BLOG ESPIRITUALIZADO


NO RUMO DA LUZ
 
“Progredir é condição normal dos seres espirituais e a perfeição relativa ao fim que lhes cumpre alcançar.”
A GÊNESE Capítulo 11º — Item 9.

Mágoa injustificada nubla a face da tua alegria. Agasalhando-a, concedes tempo precioso a argumentação íntima desnecessária que te gasta em combate inútil.
Reclamas, porque companheiros levianos usaram do teu nome, fazendo-te co-autor de infâmias ou porque, infelizes, se referem maldosamente às tuas expressões, envenenando teus melhores conceitos, culminando por coroarem de espinhos os teus mais alentados sonhos.
Sofres, porque desejas esclarecer, pretendendo silenciar a boca da calúnia com o esparadrapo da inocência.
Consideras que as informações depreciadoras te prejudicam o trabalho tanto quanto a difamação pode corporificar-se em “verdades aceitas”.
O desânimo sulca a gleba onde aras, habilmente instilado pela tua invigilância.
Reserva-te, porém, cuidados especiais.
Acautela-te, não em relação ao que digam, ao que pensem, ao que creiam os que te cercam, mas, em referência a ti mesmo.
As agressões de fora não atingem realmente a quem busca a verdade e a ela se afervora, vivendo-a, quanto possível, nas províncias do mundo interior.
Não te justifiques nem procures esclarecer.
A verdade dispensa explicações. Simples, é persuasiva, cativando aqueles que a sintonizam.
Policia as palavras e confia na lição do tempo que fará se defrontem as informações e os fatos, ensejando panoramas legítimos.
Tem em mente que segues no rumo da luz, e que nada te poderá deter. Elegeste a vida verdadeira!
Uma grande mazela para o espírito é a impaciência.
O tempo, na Terra, é companheiro infatigável, do qual ninguém foge, nem se consegue furtar. Inexoravelmente ele gasta o granito, reverdesce o deserto e doa aridez ao solo fértil.
“O tempo é a sucessão das coisas” (*).
Tudo modifica sem pressa nem agitação.
Todas as pessoas que, por esta ou aquela razão se destacam neste ou naquele mister são rigorosamente fiscalizadas, tornando-se do domínio público.
Criam escola sem o desejarem; fazem-se modelo sem o pensarem; ficam atormentadas sem o perceberem.
Se realizam para um ideal superior não têm tempo para as questiúnculas, — incidentes inevitáveis de fácil superação. — Seguem em frente, para além.
Se, todavia, laboram para si mesmas, empenhadas na divulgação do nome e da obra, perdem-se nas cercanias da estrada e desajustam-se, feridas por suscetibilidades e bagatelas ridículas.
Ninguém fica indene, quando trabalha, à maledicência e à astúcia dos ociosos.
Todos lhes sofrem a perseguição gratuita nascida nas fontes do despeito e da aflição invejosa que os macera.
Age, portanto, fervoroso e confiante.
Os que te amam compreenderão sempre os teus atos: não esperam de ti mais do que és, mais do que tens, mais do que podes dar. Choram com as tuas lágrimas, sorriem com as tuas alegrias, ajudam-te sempre na dificuldade ou no triunfo.
Os que te detestam fazem-se mais adversos quer os esclareças ou não. Utilizando um argumento justo crerão que és vivaz; aplicando uma evasiva te chamarão hipócrita; sacrificado, dirão que te exibes nas roupas da falsa humildade; tranqüilo, zombarão, nomeando-te como explorador irresponsável.
Intentar mudar a face das coisas a golpes de precipitação seria como pretender avançar no futuro, anulando a sabedoria que os minutos assinalam.
Produze preocupado com o objetivo de fazer o melhor ao teu alcance e, na certeza de que agradar a todos é positivamente ambição descabida, não pretendas realizá-la.
Retornando aos sítios queridos de Cafarnaum, depois de realizar os mais sublimes labores e sucessos junto aos corações humanos em desalinho, o Mestre foi inquirido ardilosamente por aqueles que desejavam “surpreendê-lo nalguma palavra”, para terem meios de O aniquilar.
“É lícito pagar o tributo a César, ou não?”
“Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse:
Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo”.
“E eles lhe apresentaram um dinheiro.”
—“De quem é esta efígie e esta inscrição?”— Indagou o Senhor.
— ‘‘De César.’’ — responderam.
— “Dai, pois, a César — retrucou o Rabi — o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. (1)
Sem retoque no ensino que há vinte séculos rutila como advertência insofismável, dá a tua quota de amor, abnegação e trabalho a Deus, na seara onde hoje serves sob os auspícios do Espiritismo e demora-te sereno, porqüanto os aficionados de César terão sempre meios para te perturbarem, desejosos de dificultarem tuas aspirações superiores com o Pai.

ESPÍRITO E VIDA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h33
[ ] [ envie esta mensagem ]


EXULTANTE
 
“Uma vez estabelecidas relações com os habitantes do mundo espiritual, possível se tornou ao homem seguir a alma em sua marcha ascendente, em suas migrações, em suas transformações.”
A GÊNESE — Capítulo 5º — Item 16.

