BLOG ESPIRITUALIZADO


EFEITOS SALUTARES DA PRECE NOS MOMENTOS DE ENFERMIDADE

Para compreender o real valor da saúde basta adoecer. E isto se aplica ao adoecimento de algum de nossos entes queridos.
Numa belíssima explanação sobre a causa espiritual das enfermidades em nossa vida, Allan Kardec esclarece, conforme a orientação recebida da parte dos bons espíritos, que as doenças "fazem parte das provas e das vicissitudes da vida terrestre. Elas são inerentes à imperfeição da nossa natureza material e à inferioridade do mundo que habitamos". Acrescenta ainda que "as paixões e os excessos de todos os gêneros
semeiam em nós germes malsãos, freqüentemente hereditários."

É preciso resignação, suportando as conseqüências do meio onde nos coloca a nossa inferioridade, até que tenhamos mérito de trocá-loConforme as elucidações desses espíritos responsáveis pela Codificação,"nos mundos mais avançados, física ou moralmente, o organismo humano, mais depurado e menos
material, não está sujeito às mesmas enfermidades, e o corpo não é minado surdamente pela devastação das paixões".
Porém, uma vez acometidos por um mal físico, é preciso, pois,"se resignar em suportar as conseqüências do meio onde nos coloca a nossa inferioridade, até que tenhamos mérito de trocá-lo. Isso não deve nos impedir, à espera do mérito, de fazer o que depende de nós para melhorar a nossa posição atual".

Os desígnios divinos permitem que os sofrimentos corporais sejam dissipados ou abrandados em certos casos, caso contrário, Deus não teria colocado os meios curativos à nossa disposição.

Acontece que, às vezes, mesmo fazendo o possível para alcançarmos uma melhoria espiritual, e mesmo assim, malgrado os nossos esforços, não logramos o intento, enfatiza o codificador que o Espiritismo nos ensina a suportar com resignação nossos males passageiros."Se Deus não tivesse querido que os sofrimentos corporais fossem dissipados ou abrandados em certos casos, não teria colocado os meios curativos à nossa disposição. Sua previdente solicitude a esse respeito, de acordo nisso com o instinto de conservação, indica
que é do nosso dever procurá-los e aplicá-los".

Ao lado da medicação ordinária, elaborada pela Ciência, o Magnetismo nos fez conhecer o poder da ação fluídica; depois, o Espiritismo veio nos revelar uma outra força na mediunidade curadora e a influência da prece.
Sempre destacando a importância da força criadora mental e o poder da vontade dirigida, o codificador nos chama atenção para a extraordinária importância exercida pela prece tanto para o doente, quanto para o intercessor e o médium de cura.

Essas orientações são seguidas a risca em toda casa espírita orientada pela doutrina de Allan Kardec e são inumeráveis —e até mesmo imprevisíveis os bons resultados obtidos, quando o paciente e seus familiares cooperam com as orientações e no tratamento recebido.

A seguir, extraídos de O Evangelho Segundo o Espiritismo, transcrevemos três modelos de preces que são de enorme valia nos momentos de meditação reflexiva que a doença nos proporciona.

PRECE. (Para o doente pronunciar *).

Senhor, sois todo justiça; a doença que vos aprouve me enviar, devo-a merecer, pois não fazeis sofrer jamais sem causa. Eu me entrego, para a minha cura, à vossa infinita misericórdia; se vos apraz me restituir a saúde, que o vosso santo nome seja bendito; se, ao contrário, devo ainda sofrer, que ele seja bendito da mesma forma; eu me submeto sem murmurar aos vossos divinos decretos, porque tudo o que fazeis não pode ter por finalidade senão o bem das vossas criaturas. Fazei, ó meu Deus, que esta doença seja para mim uma advertência salutar, e me leve a meditar sobre eu mesmo; aceito-a como uma expiação do passado, e como uma prova para a minha fé e a minha submissão à vossa santa vontade.



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h20
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OS OBSEDADOS

PREFÁCIO. A obsessão é a ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. Oblitera todas as faculdades mediúnicas; traduz-se, na mediunidade escrevente, pela obstinação de um Espírito em se manifestar, com exclusão de todos os outros.

