas de efeitos físicos claramente verificáveis, não entrara e jamais entrou em qualquer tipo de transe mediúnico, ou sonambúlico, durante os seus contatos.
Continuar querendo explicar o fenômeno com a tese do inconsciente, a partir dessas circunstâncias, seria tornar o fato muito mais mirabolante do que a simplicidade da explicação de uma mera ocorrência de intercâmbio espiritual.
George Meek legou ao pesquisador independente e espiritualista americano Mark Macy a continuidade de suas pesquisas. Você pode obter mais informações em seu site World ITC, The New Technology of Spiritual Contact - www.worlditc.org .
Macy é uma pessoa séria e profundamente humanista, de mentalidade aberta, positiva e investigativa.
Lá você terá mais informações de como andam suas pesquisas.
Escrito por EDUARDO BARROS às 05h57
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PESQUISAS DA DRA. KUBLER-ROSS EM PACIENTES TERMINAIS
Para a dra. Elisabeth Kübler-Ross, conhecida autoridade nos problemas psiquiátricos dos pacientes vítimas de doenças fatais, a vida continua após a morte do corpo físico. Suíça de nascimento, norte-americana naturalizada, ex-professora da Universidade de Chicago, fundamentou sua convicção assistindo doentes desenganados, observando-lhes os temores em relação à morte próxima.
Ao publicar, em 1969, seu livro “On Death and Dying” (e posteriormente outras obras), ela expôs cinco estágios pelos quais passam os pacientes agonizantes: negação, raiva, barganha (normalmente com Deus), depressão e aceitação.
Observando pacientes terminais
A dra. Elisabeth começou a cogitar sobre a sobrevivência do ser ao observar seus pacientes logo após a morte. “Percebi que ocorre algo muito importante poucos momentos após a morte. Um minuto, mais ou menos, após a morte clínica, a maioria dos pacientes muitas vezes apresenta expressões fisionômicas fantasticamente pacíficas, mesmo aqueles que lutaram terrivelmente até o fim”.
Observou também que muitos de seus doentes terminais falam com alguém, em seu leito de morte. “Meu pai falou com o pai dele, que havia morrido 30 anos antes, e depois se voltou para mim e conversou racionalmente. Chamamos isso de “alucinação”, como se, pondo um rótulo, explicássemos tudo”.
Mas um outro fator, muito mais determinante passou a lhe chamar atenção: “Uma paciente que fora declarada morta, apesar de heróicos esforços para ressuscita-la nos últimos minutos, voltou à vida espontaneamente, três horas e meia depois. Ela me disse como se sentira: havia flutuado para fora de seu corpo e vira o que se fazia com ele. Descreveu detalhadamente a equipe de reanimação – quem estava lá, quem queria desistir, quem queria continuar, quem disse uma piada para aliviar a tensão. Isso me deu a primeira pista”.
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h19
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A partir de então, pesquisou casos idênticos, da Austrália à Califórnia, envolvendo pacientes de 2 a 96 anos. Registrou centenas de casos bem definidos, de todo o mundo, de gente religiosa ou não. Um deles esteve morto 12 horas e meia.
A experiência de morrer
A experiência de morrer, segundo observações da dra. Elisabeth em seus pacientes terminais, consiste no seguinte: a maioria dessas pessoas virtualmente abandonou seus corpos físicos, como uma borboleta deixa o casulo. Descrevem uma sensação de paz indescritível, sem dor, sem ansiedade. E sentiam-se perfeitos – inteiramente completos. Um jovem, cuja perna fora cortada num acidente de automóvel, flutuou acima da cena do desastre e observou os trabalhos de salvamento, lembrando-se de que sua perna estava intacta. Muitos estavam tão felizes que se ressentiram, às vezes amargamente, das tentativas para trazê-los de volta à vida, porque iam retornar a uma existência horrorosa – corpos cancerosos, membros amputados. “Nenhum deles ficou com medo de morrer de novo. A experiência parece ser a mesma, não importam as origens culturais da pessoa”, observa.