Consoante as lições do Espiritismo, que te aclaram as razões antes ignoradas da aflição e da angústia, respeita, na provação, o clima de luz necessário à própria felicidade.
Há quem diga que a convicção imortalista nada tem a ver com abnegação ou dignidade moral. É aquele que faz da Revelação espiritista um ingrediente para uso em horas determinadas, sem outras conseqüências.
Há quem explique que a religião, assentada necessariamente numa fé racional, não tem algo a ver com a conduta em sociedade. É aquele que vive aparentemente filiado à fé religiosa usufruindo os benefícios conseqüentes da corrupção dos fracos, sem se renovar ulteriormente.
Há quem pretenda seja a religiosidade um primitivismo emocional, herança dos velhos feitiços que somente aos incultos e débeis constitui motivação espiritual. Ë aquele que apregoa crer em Deus por conclusões resultantes da pesquisa científica e aceita a vida extra-física, prosseguindo amoral, quando não mais seguramente reprochável na conduta particular ou na vida social.
Há quem diga que o princípio espiritual é capítulo da Metafísica e que nenhuma prova existe da imortalidade. É aquele que se supõe conhecedor de tudo.
Uns pretendem iludir-se e conseguem-no fácilmente — são opiômanos ante a informação espiritual.
Outros disputam fantasias e enfeitam-se de tranqüilidade — são narcisistas religiosos.
Os demais exibem superação da ignorância, tentando livrar-se das atividades que o crer impõe, e desgarram-se — são ególatras arreligiosos.
Conheces, porém, por experiência íntima intransferível — por mais vigorosas sejam as tessituras aparentes da argumentação em contrário — o rumo da sublimação através das linhas evangélicas a transudarem dos tempos, convocando-te o espírito, na Doutrina Espírita, para a luta enobrecedora sobre ti mesmo.
A mediunidade abriu portas antes fechadas para o teu espírito, apontando-te horizontes felizes.
Em cada experiência novos fantasmas do passado culposo recorporificam-se famanazes e truculentos.
Enflorescem em teu íntimo as plantas da ilusão que não conseguiste destruir.
Refazem-se painéis de angústia e falsas necessidades nos dédalos da mente sem que logres vitória fácil.
Reacendem paixões que ferem como acúleos cruéis que te maceram, sem libertação integral, malgrado a luta que travas.
Só a fé que te vitaliza, graças ao Espiritismo, oferece força e alento para uma religiosidade atuante, salvadora.
Com ela amparas a dor, compreendes a vida, acendes esperanças, consolas aflições, espalhas amor.
Amparado por ela, na balbúrdia faze-te silencioSO, na loucura revelas-te sereno, na angústia permaneces tranqüilo, na revolta apresentas-te pacífico.
Não te amedrontes nem te sintas diminuído no campo em que operas.
O míssil balístico que carrega morte num invólucro brilhante, veste-se com linhas aerodinâmicas.
A vacina salvadora surge da cultura microbiana perigosa.
A usina potente sustenta-se em bases rochosas ocultas.
A vida orgânica é patrimônio do protoplasma.
Produze com segurança e faze-o com alegria.
Dá a tua contribuição à felicidade geral com a flama da tua devoção e da tua fé.
Obtempera que, incompreendido, Jesus se deixou arrastar, flagiciado, até o madeiro de imolação para ensinar-nos, valoroso, que os hipnotizados na ilusão, os ludibriados no equilíbrio e os enlouquecidos em si mesmos, embora vencedores aparentes são vencidos que se reconhecem sob o estigma da aflição que os infelicita...
Porfia, pois, exultante, e não recalcitres nem titubeies.

ESPÍRITO E VIDA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h57
[ ] [ envie esta mensagem ]


AMBIÇÕES
 
“Sabe-se agora que muitos Espíritos desencarnados têm por missão velar pelos encarnados, dos quais se constituem protetores e guias; que os envolvem nos seus eflúvios fluídicos; que o homem age muitas vezes de modo inconsciente, sob a ação desses eflúvios.
A GÊNESE — Capítulo 3º — Item 14.