Os Espíritos maus pululam em torno da Terra, em virtude da inferioridade moral de seus habitantes. A ação malfazeja que eles desenvolvem faz parte dos flagelos com que a Humanidade se vê a braços neste mundo. A obsessão, como as enfermidades e todas as tribulações da vida, deve ser considerada prova ou expiação e como tal aceita..

Do mesmo modo que as doenças resultam das imperfeições físicas, que tornam o corpo acessível às influências perniciosas exteriores, a obsessão é sempre o resultado de uma imperfeição moral, que dá acesso a um Espírito mau. A causas físicas se opõem forças físicas; a uma causa moral, tem-se de opor uma força moral. Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para isentá-lo da obsessão, é preciso fortificar a alma, pelo que necessário se torna que o obsidiado trabalhe pela sua própria melhoria, o que as mais das vezes basta para o livrar do obsessor, sem recorrer a terceiros. O auxílio destes se faz indispensável, quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque aí não raro o paciente perde a vontade e o livre-arbítrio.

Quase sempre, a obsessão exprime a vingança que um Espírito tira e que com freqüência se radica nas relações que o obsidiado manteve com ele em precedente existência. (Veja-se: Cap. X, n° 6; cap. XII, n° 5 e n° 6.)

Nos casos de obsessão grave, o obsidiado se acha como que envolvido e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É desse fluido que importa desembaraçá-lo. Ora, um fluido mau não pode ser eliminado por outro fluido mau. Mediante ação idêntica à do médium curador nos casos de enfermidade, cumpre se elimine o fluido mau com o auxílio de um fluido melhor, que produz, de certo modo, o efeito de um reativo. Esta a ação mecânica, mas que não basta; necessário, sobretudo, é que se atue sobre o ser inteligente, ao qual importa se possa falar com autoridade, que só existe onde há superioridade moral. Quanto maior for esta, tanto maior será igualmente a autoridade.

E não é tudo: para garantir-se a libertação, cumpre induzir o Espírito perverso a renunciar aos seus maus desígnios; fazer que nele despontem o arrependimento e o desejo do bem, por meio de instruções habilmente ministradas, em evocações particulares, objetivando a sua educação moral. Pode-se então lograr a dupla satisfação de libertar um encarnado e de converter um Espírito imperfeito.

A tarefa se apresenta mais fácil quando o obsidiado, compreendendo a sua situação, presta o concurso da sua vontade e da sua prece. O mesmo não se dá, quando, seduzido pelo Espírito embusteiro, ele se ilude no tocante às qualidades daquele que o domina e se compraz no erro em que este último o lança, visto que, então, longe de secundar, repele toda assistência, É o caso da fascinação, infinitamente mais rebelde do que a mais violenta subjugação. (O Livro aos Médiuns, 2ª Parte, cap. XXIII.)

Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso auxiliar de quem haja de atuar sobre o Espírito obsessor.

PRECE. - (Para ser dita pelo obsidiado.) - Meu Deus, permite que os bons Espíritos me livrem do Espírito malfazejo que se ligou a mim. Se é uma vingança que toma dos agravos que eu lhe haja feito outrora, tu a consentes, meu Deus, para minha punição e eu sofro a conseqüência da minha falta. Que o meu arrependimento me granjeie o teu perdão e a minha liberdade! Mas, seja qual for o motivo, imploro para o meu perseguidor a tua misericórdia. Digna-te de lhe mostrar o caminho do progresso, que o desviará do pensamento de praticar o mal. Possa eu, de meu lado, retribuindo-lhe com o bem o mal, induzi-lo a melhores sentimentos.

Mas, também sei, ó meu Deus, que são as minhas imperfeições que me tornam passível das influências dos Espíritos imperfeitos. Dá-me a luz de que necessito para as reconhecer; combate, sobretudo, em mim o orgulho que me cega com relação aos meus defeitos.

Qual não será a minha indignidade, pois que um ser malfazejo me pode subjugar!