Ninguém parte sozinho
Com relação aos diálogos estabelecidos pelos doentes terminais com pessoas “imaginárias”, a dra. Ross observou o seguinte: “Alguém que o paciente mais tenha amado, e que o precedeu na morte, estará ali para ajuda-lo na transição, e a pessoa conversará com ele. É uma transição tão dramática quanto o corte do cordão umbilical. Mas o importante é que ninguém parte sozinho. É maravilhoso poder garantir aos pais de crianças agonizantes: “Não se preocupe. Haverá alguém à espera para cuidar de seu filho”.
Céu, inferno e consciência
Perguntada sobre a questão do céu e o inferno, após a morte, a dra. Ross disse que “após a transição, atinge-se um conhecimento superior, que inclui uma revisão da própria vida. A pessoa vê todos os momentos em que devia ter agido de uma forma e agiu de outra, todas as ocasiões que a gente lamenta. Não é Deus quem vai nos convencer de nossos erros, somos nós mesmos, e isto é o inferno”.
Experiência com outros cientistas
Antes de decidir começar a falar abertamente sobre a vida após a morte, ela disse que no início temia o fato de outros cientistas dizerem: “Oh, Ross viu morimbundos demais. Deu um escorregão”. Mas quando respondia a perguntas após uma conferência, uma mulher cujo filhinho fora declarado morto e depois revivera, me perguntou se havia algo após a morte, “esqueci que havia outras mil pessoas no local e afirmei: “Sei, com toda certeza, que há vida após a morte”.
Ross publicou números e dados sobre suas descobertas em seus vários livros. “O que realmente me preocupa são as manchetes na imprensa: “Psiquiatra descobre vida após a morte!” Como posso descobrir algo de que as pessoas falam há 2000 anos?”
Seu trabalho sempre envolveu colegas de muitos campos da ciência – inclusive alguns médicos. “Sempre que preciso de instrumentos ou informações, tenho muitos médicos, alguns superneurologistas, especialistas em eletrônica – todos grandes cientistas impressionados com o que sabemos, e que estão trabalhando no projeto. Essa verificação sob todos os ângulos é importante para o espírito cético”, afirma.
Valorização da vida
Ross afirma que toda sua experiência em assistir pacientes terminais afetou-a de uma forma muito positiva perante a vida: “Hoje, devido a meu trabalho com agonizantes, sei que olhar um por-de-sol ou ver uma família de faisões na grama são coisas infinitamente mais importantes. Quando se ouve um agonizante dizer: “Se pelo menos eu chegasse a ver meus filhos. Se pelo menos...”, a gente começa a refletir sobre a própria vida.”
Você pode saber mais sobre a dra. Elisabeth e seu reconhecido trabalho de humanização nos casos de pacientes terminais acessando o website http://www.elisabethkublerross.com/ ***
Encarnação, morte e nós
— Qual o objetivo da encarnação dos espíritos?
— Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada minuto, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.
A perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem, que se conserva calmo, semelhante em tudo a quem acompanha as fases de um tranqüilo despertar. Para aquele cuja consciência ainda não está pura, a perturbação é cheia de ansiedade e de angústias, que aumentam à proporção que ele da sua situação se compenetra.
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h18
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EQM - EXPERÊNCIAS DE QUASE MORTE
"A maior ofensa que podemos fazer a nossa própria consciência é negar a existência de Deus e desertar da fé." - Francisco Cândido Xavier
Relatos apurados em um estudo do hospital holandês Rijnstate com 344 pacientes que foram reanimados após uma parada cardíaca trazem de volta as discussões sobre a experiência de quase morte.
Pelo menos um de cada cinco entrevistados afirmou ter tido sensações em que se viam entrar em um túnel, flutuar fora do próprio corpo, ver uma luz ou conversar com pessoas falecidas.