Cogitações de longo alcance vibram nas redes da tua mente, desdobrando planos complexos, tendo em vista resultados financeiros favoráveis e vultosos.
Para alcançares a meta das ambições que fulguram nas províncias íntimas, manipulas pessoas como máquinas, cuidando de todos, objetivando apenas o próprio “eu”.
Programas revolucionários que concedem somas fantásticas, requerem toda a força da astúcia e penetras o labirinto das aspirações com desmedida avidez, atropelando aqueles que se opõem, dificultando o teu avanço.
Assessorado por sicários desencarnados que te espreitam, vingadores, nada vês senão o que ambicionas, nada queres senão o que colima nos sonhos que a realidade vai consumir.
A riqueza te parece uma das mais importantes metas e te afervoras em adquiri-las sejam quais forem os meios.
Com ela, supões, poderás ajudar, ampliando o serviço de auxílio aos que deambulam sofredores e inertes nos braços da miséria e da aflição.
Mente clarificada enriquece-te de valores que desprezas por outros valores.
Se parares a meditar, aprofundando as razões do teu renascimento concluiráS que paixão idêntica te consumiu ontem, quando resvalaste através das fissuras morais que a imprevidência abriu, asfixiando e malogrando a experiência carnal...
Providencialmente renasceste em lar humilde, convocado a rudes lutas para que as batalhas aspérrimas te felicitassem com forças morais o caráter.
A saúde que te visita as células é concessão para que possas, fortalecido, resgatar, evoluir, edificar.
Além de mil favores com que fôste afortunado desde o berço, alguns dos quais em forma de limitação e dificuldade, outros como inteligência e equilíbrio psíquico, recebeste o tesouro espírita de que te assenhoreaste, como providência salvadora, face à possibilidade de reincidires na mesma loucura dantanho.
Pára, portanto, enquanto não te perturbas ante compromissos mais graves.
Retorna ao ponto de partida com as mãos vazias é certo mas de consciência tranqüila.
Ambição desmedida é portal para a loucura.
Olha em derredor: tudo convida ao equilíbrio, ao respeito à Lei.
O ar de que careces e que te não falta;
A linfa imprescindível e que canta junto às tuas necessidades;
O pão generoso e insubstituível que se multiplica farto no solo;
A paisagem em festa para os teus olhos cansados.
Estendem-se as bençãos do Nosso Pai ao verme do subsolo e às constelações, em toda a parte.
O relógio da criação da vida na Terra assinala para os homens somente alguns minutos transcorridos em relação ao turbilhão inicial das construções geológicas e das primeiras formas...
Não te apresses pelo corredor da irresponsabilidade que leva à auto-destruição. Estuga o passo na aduana e refaze o caminho...
Conhecimento espírita pode ser comparado a anticorpo excepcional para o virus da ambição degenerescente.
Ensinamento espírita é também vigor para o equilíbrio manter-se sereno embora as vicissitudes.
Nunca estarás a sós nas tuas lutas de sublimação.
Na certeza de que prosseguirás depois da morte com os valores a que te afervores, considera a mensagem espírita e cristã da prudência e do amor, e não te deixes aniquilar pelos tormentos de agora, pois que, além das portas do horto de amarguras em que te encontras, frondes protetoras aguardam por ti e caminhos amenos esperam teus pés andarilhos na busca sublime da paz, à semelhança d’Aquele que tudo cedeu para tudo possuir.
 
ESPÍRITO E VIDA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS



Escrito por EDUARDO BARROS às 08h02
[ ] [ envie esta mensagem ]


APARELHADO
 
“Tendo o homem que progredir, os males a que se acha exposto são um estimulante para o exercício de sua inteligência, de todas as suas faculdades físicas e morais, incitando-o a procurar os meios de evitá-los. Se ele nada houvesse de temer, nenhuma necessidade o induziria a procurar o melhor; o espírito se lhe entorpeceria na inatividade; nada inventaria, nem descobriria. A dor é o aguilhão que o impele para a frente, na senda do progresso.
A GÊNESE — Capítulo 3º — Item 5.

Nas atividades diárias ocultas, numa discreta e aparente tranqüilidade, o vulcão voraz que estruge e arde interiormente, aniquilando-te com lento e seguro vigor.
Cessada a labuta, no silêncio que se faz natural e que deverias reservar à prece e à meditação, dás largas ao desespero, alimentando fantasmas e duendes adversários da paz.
Rebelas-te e te arrojas às furnas hediondas do medo, caindo inerte nos braços da ira.
Os dias são consumidos pela ansiedade de logo passarem, como se desejasses competir com a marcha equilibrada do tempo, a fim de acabar tudo, consumir-se para esquecer.
Não ignoras que ninguém consegue esquecer a responsabilidade e sabes que sofrimento é resgate.
Valorizas os problemas afugentes e os vitalizas com a contribuição de forças vivas que os corporificam nas províncias da mente conturbada.
Exclamas que tens dificuldades inumeráveis e que tudo parece conspirar contra os teus desejos.
Mal te apercebes que aquilo que gostarias de possuir e quanto anelas fruir poderia representar uma soma de cruéis suplícios e amargores cujo travo desconheces.
Cultivas pessimismo e naturalmente recolhes miasmas pestilenciais.
Uma visão educada para descobrir espinhos, num roseiral apenas encontra acúleos.
Sai, no entanto, do ergástulo do eu e visita a paisagem... Há homens e mulheres mutilados e disformes, limitados e sem movimentos, enfermos e atrofiados, bendizendo a vida e sorrindo...
Inundam-se de sol, clareiam-se com a esperança, glorificam a vida.
Observa-os lutando para conseguirem o mínimo que na tua organização celular é abundância. O que lhes falta é fartura no teu corpo. O que não têm, sobra-te.
Não te invejam, não te reclamam.
Lutam, sofrem, empreendem a viagem do esforço contínuo, denodados, tentando vitória sobre as deficiências.
Aparelhado como te encontras e enriquecido pela dádiva de um corpo harmônico mutilas-te, deformas-te, limitas-te, emparedas-te na redoma de injustificável rebeldia...
Arrastas-te, vencido, tentando refletir uma serenidade que preferes não gozar, inquieto, em nevrose...
A viciação mental exala fluidos tão destruidores como o são os gases letais.
O homem é o que eLucubra e prefere nos rincões da mente, pelo que pensa.
Pensamento — atitude.
Vibram em todas as direções as ondas mentais através dos fluidos teledinâmicos.
Vampirismos e obsessões interligam encarnados e desencarnados, através de princípios semelhantes aos da indução magnética, favorecendo processos de parasitose psíquica, que geram delinqüências multiformes.
Manifestando sua sabedoria o Excelso Pai a todos aparelhou na Criação, para que se realizem na Terra os misteres da evolução.
Os entomologistas, após milhares de observações cuidadosas, apresentam a cada instante o testemunho eloqüente da sábia legislação divina.
Os insetos, por exemplo, respiram através de tubos. Mesmo que os seus corpos aumentem de volume os tubos não crescem na mesma proporção. Graças a isso, o seu tamanho é limitado.
As abelhas, que têm merecido especiais estudos, dão lições de equipe, harmonia e disciplina a muitos homens civilizados.
Entre os peixes, o salmão, à época da desova, abandona as águas onde se encontra e volta ao rio em que nasceu, viajando contra a corrente, pelo lado do afluente que lhe serviu de berço e aí procria.
As enguias sempre retornam às Berrnudas para a procriação, após o que, morrem... Seus descendentes, no entanto, aparentemente desprovidos de meios voltam às mesmas águas donde emigraram seus ancestrais e habitam mares, lagos, rios nos diversos pontos da Terra sem se extraviarem.
Refaze o teu caminho e recobra o alento.
Bendize o sofrimento. Ele é, por enquanto, o escoadouro dos teus débitos. Assemelha-se a dreno incômodo mas salvador, sem o qual perecerias.
A humanidade se tem levantado graças às renúncias e sacrifícios dos sofredores.
O Cristianismo, entoando a melodia da vitória incorruptível da vida, sustenta seus alicerces no martirológico... E a mensagem Espírita que agora te fala sobre a imortalidade e a honra de sofrer vencendo a dor, é apresentado pelos que viveram na Terra, aqui sofreram, lutaram, pagando à vida física o seu tributo, e hoje, livres, valorizam no seu legítimo significado a função do sofrimento em que forjaram a paz e a harmonia que agora desfrutam.