Faze, ó meu Deus, que me sirva de lição para o futuro este golpe desferido na minha vaidade; que ele fortifique a resolução que tomo de me depurar pela prática do bem, da caridade e da humildade, a fim de opor, daqui por diante, uma barreira às más influências.

Senhor, dá-me forças para suportar com paciência e resignação esta prova. Compreendo que, como todas as outras, há de ela concorrer para o meu adiantamento, se eu não lhe estragar o fruto com os meus queixumes, pois me proporciona ensejo de mostrar a minha submissão e de exercitar minha caridade para com um irmão infeliz, perdoando-lhe o mal que me fez. (Cap. XII, nº 5 e nº 6; Cap. XXVIII, nº 15 e seguintes, 46 e 47.)

PRECE. (Pelo obsidiado.) - Deus Onipotente, digna-te de me dar o poder de libertar N... da influência do Espírito que o obsidia. Se está nos teus desígnios pôr termo a essa prova, concede-me a graça de falar com autoridade a esse Espírito.

Bons Espíritos que me assistis e tu, seu anjo guardião, dai-me o vosso concurso; ajudai-me a livrá-lo do fluido impuro em que se acha envolvido.

Em nome de Deus Onipotente, adjuro o Espírito malfazejo que o atormenta a que se retire.

Quando estavas na Terra, não terias considerado estúpido sacrificar um grande bem por uma pequena satisfação de momento? O mesmo acontece agora, quando és Espírito. Que ganhas com o que fazes? O triste prazer de atormentar alguém, o que não obsta a que sejas desgraçado, digas o que disseres, e que te tornes ainda mais desgraçado.

A par disso, vê o que perdes; observa os bons Espíritos que te cercam e dize se não é preferível à tua a sorte deles. Da felicidade de que gozam, também tu partilharás, quando o quiseres. Que é preciso para isso? Implorar a Deus e fazer, em vez do mal, o bem. Sei que não te podes transformar repentinamente; mas, Deus não exige o impossível; quer apenas a boa-vontade. Experimenta e nós te ajudaremos. Faze que em breve possamos dizer em teu favor a prece pelos Espíritos penitentes (nº 73) e não mais considerar-te entre os maus Espíritos, enquanto te não contes entre os bons.

* * *
Citações de O Evangelho Segundo o Espiritismo
Allan Kardec



Escrito por EDUARDO BARROS às 06h33
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PELOS DOENTES

PREFÁCIO. As doenças fazem parte das provas e das vicissitudes da vida terrestre; elas são inerentes à imperfeição da nossa natureza material e à inferioridade do mundo que habitamos. As paixões e os excessos de todos os gêneros semeiam em nós germes malsãos, freqüentemente hereditários. Nos mundos mais avançados, física ou moralmente, o organismo humano, mais depurado e menos material, não está sujeito às mesmas enfermidades, e o corpo não é minado surdamente pela devastação das paixões (cap. III, nº 9). É preciso, pois, se resignar em suportar as conseqüências do meio onde nos coloca a nossa inferioridade, até que tenhamos mérito de trocá-lo. Isso não deve nos impedir, à espera do mérito, de fazer o que depende de nós para melhorar a nossa posição atual; mas se, malgrado os nossos esforços, a isso não pudemos chegar, o Espiritismo nos ensina a suportar com resignação nossos males passageiros.

Se Deus não tivesse querido que os sofrimentos corporais fossem dissipados ou abrandados em certos casos, não teria colocado os meios curativos à nossa disposição. Sua previdente solicitude a esse respeito, de acordo nisso com o instinto de conservação, indica que é do nosso dever procurá-los e aplicá-los.

Ao lado da medicação ordinária, elaborada pela Ciência, o Magnetismo nos fez conhecer o poder da ação fluídica; depois, o Espiritismo veio nos revelar uma outra força na mediunidade curadora e a influência da prece.

PRECE. (Para o doente pronunciar *) - Senhor, sois todo justiça; a doença que vos aprouve me enviar, devo-a merecer, pois não fazeis sofrer jamais sem causa. Eu me entrego, para a minha cura, à vossa infinita misericórdia; se vos apraz me restituir a saúde, que o vosso santo nome seja bendito; se, ao contrário, devo ainda sofrer, que ele seja bendito da mesma forma; eu me submeto sem murmurar aos vossos divinos decretos, porque tudo o que fazeis não pode ter por finalidade senão o bem das vossas criaturas.