Desses 334 pacientes pesquisados, um a cada cinco, reportou experiência de "quase morte" O estudo resultou uma estatística significativa: de cada cinco relatos, um reportou experiência de "quase morte" e mais da metade dos entrevistados disseram que essa foi uma experiência positiva. Um quarto das pessoas teve a sensação de sair do corpo e pelo menos um terço disse ter se encontrado com falecidos.
Dr. Raymond Moody Jr. e suas pesquisas sobre "experiências de quase morte"
Na década de setenta o dr. Raymond A. Moody Jr., P.H.D., M.D., ganhou notoriedade com esse tipo de pesquisa, tornando-se mundialmente conhecido. Ele catalogou e classificou relatos de pessoas que estiveram envolvidas no que ele denomina "experiências de quase morte - EQM". À medida que seu trabalho se tornava conhecido, médicos começaram a lhe enviar pacientes que eles tinham ressuscitado e que relatavam experiências desse gênero.
Ao publicar seu livro "Life After Life" (Vida Depois da Vida), o dr. Raymond apresenta os resultados de seus estudos, elaborados sobre três categorias de experiências distintas:
1) Experiências de pessoas que foram ressuscitadas depois de terem sido julgadas, consideradas ou declaradas mortas pelos seus médicos;
2) Experiências de pessoas que, no decorrer de acidentes ou doenças ou ferimentos graves, estiveram muito próximas da morte física;
3) Experiências de pessoas que, enquanto morriam, contaram-nas a outras pessoas que estavam presentes. Mais tarde, essas outras pessoas relataram-lhe o conteúdo da experiência de morte.
Com base nos dados obtidos, o dr. Raymond tenta, teoricamente, construir uma breve "modelo" do que seria uma EQM.
"Um homem está morrendo e, quando chega ao ponto de maior aflição física, ouve seu médico declará-lo morto. Começa a ouvir um ruído desagradável, um zumbido alto ou toque de campainhas, e ao mesmo tempo se sente movendo muito rapidamente através de um túnel longo e escuro. Depois disso, repentinamente se encontra fora de seu corpo físico, mas ainda na vizinhança imediata do ambiente físico, e vê seu próprio corpo a distância, como se fosse um expectador. Assiste às tentativas de ressurreição desse ponto de vista inusitado em um estado de perturbação emocional.
"Depois de algum tempo, acalma-se e vai se acostumando à sua estranha condição.
Observa que ainda tem um "corpo", mas um corpo de natureza muito diferente e com capacidades muito distintas das do corpo físico que deixou para trás. Logo outras coisas começam a acontecer. Outros vêm ao seu encontro e o ajudam. Vê de relance os espíritos de parentes e amigos que já morreram e aparece diante dele um caloroso
espírito de uma espécie que nunca encontrou antes - um espírito de luz.
"Este ser pede-lhe, sem usar palavras, que reexamine sua vida, e o ajuda mostrando uma recapitulação panorâmica e instantânea dos principais acontecimentos de sua vida.
Em algum ponto encontra-se chegando perto de uma espécie de barreira ou fronteira, representando aparentemente o limite entre a vida terrena e a vida seguinte. No entanto, descobre que precisa voltar para a Terra, que o momento da sua morte ainda não chegou. A essa altura oferece resistência, pois está agora tomado pelas suas experiências no após-vida e não quer voltar. Está agora inundado de sentimento de alegria, amor e paz. Apesar dessa atitude, porém, de algum modo se reúne ao seu corpo físico e vive.
"Mais tarde tenta contar o acontecido a outras pessoas, mas tem dificuldade em fazê-lo.
Em primeiro lugar, não consegue encontrar palavras humanas adequadas para descrever esses episódios não-terrenos. Descobre também que os outros caçoam dele, e então pára de dizer essas coisas. Ainda assim, a experiência afeta profundamente sua vida, especialmente suas opiniões sobre a morte e as relações dela com a vida.