ESPÍRITO E VIDA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS



Escrito por EDUARDO BARROS às 08h50
[ ] [ envie esta mensagem ]


EM PAZ
 
“Desimpedida a visão espiritual das belidas que a obscureciam, eles o verão de todo lugar onde se achem, mesmo da Terra, porqüanto Deus está em toda parte.”
A GÊNESE — Capítulo 2º — Item 34.

Porque depares a dissipação e o vício nas diversas esquinas do caminho, não consideres a estância terrestre como um pardieiro onde o crime se agasalha.
Porque a enfermidade seja uma constante na caminhada humana, não creias que a Terra seja um hospital de infelizes experimentando tormentos inomináveis.
Porque a solidão te ofereça agasalho vigoroso, não permitas o aniquilamento do instinto gregário que a todos impele para a vida em comunidade.
Porque problemas de vária ordem te amesquinhem, abrutalhando os sentimentos que trabalhavas para a sublimação interior, não penses que a dor é operária impiedosa e invencível a soldo da divina inclemência.
Porque a loucura faz caça ao prazer, não justifiques a delinqüência pessoal, acumpliciando-te cada vez mais com os verdugos da própria serenidade.
Porque dourados tetos acobertam a intrujice e o crime, como se a vitória do poder fosse áulico dos desonestos não os invejes, revoltado ante as duras penas que expunges...
Há muitos cristãos e espíritas que embora as lides doutrinárias a que se ligam perseguem os lauréis do engano com infatigável destemor.
Dizem acreditar na imortalidade do espírito, mas agem às tontas, às cegas.
Informam acatar a diretriz evangélica, no entanto, vivem distanciados dos nímios postulados da honestidade e do equilíbrio.
Afirmam a excelência da fé a que se irmanam, todavia, conduzem as atitudes em sentido oposto aos roteiros que pretendem testemunhar.
Esclarecem o valor da pureza e lecionam solidariedade e amor, entretanto, utilizam-se dos ardis que os maus movimentam e pensam sempre em si, criando e mantendo círculos estreitos de amizade.
Acatam as instruções dos Espíritos e se emocionam com as narrativas da Erraticidade, conquanto prefiram o “hoje” e nesse “hoje” somente o “agora”, tendo em vista o “amanhã” nas mesmas bases do “hoje”.
Explica-se que as circunstâncias da vida moderna são os fatores causais da desordem moral e social que estruge vitoriosa em toda parte. Convém, porém, recordar que Jesus nascendo na hora e no dia de Augusto, e vivendo no reinado de espoliamentos morais e econômicos de libério, edificou uma Humanidade em bases superiores, imolando ao ideal do amor a própria vida.
Depois de doutorar-se em Medicina, em Londres, com todas as láureas em todas as disciplinas, e defender com brilhantismo invulgar a cátedra que lecionou por apenas um ano, Vivekananda descobriu que perdera o contato com Deus.
Abandonou tudo: glórias, honras, posição, grandeza e retornou à Pátria para reencontrar-se, reencontrar Deus.
Logo chegou foi visitar o seu velho preceptor espiritual. Às primeiras palavras o mestre ordenou-lhe silêncio, com um gesto típico, apontando-lhe humilde assento e o deixando em quietação.
Decorridas algumas horas, este, por sua vez, sentou-se-lhe ao lado e o inquiriu bondosamente.
— “Desejava reencontrar Deus” — respondeu-lhe o discípulo emocionado, após minudenciar as conquistas e buscas, as lutas e triunfos, a grande frustração espiritual.
Mergulhando em meditação demorada o guru quedou-se, para depois dirigir-lhe ossudo dedo entre a quarta e quinta costela, na direção do coração, como a dizer-lhe que ali, no mundo, ele o encontraria...
Apaga, no mergulho da prece e da meditação, em ensimesmamentos espirituais, as chamas da inquietude e faze bastante silêncio no espírito aturdido.
Examina em profundidade o que desejas realmente, como o pretendes, para quanto tempo o queres.
Depois busca a renovação na fé viva e avança pelos rumos difíceis.
Nada te empanará o brilho do entusiasmo, nenhuma sombra te perturbará.
Os maus não te farão mau, os doentes não te contaminarão, os infelizes não te inquietarão.
Brilhará a tua luz em toda parte se te ligares a Jesus, o Dínamo Sublime, e estarás tranqüilo mesmo quando soe a hora do despertamento consciencial com a chegada da desencarnação, porquanto, com Deus, em paz, sentirás, em paz, Deus contigo.