Fazei, ó meu Deus, que esta doença seja para mim uma advertência salutar, e me leve a meditar sobre eu mesmo; aceito-a como uma expiação do passado, e como uma prova para a minha fé e a minha submissão à vossa santa vontade. (Ver a prece nº 40).

PRECE. (Pelo doente). - Meu Deus, vossos desígnios são impenetráveis, e em vossa sabedoria acreditastes dever afligir N... pela doença. Lançai, eu vos suplico, um olhar de compaixão sobre os seus sofrimentos, e dignai-vos pôr-lhes um fim.

Bons Espíritos, ministros do Todo-Poderoso, secundai, eu vos peço, meu desejo de aliviá-lo; dirigi meu pensamento, a fim de que ele vá derramar um bálsamo salutar sobre o seu corpo e consolação em sua alma.

Inspirai-lhe a paciência e a submissão à vontade de Deus; dai-lhe a força de suportar as suas dores com resignação cristã, a fim de que não perca o fruto das suas provas. (Ver prece nº 57).

PRECE. (Para ser pronunciada pelo médium curador). - Meu Deus, se dignais vos servir de mim, indigno que sou, eu posso curar esse sofrimento, se tal é a vossa vontade, porque tenho fé em vós; mas sem vós eu não posso nada. Permiti aos bons Espíritos me penetrarem com seu fluido salutar, a fim de que o transmita a este doente, e afastai de mim todo pensamento de orgulho e de egoísmo, que poderia alterar-lhe a pureza.

* * *
Citações de O Evangelho Segundo o Espiritismo
Allan Kardec



Escrito por EDUARDO BARROS às 06h35
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POR UM AGONIZANTE

Prefácio – A agonia é o prelúdio da libertação da alma; pode dizer-se que, nesse momento, o homem tem apenas um pé neste mundo, e que já pôs um no outro. Essa passagem é algumas vezes penosa, para aqueles que se apegam à matéria e viveram mais para os bens deste mundo do que para os do outro, e cuja consciência se acha perturbada por mágoas e remorsos. Para os que, pelo contrário, mantiveram seus pensamentos elevados ao infinito e se desprenderam da matéria, os laços são mais fáceis de romper, e seus últimos momentos nada tem de dolorosos. A alma, então, prende-se ao corpo apenas por um fio, enquanto que, no outro caso, liga-se por raízes profundas. Em qualquer caso, a prece exerce poderosa ação no processo de separação.

PRECE. – Deus poderoso e misericordioso, eis uma alma que deixa o seu envoltório terrestre, para voltar ao Mundo dos Espíritos, que é a sua verdadeira pátria, que o possa fazer em paz, sob o amparo da vossa misericórdia. Bons Espíritos, que a acompanhastes na sua vida terrena, não a abandoneis neste momento supremo! Dai-lhe a força de suportar os últimos sofrimentos por que deve passar neste mundo, para o seu adiantamento futuro. Inspirai-a, para que ela consagre ao arrependimento de suas faltas os derradeiros lampejos da sua inteligência, ou os que momentaneamente ainda lhe advenham. Fazei que o meu pensamento possa agir de maneira a ajudá-la a separar-se com menos dificuldades, e que ela leve consigo, no momento de deixar a Terra, as consolações da esperança.

* * *
Citações de O Evangelho Segundo o Espiritismo
Allan Kardec



Escrito por EDUARDO BARROS às 06h52
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INIMIGOS DO ESPIRITISMO

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos. Bem aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem, e vos perseguirem, e disserem todo o mal contra vós, mentindo, por meu respeito. Folgai e exultai, porque o vosso galardão é copioso nos céus; pois assim também perseguiram os profetas, que foram antes de vós.

E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma: temei antes, porém, o que pode lançar no inferno tanto a alma como o corpo.