Escrito por EDUARDO BARROS às 06h23
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Lições da Luz
Em seu livro, Lições da Luz, outro grande pesquisador de experiências de quase-morte (EQM), o professor americano Kenneth Ring reúne diversos relatos de homens, mulheres e crianças que passaram por esse momento e extrai desse material o que considera seus insights essenciais, a partir dos quais os que nunca vivenciaram algoparecido pudessem colher conhecimentos práticos para melhorar sua vida.
Efeito positivo sobre as vidas
Uma coisa é certa: quase todas essas pessoas que foram trazidas desses encontros estreitos com a morte reavaliam seus conceitos sobre a vida e mudam significativamente seu jeito de ser. Insistem sobre a importância de tentar cultivar o amor pelos outros, amor de uma espécie única e profunda. Outros, ainda, acentuam a importância de buscar o saber, pois entendem que a aquisição do conhecimento continua no além-vida.
Alguns depoimentos recolhidos pelo dr. Moddy
No hospital
"Assisti-os me ressuscitarem lá de cima! Meu corpo estava deitado lá embaixo, esticado na cama, bem à vista, e todos eles estavam em volta. Ouvi uma enfermeira dizer: 'Meu Deus! Ele se foi!', enquanto outra se abaixou para me fazer ressuscitar respirando boca a boca. Eu estava olhando para a sua nuca, enquanto ela fazia isso. Nunca me esquecerei de como era o cabelo dela, cortado curto, meio rente. Bem, aí vi-os rolarem para o quarto aquela máquina e colocarem eletrodos no meu peito. Quando deram o choque, vi todo o meu corpo pular na cama e ouvi todos os ossos do meu corpo stalarem. Foi a coisa mais terrível!'"
Acidente
"Eu podia ver o meu próprio corpo todo esbandalhado no carro no meio de toda a gente que se reuniu em torno, mas, sabe, não me despertava nenhum sentimento. Era como um ser humano totalmente diferente, ou talvez apenas um objeto... Sabia que era o meu corpo, mas não sentia absolutamente nada em relação a ele."
"Chegava gente de todas as direções para olhar os destroços. Eu podia ver e estava no meio de uma passagem estreita mesmo. De qualquer forma, eles passavam por mim e pareciam não me notar. Continuavam andando com o olhar em frente. Quando se aproximavam muito eu tentava fazer a volta, sair do caminho, mas eles apenas passavam através de mim."
Tentativa de suicídio
"Não fui para onde estava minha esposa (já falecida). Fui para um lugar terrível...
Imediatamente, vi o engano que tinha cometido... Pensei: 'Gostaria de não ter feito isso'".
"Enquanto estava lá tive a sensação de que as duas coisas que me eram completamente vedadas fazer seriam matar-me ou matar outra pessoa (...) Se estivesse para cometer suicídio, estaria lançando a dádiva de Deus diretamente de volta à sua face. (...) Matando outra pessoa, estaria interferindo nos propósitos de Deus para com aquele indivíduo".
Voltando
Ouvi uma voz, não uma voz de homem, mas como se viesse de além dos sentidos físicos, me dizendo o que devia fazer - voltar -, e não senti nenhum medo ao voltar para o meu corpo físico".
Encontro com o Ser de Luz
"Eu me levantei e fui até o vestíbulo beber água, e foi então, como eles descobriram mais tarde, que meu apêndice supurou. Fiquei muito fraco e caí. Comecei a me sentir como que vagando, um movimento do meu ser real para dentro e para fora do meu corpo, e a ouvir uma linda música. Flutuei pelo hall e para fora da porta até a varanda. Lá começou a se juntar uma névoa cor-de-rosa, parecia quase como uma nuvem, em volta de mim, e aí flutuei através da cerca como se ela não existisse e fui subindo até essa luz pura e clara como cristal, uma luz branca que iluminava. Era linda e brilhante, tão radiante, mas não ofuscava os olhos. Não é uma espécie de luz que se possa descrever na terra. Não cheguei propriamente a ver ninguém nessa luz e, no entanto, ela possuía certa identidade, mesmo. É uma luz de perfeito amor e perfeita compreensão."