ESPÍRITO E VIDA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS



Escrito por EDUARDO BARROS às 13h02
[ ] [ envie esta mensagem ]


LUTA E LIBERTAÇÃO
 
“A vossa visão se detinha no túmulo, nós vos desvendamos, para lá desde, um esplêndido horizonte. Não sabíeis porque sofreis na Terra, agora, no sofrimento, vêdes a justiça de Deus.”
A GÊNESE — Capítulo 1º — Ítem 62.

        Estás empenhado numa grande luta.
        Conflito sem quartel a espraiar-se indomável.
Avalanches aflitivas que surgem, soterrando esperanças.
Batalhas encarniçadas que aparecem, dizimando corações.
Ninguém está em paz total.
Se por um lado as mentes se alçam às culminâncias da técnica, construindo os admiráveis instrumentos da pesquisa, construção e transporte, por outro lado, as diferenças morais e econômicas proporcionam as quedas desastrosas do sentimento.
E apesar das fácilidades modernas enxameiam misérias indescritíveis.
Com tanta luz projetada nos caminhos da razão as trevas se demoram densas e ameaçadoras..
Das tormentas, porém, advêm as alvíssaras da tranqüilidade.
A luta é, indubitavelmente, uma imposição evolutiva.
Mantém-se o corpo através do conflito celular.
Voeja a borboleta com a dilaceração da lagarta. Sustenta-se a árvore com a decomposição dos tecidos que a adubam.
Comprometido com a retaguarda espiritual, o homem de hoje como o de ontem, recupera os patrimônios da vida com que se comprometeu em arremetidas da loucura.
Trazendo à atualidade o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Doutrina Espírita ensina mudança de rumo para o pensamento, e realização edificante para o sentimento.
Objetivando a construção da felicidade no cerne das criaturas oferece a instrumentação do esclarecimento e dos fatos, convocando as forças atuantes de cada um para a batalha real da libertação total.
Não somente luta externa pelo poder que não felicita.
Nem luta interna sob o guante das seduções degeneradoras.
Extinção do mal interno angustiante e vigoroso —eis o objetivo essencial.
Libertação de todo gozo fácil e breve, para realização do gozo pleno e total.
Repetindo a sentença do Mestre que “não veio destruir a Lei mas dar-lhe cumprimento” asseveram os Espíritos da Luz que o Espiritismo “não vem destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução”.
Resolve-te, pois, quanto antes e sem demora, ao empreendimento da auto-libertação e não te faltarão os recursos para a vitória imperiosa e inadiável sobre ti mesmo, nas grandes lutas do momento em que a espécie humana se encontra para a sublime ascensão.

ESPÍRITO E VIDA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h48
[ ] [ envie esta mensagem ]


FÉ E CONDUTA
 
“Pelo Espiritismo, o homem sabe donde vem, para onde vai, porque está na Terra, porque sofre temporariamente e vê por toda parte a justiça de Deus.”
A GÊNESE — Capítulo 1º — Item 30.