Prefácio – De todas as liberdades, a mais inviolável é a de pensar, que compreende também a liberdade de consciência. Lançar o anátema contra os que não pensam como nós, é reclamar essa liberdade para nós e recusá-la aos outros, e é violar o primeiro mandamento de Jesus: o da caridade e do amor ao próximo. Perseguir os outros pela crnça que professam, é atentar contra o mais sagrado direito do homem: o de crer no que lhe convém, adorando a Deus como lhe parece melhor. Constringi-los à prática de atos exteriores semelhantes aos nossos, é mostrar que nos apegamos mais a forma do que à essência, às aparências do que à convicção. A abjuração forçada jamais produziu a fé. Só pode fazer hipócritas. È um abuso da força material, que não prova a verdade. Porque a verdade é segura de si mesma; convence e não persegue, porque não tem necessidade de fazê-lo.

O Espiritismo é uma opinião, uma crença; fosse mesmo uma religião, por que não teriam os seus adeptos a liberdade de se dizerem espíritas, como a têm os católicos, os judeus e os protestantes, os partidários desta ou daquela doutrina filosófica, deste ou daquele sistema econômico? Esta crença é falsa ou verdadeira: se é falsa, cairá por si mesma, porque o erro não pode prevalecer contra a verdade, quando a luz se faz nas inteligências; e se é verdadeira, a perseguição não a tornará falsa.

A perseguição é o batismo de toda idéia nova, grande e justa, cuja propagação aumenta, na razão da grandeza e da importância da idéia. O furor e a cólera dos seus inimigos são equivalentes ao temos que ela lhes infunde. Foi essa a razão das perseguições ao Cristianismo na antigüidade, e essa a razão das perseguições ao Espiritismo, na atualidade, com a diferença de que o Cristianismo foi perseguido pelos pagãos, e o Espiritismo o é pelos cristãos. O tempo das perseguições sanguinárias já passou, é verdade, mas se hoje não matam o corpo, torturam a alma. Atacam-na até mesmo nos seus sentimentos mais profundos, nas suas mais caras afeições. As famílias são divididas, excitando-se a mãe contra a filha, a mulher contra o marido. E mesmo a agressão física não falta, atacando-se o corpo no tocante às suas necessidades materiais, ao tirarem às pessoas o próprio ganha-pão, para reduzi-las à fome.

Espíritas, não vos aflijais com os golpes que vos desferem, pois são eles a prova de que estais com a verdade. Se não o estivésseis, vos deixariam em paz, não vos agrediriam. É uma prova para a vossa fé, pois é pela vossa coragem pela vossa resignação, pela vossa perseverança, que Deus vos reconhece entre os seus fiéis servidores, os quais já está contando desde hoje, para dar a cada um a parte que lhe cabe, segundo suas obras.

A exemplo dos primeiros cristãos, orgulhai-vos de carregar a vossa cruz. Crede na palavra do Cristo, que disse: "Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma". E acrescentou: "Amai aos vossos inimigos, fazei bem aos que vos fazem mal, e orai pelos que vos perseguem". Mostrai que sois os seus verdadeiros discípulos, e que a vossa doutrina é boa, fazendo, para isso, o que ele ensinou e exemplificou. A perseguição será temporária. Esperai, pois, pacientemente, o romper da aurora, porque a estrela da manhã já se levanta no horizonte.

PRECE. – Senhor, vós nos mandastes dizer por Jesus, o vosso Messias: "Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça; perdoai os vossos inimigos; orai pelos que vos perseguem"; e ele mesmo nos deu o exemplo, orando pelos seus algozes. Assim, apelamos à vossa misericórdia, Senhor, em favor dos que desprezam os vossos divinos preceitos, os únicos que realmente podem assegurar a paz, neste e no outro mundo. Como o Cristo, também nós vos pedimos: "Perdoai-lhes, Pai, porque eles não sabem o que fazem!" dai-nos a força de suportar com paciência e resignação, como provas para a nossa fé e a nossa humildade, as zombarias, as injúrias, as calúnias e as perseguições que nos movem! Afastai-nos de qualquer idéia de represálias, pois a hora da vossa justiça soará para todos, e nós a esperamos, submetendo-nos à vossa santa vontade.