"Me veio à mente o pensamento: 'Vós me amais?' Não era bem na forma de uma pergunta, mas acho que a conotação do que a luz disse era: 'Se você me ama, volte e complete o que começou na vida'. E durante todo esse tempo eu me sentia como se estivesse rodeado de uma plenitude de amor e compaixão."
Escrito por EDUARDO BARROS às 06h21
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O PROJETO DOS COMPOSITORES PARA DESPERTAR A CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL DOS HOMENS
"A vida em vossa Terra é mais como um Jardim da Infância. Quando as pessoas morrem e chegam à conclusão de que desperdiçaram suas vidas, ainda assim têm a chance de recuperar-se e de prosseguir em sua evolução. A nossa finalidade, ao trabalhar com você, é uma tentativa em fazer com que os homens compreendam isto e, portanto, infundir-lhes esperança. A existência de vocês na Terra poderia tornar-se mais feliz, se os homens soubessem que ela é apenas um preâmbulo da maravilhosa vida do após-morte".
A lei de causa e efeito segundo Liszt
O inferno, diz Liszt, é uma coisa que nós mesmos fazemos. "Se as pessoas tiverem vidas deliberadamente votadas à destruição, ou tiverem, por negligência ou voluntariamente, causado sofrimento aos outros, quando chegam aqui, nos domínios espirituais, terão que enfrentar as conseqüências do que fizeram. A sua consciência não pode mais ser sufocada, porque entre eles e ela nada mais há, como quando na vida terrena."
Liszt explicou a Rosemary que, na Terra, há pessoas que recusam dar ouvidos à consciência, mas que, no outro mundo, é impossível livrar-se daqueles pensamentos, e, naturalmente, isto pode constituir um tipo de inferno. Acabam, então, sentindo remorsos e ansiando ter procedido diferentemente. Porém, desde que este sentimento atue como um acicate para que redimam seus passados erros, pratiquem o bem e beneficiem as pessoas a quem causaram algum mal — seus remorsos poderão, com o tempo, trazer-lhes a felicidade.
"Diz ele", explica a médium, "que somos nós quem pedimos para vir aqui para a Terra, e que, antes de nascermos, é-nos apresentado uma espécie de plano como a nossa vida será. Mas nunca pode ser definitivamente determinado o modo como reagiremos às várias situações, ou se seguiremos o plano traçado e, portanto, as nossas ações poderão modificar nossas vidas".
Trabalhando para que as pessoas pensem na continuidade da vida após a morte
Certa vez Liszt disse a Rosemary Brown que o objetivo dos compositores havia sido alcançado e que ele achava-se encantado com o fato de sua nova música estar sendo executada e aceita — porém, não apenas para exaltar o seu ego.
O objetivo de todo esse estranho fenômeno, que tem intrigado os mais eminentes musicólogos, é tentar auxiliar aos homens a terem um conhecimento seguro de que existe uma outra vida e uma finalidade por detrás de tudo, de modo que as coisas não pareçam tão perdidas como às vezes parecem estar. Liszt acha que o primeiro passo é fazer com que as pessoas comecem a pensar em uma vida após a morte. Sua teoria é que, enquanto as pessoas se recusarem a crer que algo virá após termos deixado este mundo, tudo continunará parecendo sem significado, o que pode desestimular-nos a investir nossos melhores esforços em nossa existência aqui no mundo.
Liszt e seu conceito sobre Deus
Certo vez a médium pergunta a Liszt sobre Deus, ao que ele lhe responde: "Deus existe, mas não como vocês aí na Terra pensam. Deus é Espírito. Uma força vital que penetra tudo e que está em toda parte. Contudo é um Espírito que tem consciência, de modo que, se as pessoas orarem em conjunto, as preces serão recebidas". Ele ainda explicou que aquele Espírito é pessoal e impessoal ao mesmo tempo e, portanto, é algo além do que nossa imaginação pode conceber, porque zela por todos os seres e trabalha para o bem. Por exemplo, explicou como, nos incidentes diários, os nossos corpos, quando enfermos ou feridos, sempre procuram recuperar a saúde — curar-se. Isto é feito pela Força Vital que está agindo ininterruptamente, para ajustar, equilibrar, compensar.