Vive o cristão moderno na catedral forense da Fé à semelhança de nobres expositores em inoperância, discursando para ouvintes impassíveis.
Apontam deficiências, apresentam sugestões, impõem diretrizes, sem resolverem o problema da multidão que os contempla em modorra silenciosa.
Não ajudam positivamente. Não se melhoram, embora as respeitáveis afirmações da referência pessoal.
Quando silenciam e demandam a via pública conduzem valiosos conceitos de bolso e alma vazia.
Alguns, ligados às diretrizes de Rosa, procuram apenas observar fórmulas exteriores, complicando a Promessa Divina em liturgias aparatosas que imprimem respeito às aparências desvaliosas.
Outros, comprometidos com as igrejas nascidas na Reforma, expõem a letra morta da Lei, transformando-se em juízes severos, contando consciências salvas, dividindo as criaturas e organizando estatutos de conduta para o próximo em expressivos discursos teológicos, dominados, muitas vezes, por ódios de grupos que se digladiam.
E outros mais, irmanam-se aos compromissos espiritistas, experimentando a mensagem da Lei infatigável, no corpo da existência física. Mesmo assim, repetem os equívocos dos aparatosos irmãos romanos e apresentam verbetes onde fulguram luminosos conceitos de fé.
Quando, porém, todos despirem a túnica da carne e demandarem o Supremo Tribunal, o Grande Juiz os fitará com a decepção estampada na face, e, precípites, os desconcertados crentes passarão às justificativas a que se habituaram enquanto no caminho.
O filho de Roma dir-se-á ludibriado pela tradição religiosa, transferindo a responsabilidade dos seus insucessos espirituais aos mentores que o norteavam.
O discípulo da Reforma fará citações oportunas recordando que a fé salva mas sem justificação para a ausência de anotações de trabalho na ficha de serviço fraterno.
Mais lamentável deverá ser a situação do discípulo de Allan Kardec, que conheceu por experiência pessoal a expressão nobre da fé que descortinou. Não terá justificativa porque sabe que fé é norma de conduta.
Fé é enflorescimento — conduta é fruto.
De mãos vazias, todos estarão aguardando a resposta no Grande Tribunal.
Aos primeiros, o Grande Magistrado concederá o ensejo de reaprender, retornando à escola da carne pelo caminho do sofrimento...
Aos segundos, o Chefe Supremo oferecerá a oportunidade nova de serviço na gleba feliz do mundo, tendo a mente tarda e ágeis as mãos.
Mas aos servidores negligentes, conhecedores da sabedoria da Lei divina, o Patriarca Celeste sentenciará:
“Tenho piedade de vós! Retornareis ao ilhéu da matéria no oceano da dor... Não somente para servir mas também para meditar e aprender. Ali o tempo caminhará convosco trabalhando, em vosso coração a mensagem viva do dever”.
Tal será o resultado do julgamento quando os pregoeiros da palavra e da crença, na grande catedral forense da fé, retornarem à ribalta do mundo para a sublimação dos ideais, no carreiro da Caridade.
Mergulha, desse modo, o pensamento no estudo e na prática do Espiritismo, assenhoreando-te do conhecimento para identificares os móveis dos sofrimentos atuais, corrigindo arestas morais e construindo em volta dos próprios passos uma senda de luz, por onde possam avançar outros pés, no rumo da libertação plena.

ESPÍRITO E VIDA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h46
[ ] [ envie esta mensagem ]


ANTE A SEARA ESPÍRITA
 
“O Espiritismo, partindo das próprias palavras do Cristo, como este partiu das de Moisés, é conseqüência direta da sua doutrina.”
A GÊNESE — Capítulo 1º — Item 30.

No campo espírita há lugar para todas as modalidades de labor que se possam imaginar, para quem deseja atingir a paz com felicidade plena.
A grande aspiração dos primeiros seguidores do Cristianismo nascente agora se repete entre os adeptos do Espiritismo — o Cristianismo reinante.
O espírita mantém vida pública em inalterável atuação produtiva.
Não tem horas reservadas para o auxílio — ajuda sempre.
Não usa o tempo em contemplação paralisante —age sem cansaço.
Não transforma a oração em petição de auto-beneficiamento — faz da prece meio de comunicação com o Senhor.
Não confia, demorando-se em atitude morna e inoperante de espera inútil — utiliza os valores do tempo e conquista mérito.
Não relega aos Anjos Tutelares as tarefas que lhe competem — crê no auxílio do Céu mas trabalha nos deveres da Terra.
Não permuta com o Pai os valores do mundo em negociações ilícitas — reconhece-se como devedor permanente do Grande Criador e dá-lhe a vida inteira.
O espírita, repetimos, estuda e aprende.
Em círculos de estudos realiza a cultura e, aprendendo, ilumina a mente.
Ama e engrandece-se pelo trabalho.
Na seara do bem desenvolve e santifica o sentimento.
Respeita no mundo o Grande Lar que o Genitor Divino erigiu.
E enobrece pela conduta reta o humilde lar que edifica para a felicidade da família.
Difunde a Suprema Misericórdia em exórdios candentes e apaixonados.
E realiza discursos de amor em atos de misericórdia para com os infelizes.
Acata as diretrizes das Leis Cármicas com que a Vida o corrige e educa.
E usa o perdão como medicamento valioso para quantos o ferem na existência física.
Cumpre o dever da prece em conjunto, no Templo de edificações coletivas.
E ora em segredo no silêncio da mente quando realiza, sofre ou é feliz.
Presta culto de sublimação à Sapiente Causa.
E descobre em todos os anciãos a figura do pai alquebrado, necessitando de braços que os amparem.
O Céu é o porto ansiosamente sonhado.
E a Terra é a escola de bênçãos preparatórias.
Sabe que a fé, a demorar-se em êxtase, é improdutiva, porque tem em Jesus o Mestre da ação incansável.
Dedica-te, assim, se buscas o campo espírita para a realização do auto-aprimoramento, porqüanto a felicidade prometida pelo Amigo Inconfundível não édaquele que a assalta mas de quem sabe agir, permanecer e confiar nela.

ESPÍRITO E VIDA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h51
[ ] [ envie esta mensagem ]


O MUNDO E TU
 
“No mundo dos Espíritos há compensações para todas as virtudes, mas há também penalidades para todas as faltas e, destas, as que escaparam às leis dos homens são infalivelmente atingidas pelas de Deus.”
O CÉU E O INFERNO — 2ª parte — Capítulo 6º — Item 19. (Comentários — O Espírito de Castenaudary).