* * *
Citações de O Evangelho Segundo o Espiritismo
Allan Kardec



Escrito por EDUARDO BARROS às 06h42
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PARA OS INIMIGOS E OS QUE NOS QUEREM MAL

Prefácio – Jesus disse: Amai os vossos inimigos. Esta máxima nos revela o que há de mais sublime na caridade cristã. Mas Jesus não queria dizer que devemos ter pelos inimigos a mesma ternura que dedicamos aos amigos. Por essas palavras ensina-nos a perdoar as ofensas, perdoar todo o mal que nos fizerem e pagar o mal com o bem. Além do merecimento que tem essa conduta aos olhos de Deus, serve para mostrar aos homens o que é a verdadeira superioridade.

PRECE. – meu Deus, perdôo a Fulano o mal que me fez e o que pretendia fazer-me, como desejo que me perdoeis, e que ele por sua vez me perdoe as faltas que eu tenha cometido. Se o pusestes no meu caminho como uma prova, seja feita a Vossa vontade. Afastai de mim, ó meu Deus, a idéia de maldizê-lo, e qualquer sentimento malévolo contra ele. Que eu não sinta jamais nenhuma alegria pelos males que o possam atingir, nem qualquer aborrecimento pelos benefícios que ele venha a receber, a fim de não manchar minha alma com sentimentos indignos de um cristão. Possa a Vossa bondade, Senhor, ao tocar-lhe o coração, induzi-lo a melhores sentimentos para comigo!

Bons Espíritos, inspirai-me o esquecimento do mal e a lembrança constante do bem! Que nem o ódio, nem o rancor, nem o desejo de lhe retribuir o mal com o mal, penetrem no meu coração, porque o ódio e a vingança são próprios unicamente dos maus Espíritos, encarnados e desencarnados! Que es esteja, pelo contrário, sempre pronto a lhe estender a mão fraterna, a pagar-lhe o mal com o bem, e a ajudá-lo quando possível.

Desejo, para experimentar a sinceridade das minhas palavras, que se me apresente uma oportunidade de lhe ser útil. Mas, sobretudo, ó meu Deus, preservai-me de fazê-lo por orgulho ou ostentação, abatendo-o com uma generosidade humilhante, o que anularia os méritos da minha atitude. Porque, nesse caso, eu bem mereceria estas palavras do Cristo: Já recebestes a vossa recompensa.

* * *
Citações de O Evangelho Segundo o Espiritismo
Allan Kardec



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h41
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PELOS QUE ESTÃO EM AFLIÇÃO

Prefácio - Podemos solicitar a Deus benefícios terrenos, e Ele pode nos atender, quanto tenham uma finalidade útil e séria. Mas, como julgamos a utilidade das coisas segundo a nossa visão imediatista, limitada ao presente, geralmente não vemos o lado mau daquilo que desejamos. Deus, que vê melhor que nós, e só deseja o nosso bem, pode então nos recusar o que pedimos, como um pai recusa ao filho aquilo que pode prejudicá-lo. Se aquilo que pedimos não nos é concedido, não devemos nos abater por isso. É necessário pensar, pelo contrário, que a privação nesse caso nos é imposta como prova ou expiação, e que nossa recompensa será proporcional à
resignação com que a suportamos.

PRECE - Deus Todo-Poderoso, que vedes as nossas misérias, dignai-Vos ouvir favoravelmente o pedido que Vos faço neste momento aos vossos olhos, que os Bons Espíritos, executores de Vossos desígnios, venham ajudar-me na sua realização. Como quer que seja, meu Deus, seja feita a Vossa vontade. Se os meus desejos não forem atendidos, é que desejais experimentar-me, e
submeto-me sem murmurar. Fazei com que eu não me desanime de maneira alguma, e que nem a minha fé, nem a minha resignação sejam abaladas. (Formular o pedido).


* * *
Citações de O Evangelho Segundo o Espiritismo
Allan Kardec



Escrito por EDUARDO BARROS às 06h52
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ALLAN KARDEC


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