"Poderíamos", diz Liszt, "curar-nos da maioria das doenças, se déssemos oportunidade a esta Força, "mas, infelizmente" — acrescentou ele — "não aprendemos ainda a utilizá-la em nosso próprio benefício". E o grande mestre da música ainda acrescentou: "Se pensarmos no que é bom, ficaremos aptos a entrar naquele comprimento de onda específico".
Um preceito para a Humanidade
Sir Donald Tovey, distinto músico e compositor, falecido em 1940, freqüentemente estabelecia contatos psíquicos com Rosemary Brown. Na noite de 1 de janeiro de 1970, Tovey ditou-lhe a seguinte mensagem: (...) Ao comunicar-se através da música e da conversação, um grupo organizado de compositores, que partiu deste seu mundo, está tentando estabelecer um preceito para a Humanidade, ou seja, que a morte física é uma transição de um estado de consciência a outro no qual conserva a sua individualidade. A compreensão deste fato encaminhará o homem a uma visão interior da sua própria natureza e das suas potencialidades supra-terrestres. O conhecimento de que a encarnação no seu mundo nada mais é do que um estágio da vida eterna do homem, promoverá atitudes de maior amplitude do que as adotadas no presente e ensejarão uma visão mais equilibrada acerca de todas as coisas".
"Não estamos transmitindo música a Rosemary Brown visando simplesmente a proporcionar prazer aos que a ouçam. São as implicações relativas a esse fenômeno que esperamos venham a despertar interesse sensato e consciente e a estimular as pessoas inteligentes e imparciais — que são muitas — a considerarem e a explorarem as desconhecidas regiões da mente e da psique. Quando o homem tiver perscrutado as misteriosas profundezas de sua consciência velada, poderá então alcandorar-se a alturas correspondentemente mais elevadas".
Escrito por EDUARDO BARROS às 06h25
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ROSEMARY BROWN E OS MESTRES DA MÚSICA
Um dos mais notáveis casos de mediunidade fenomênica de nosso século é, sem dúvida, a inglesa Rosemary Brown, que desencarnou em 16 de outubro de 2001, em Londres, aos 85 anos de idade, uma espécie de "Chico Xavier" da música. Ficou conhecida por receber mais de 400 peças musicais de numerosos compositores clássicos — Liszt, Chopin, Schubert, Schumman, etc. — sem possuir cultura musical, fato confirmado por seus pesquisadores.
A médium britânica Rosemary Brown, embora humilde cozinheira de uma escola, jamais fez alarde de suas faculdades e muito menos usufruiu benefícios das inúmeras composições que recebeu mediunicamente Transmitida por Liszt, recebida por Rosemary Brown Transmitida por Chopin, recebida por Rosemary Brown Autora de três livros: "Unfinished Symphonies", "Immortals By My e peças musicais recebidas mediunicamente, toda essa sua obra encontra-se atualmente esgotada.
A vida dessa senhora foi sofrida e, muitas vezes, de penúria, desde a infância. Em 1961, ao perder seu marido, foi obrigada a trabalhar para sustentar e educar seus dois filhos. Como não tinha profissão definida, ocupou-se servindo lanches para escolares. Sua faculdade mediúnica, no entanto, desenvolveu-se no silêncio da resignação e das dificuldades, revelando a grandeza de seu caráter e de sua missão.
Intrigando os estudiosos
Ao ter reconhecida sua faculdade, Rosemary Brown foi exaustivamente pesquisada. Psiquiatras, parapsicólogos, médicos, religiosos, músicos, jornalistas, foram alguns dos que logo se ocuparam em investigar sua vida e sua percepção.