Os olhos umedecem quando meditas, considerando as pequenas migalhas que te exornam a existência, como minguadas concessões que consegues desfrutar.
Deslizam, ao teu lado, sobre as águas cantantes do rio do prazer as barcaças da ilusão apinhadas de aficionados.
Parecem felizes, competindo com a luz formosa, adereçados de encantamentos, num festival de radiosa febricidade de alegria. Gostarias de ser como eles.
Alguns passam céleres pela tua porta em veículos modernos de extravagante arrogância, com petulante desdém, espraiando o triunfo pessoal que os empolga. Desejarias fruir, como eles, algumas horas de sonhos.
Muitos desfilam, vaidosos, e repousam em tronos de alegria e beleza, imperando vitoriosos, embriagados de poder. Anelarias experimentar as emoções que os amolentam.
Conheces da experiência carnal somente dificuldades.
O pão te chega à mesa a preço de amorgo suor.
Carpes incompreensão em poço de indescritível soledade.
Consegues o mínimo com esforço inaudito.
A alegria é hóspede desconhecido do teu coração.
Nenhuma extravagância, nenhum excesso.
As horas dividem-se entre deveres e deveres.
Parece-te que a lei da divina justiça te tributa pesado imposto pela honra da vida.
Assinalas nos outros o que eles exibem e que lhes não pertence.
Não creias em felicidade a manifestar-se ruidosa.
Não confundas triunfo com algazarra.
Muitos vencedores foram assassinados após as vitórias, enquanto repousavam em coxins suaves.
Escravos de si mesmos e escravos de outros escravos que os dominam às ocultas têm sede de liberdade e vida simples, esses que te exibem sorrisos profissionais de falsa alegria.
Pensas que eles tudo têm mas em verdade não se têm sequer a si próprios. Não conseguem desvencilhar-se do cipoal a que se enovelaram nem conseguem sobreviver sem o tóxico que os aniquila vigorosamente.
Choram sem lágrimas, pois que estas secaram pelos caminhos que percorreram na terrível busca desse nada.
Sofrem e não encontram ouvidos que os escutem.
Aqueles que os cercam, quase sempre desejam roubar-lhes o lugar para envergarem as suas amarfanhadas fantasias. Embora os aplausos, os sorrisos e os amigos, vivem sozinhos...
És livre, porém, apesar dos elos da cadeia dos deveres nobilitantes.
Ama apesar de não receberes retribuição.
Ajuda mesmo sem a consideração dos socorridos.
Estende os tecidos da esperança embora não te identifiquem os beneficiados.
Podes fruir a paz que dimana da prece e a harmonia que se derrama da fé.
Possuis felicidade sem mesclas de crime nem bases de enganos.
Não invejes os que se estão atirando ao autocídio inconsciente.
Pensa nesses triunfadores enganados com simpatia e cordialidade.
Exulta por te encontrares em pleno caminho de redenção espiritual, expungindo enquanto outros se infelicitam, libertando-te ao tempo em que outros se enclausuram.
E se puderes partir os elos mesquinhos da auto-compaixão infundada e desnecessária, bendize o que tens, a vida que experimentas e a fé cristã-espírita que te ilumina interiormente conseguindo sobrepor os ideais incorruptíveis da imortalidade aos jogos vis e escravocratas do mundo.
Muito oportuno recordares o ensino de Jesus:
“No mundo só tereis aflições”... mas os que porfiarem fiéis até o fim herdarão a glória excelsa.

ESPÍRITO E VIDA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h43
[ ] [ envie esta mensagem ]


NEGOCIAÇÕES COM DESENCARNADOS
 
“A proibição de Moisés era assaz justa, porque a evocação dos mortos não se originava nos sentimentos de respeito, afeição ou piedade para com eles, sendo antes um recurso para adivinhações, tal como nos angúrios e presságios explorados pelo charlatanismo, e pela superstição. Essas práticas, ao que parece, também eram objeto de negócio e Moisés, por mais que fizesse, não conseguiu desentranhá-las dos costumes populares.”
O CÉU E O INFERNO - 1ª parte — Capítulo 11º — Ítem 4.

Contam que Periandro, o tirano de Corinto, depois da desencarnação de Melisses, sua esposa, mandou evocar-lhe o espírito, através de famoso médium de Dodona, no Epiro, a fim de informar-se quanto ao local em que fora enterrado um tesouro e cujo segredo levara para o túmulo. O espírito, no entanto, recusou-se a divulgar a informação sob a alegação de que o marido esquecera de prestar-lhe algumas homenagens póstumas. Ciente da queixa da “sombra”, mandou Periandro que se fizessem as cerimônias, após o que, o espírito deu os pormenores solicitados.
Desde a mais remota antigüidade as sombras dos mortos eram convocadas ao comércio com os homens, em nefandas mancomunações, alongando e mantendo no além-túmulo os vínculos com as paixões turbulentas e mesquinhas que os caracterizavam, com resultados quase sempre decepcionantes...
Em todos os povos as oferendas aos desencarnados eram feitas através de evocações burlescas e selvagens, nas quais se pretendia intercâmbio rendoso e imediato. Tais práticas, apesar de degradantes, alongaram-se pelos séculos e, ainda hoje, não são poucos aqueles que supõem encontrar nas modernas sessões mediúnicas do Espiritismo cristão, as possibilidades de negociar com os desencarnados em propostas ridículas, vazadas nos mais eloqüentes despropósitos.
Médiuns há que sintonizam com espíritos de todo quilate.
Espíritos há que se comprazem em intercâmbio com médiuns possuidores dos mais abjetos sentimentos.
O Mundo Espiritual é residência fixa dos viajantes do mundo corporal...
Cá e lá as condições de vida se assemelham, as circunstâncias morais têm as mesmas nuances.
Não há porque estranhar repontem em todo lugar as informações apaixonadas deste ou daquele negocista das especiarias mediúnicas, relatando descobertas valiosas, doando possibilidades de vida fácil e sem esforço, deslumbrados pelo que os Espíritos dizem e se propõem fazer...
Os desencarnados, embora considerados mortos vivem, e mesmo os menos esclarecidos podem informar, esclarecer, falar do passado, pensar, homens que foram, espíritos que são, com preferências, com aspirações.
Tens, porém, a Doutrina Espírita para teu consolo e roteiro. Não te mente para agradar, não te engana para conquistar.
Consola-te e recomenda cuidado com o erro e o crime.
Guia-te e liberta-te das paixões.
Diante do sofrimento não alude à dor com evasivas, utilizando o desculpismo de tão bom paladar para os trêfagos.
Mas te fala dos erros de ontem que hoje resgatas, e, quando separado de a quem amas por este ou aquele motivo, não te acena vãs promessas e loucas esperanças, esclarecendo que o óbice de agora é lição para o futuro, preconizando fraternidade e amor em moldes elevados e libertadores.
Não te enganes nem enganes a ninguém.
O Espiritismo é como a luz — não enseja equívocos.
Prometido por Jesus e por Ele próprio denominado Consolador, o Espiritismo ajuda o espírito a ascender, embora seja através da cruz de provações que outra não foi, senão aquela mesma que o Mestre conduziu ao Calvário, e na qual ensinou libertação e felicidade perene à Humanidade, milênios afora, em sublime negociação de amor sem fim.