Técnicos e orquestradores da BBC, por exemplo, examinaram muitos de seus manuscritos e notaram que a caligrafia e a forma pela qual as notas eram escritas variavam nas peças dos diferentes compositores. O renomado maestro e compositor inglês, Humphrey Searle, após tomar conhecimento das características do trabalho da médium, declarou: "O estilo de muitas de suas 'composições celestiais' parece perfeito e algumas obras demonstram características que são exclusivas dos mestres com quem ela diz 'conversar'".
O professor dr. W. H. C. Tenhaeff, diretor do Instituto de Parapsicologia da State University of Utrecht, na Holanda, único em sua natureza no mundo, declarou, após exaustivas pesquisas: "...basta salientar que um cuidadoso exame de todos os dados disponíveis no assunto relacionado a Rosemary Brown levam forçosamente à conclusão de que a hipótese de criptomnésia (plágio inconsciente) não explica convincentemente a origem de suas composições, que, atualmente, somam mais de quatrocentas."
O crítico musical escocês David Hogarth chegou a dizer: "Não posso pensar, por um momento sequer, que ela tenha composto isso ela mesma".
Liszt aparece-lhe aos sete anos de idade
Dotada de vidência e clariaudiência (características mediúnicas que possibilitam ao médium "ver" e "ouvir" os Espíritos), de forma espontânea, não provocada, desde a mais tenra idade mantinha contatos psíquicos com seres espirituais.
Aos sete anos viu a figura de um homem de idade que lhe disse: "Quando você crescer, eu voltarei e lhe transmitirei música". Foi o seu primeiro contato com quem mais tarde reconheceria como Franz Liszt, líder do grupo de compositores clássicos que iria transmitir, por seu intermédio, uma das mais belas mensagens provindas dos planos espirituais à Terra, visando o despertamento espiritual do homem.
Efetivamente, essas peças musicais chamariam a atenção de muitos, inclusive do pessoal da gravadora Phillips, que lançou, em 1970, o primeiro disco contendo algumas dessas composições.
De acordo com o professor Ian Parrot, do Departamento de Música da University College of Wales, em Aberystwyth, no País de Gales, sua cultura artística é mediana e sua forma de tocar o piano é amadora, mas o estilo das peças identificam o estilo dos compositores que as assinam. E, o que mais impressiona: ela escreve partituras até para concertos.
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h12
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A metodologia dos grandes mestres
Devido às limitações de sua cultura musical, Rosemary não é um bom instrumento para os grandes mestres, exigindo deles paciência e engenhosidade. Contudo, de acordo com Liszt, o mérito está justamente nessa sua limitação, pois, se ela fosse uma virtuose, ninguém acreditaria no que eles, os compositores, estariam transmitindo aos homens.
Assim, Liszt, por exemplo, envolve suas mãos e braços e toca a peça para permitir que Rosemary a ouça inteira. Chopin transmite as composições diretamente ao piano. Em cerca de meia hora a música fixa-se em sua memória. Bach, usa outro meio: dita as frases nota por nota e essas são transcritas pela médium na pauta. Beethoven usa métodos mais avançados, imprimindo em sua mente, durante vinte minutos, uma peça que pode levar mais de meia hora para ser executada. Brahms, cujas composições exigem mais técnica, deu-lhe exercícios para aumentar o alcance dos dedos e, segundo musicólogos, esses exercícios são moderníssimos!
Schubert e a Sinfonia Inacabada
Conta a própria Rosemary que Schubert mostrou-lhe o final de sua Sinfonia Inacabada. "Vários compositores podem fazer isto, e podem também 'comprimir' o tempo de modo tal, que posso ouvir um concerto ou uma sinfonia inteira em alguns minutos", relata a médium.
Em uma entrevista concedida à BBC 2 Rádio, de Londres, publicada pelo jornal Psychic News, Rosemary conta que Schubert disse-lhe que terminara sua Sinfonia Inacabada logo após a sua morte física. "Ele ainda brincou com a idéia de tentar transmitir o final para mim, mas depois decidiu que era mais romântico deixar que essa sinfonia continue inacabada", explicou.
Curas espirituais
A médium relata que contava com a ajuda de Chopin e Liszt na realização de algumas curas ocasionais favorecendo pessoas doentes. "Ambos são piedosos e sempre dizem que, quando sabem de alguém doente ou sofrendo dores, eles próprios tentam ampará-lo".
A elevação espiritual de Beethoven
De acordo com Rosemary, cada um dos gênios comunicantes tem a sua personalidade. Beethoven, ao ditar-lhe composições, transmitia a impressão de uma grande nobreza de alma. "A sala irradiava uma atmosfera de santidade. E, gradativamente, comecei a entender que Beethoven tem, na verdade, uma grande simplicidade, realmente sublime", relata a médium.
Segundo ela, somente depois da algum tempo o grande gênio começou a se comunicar em palavras, expressando: "Eu anseio derramar sobre a humanidade torrentes de música, que possam realmente intensificar maior compreensão entre todos. Quero vir ao encontro à Humanidade e envolvê-la em profundo amor".
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h12
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A sensibilidade de um mestre da música
"Liszt", revela Rosemary, "além de alegre e extrovertido também possui atitudes de profunda introspecção, quando se torna sério. É emotivo e fica profundamente sensibilizado se as pessoas são amáveis e apreciam sua música. Cheguei mesmo a vê-lo em lágrimas algumas vezes, por sentir-se emocionado com alguma coisa. Por exemplo, quando pela primeira vez percebeu que eu o aceitava como sendo Liszt, concordando em trabalhar com ele e ficando satisfeita por podermos nos comunicar um com o outro, ficou tão emocionado que lhe correram pela face lágrimas de alegria".
O grupo
O grupo básico de compositores que trabalharam com Rosemary Brown constituiu-se de doze grandes mestres: Liszt, Chopin, Schubert, Beethoven, Bach, Brahms, Schumann, Debussy, Grieg, Berlioz, Rachmaninoff e Monteverdi. Mas ela ainda manteve contato psíquico com Mozart, Albert Schweitzer e Albert Einstein, entre outros.
Confirmações
Rosemary Brown chegou a ter sua mediunidade confirmada através das comunicações de voz direta (pneumatofonia) realizadas por intermédio de outro médium de sua época, Leslie Flint , muito conhecido nos círculos psíquicos e de intocável reputação. Ao ouvir uma gravação cuja voz era atribuída à de Chopin ela, emocionada, imediatamente reconheceu e afirmou: "É exatamente a mesma voz de Chopin. O mesmo tom, o mesmo sotaque estrangeiro. Um sotaque meio de francês, mas não exatamente, adotando a mesma maneira jocosa quando conversa comigo (clique :: aqui ::para ouvir a voz de Chopin à qual Rosemary Brown se refere).
Junto a Leslie Flint, através de outro médium de voz direta, Rosemary ainda teria confirmada, ouvindo pessoalmente, numa sessão, as vozes de seus amigos compositores, referindo-se à veracidade de sua missão. "E todos eles", conta Rosemary, "acentuaram de novo a importância do trabalho que estou fazendo para eles e disseram que estão muito satisfeitos porque os resultados estão começando a se tornar visíveis no mundo. E, podem imaginar, quão confortante foi para mim ouvir essa confirmação — e totalmente através de um outro médium".
Rosemary Brown, deixa um extraordinário legado comprobatório da sobrevivência da vida. Vale a pena conhecer a sua obra mediúnica e deixar que a própria obra fale à alma. A genialidade dos mestres da música e a suavidade de suas sinfonias, agora, provindas dos páramos da vida eterna, certamente tocarão o coração de todo homem que "tem ouvidos para ouvir"... e sentir...
Escrito por EDUARDO BARROS às 07h11
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