ESPÍRITO E VIDA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h52
[ ] [ envie esta mensagem ]


DINAMISMO PARA A PAZ
 
“O bem e o mal são praticados pela função do livre arbítrio, e, conseguintemente, sem que o Espírito seja fatalmente impelido para um ou outro.
Persistindo no mal, sofrerá as conseqüências por tanto tempo quanto durar, a persistência, do mesmo modo que, dando um passo para o bem, sente imediatamente benéficos efeitos.”
O CÉU E O INFERNO 1ª parte, Capítulo 7º — Item 20.

        Dificuldades, todos enfrentamos pela rota evolutiva.
Aflições, todos experimentamos no exercício da sublimação.
Ansiedades, todos agasalhamos na execução do programa de libertação íntima.
No entanto, porque acidentes da estrada ocultem a meta de destino não significa isto o desaparecimento do objetivo a alcançar. Nem porque a noite em se assenhorando da abóbada celeste espalhe sombras, deixa de recamar-se o firmamento com astros que fulguram, confirmando o sol presente...
Faz-se necessário que a luta árdua seja contínua para que se comprove a excelência do lidador.
E nesse particular o estudante do Evangelho não tem motivos para estranheza.
Resnacido sob o sinete de débitos passados, é constrangido à recuperação na senda da ação enobrecedora, não conseguindo evadir-se da cela do compromisso sem os danos da fuga pela porta da irresponsabilidade.
Estigmatizado interiormente pela aflição punitiva a que faz jus como corretivo adequado, não encontra lugar de repouso nem sítio de paz, senão entre as urzes da tarefa renovadora e os calhaus dos deveres.
Afervorados, porém, ao ideal e vitalizado pelo Evangelho alimenta-se de esperança para, apaziguado, prosseguir sem deserção.
Convidado a doar, todos esperam que te does integralmente.
Instado a amar, todos aguardam que teu amor se individualize em relação a cada um sem que te esqueças de ninguém, esquecido, no entanto, de ti mesmo.
Levado a ajudar, todos esperam que teus braços sejam sempre como conchas de socorro sem tempo de ajudar-te, consoante os padrões da vida que todos pedem viver.
Sucede, desse modo, que o cristão verdadeiro carrega o Cristo para todos e, ao conduzi-Lo, renova-se e vive naturalmente.
Mas não se pertence.
Não se permite prêmios.
Doando-se não se pode prender, amando não aguarda amor e ajudando não lhe é lícito predileção no tipo de auxílio a distender.
Torna-se o irmão de todos, faz-se compreensão para todos.
É uma gota de paz no oceano dos conflitos.
Não esmorece, pois que, possuindo a paz de espírito, é mordomo de tesouros que o capacitam ao sacrifício e à redenção.
A fim de que a paz do Cristo te afaste os obstáculos, as aflições e os anseios, faze um programa de manutenção e assistência, fácilitando-lhe a continuidade nos recônditos do ser.
Disciplina o tempo e estuda a Doutrina dos Espíritos na qual haures equilíbrio; seleciona pensamentos, vitalizando apenas os que edificam, para os amadureceres pela meditação, a fim de que se corporifiquem como benfeitores; visita dores maiores do que as tuas com alguma freqüência; acompanha um féretro, ao lado dos que experimentam a ausência do ser querido, para te lembrares da própria desencarnação, que logo mais advirá; descarrega a tensão nervosa num trabalho físico com regularidade; distribui algo pessoal para treinares o desapego às coisas que ficam na retaguarda, e ora, com assiduidade, a fim de que as ondas da inspiração superior visitem tua casa mental e lubrifiquem peças e impLementos do aparelho elétrico do sistema nervoso que te serve de sustentáculo.
Liberta-te do ciúme — chaga atroz.
Aniquila a dúvida — sombra perturbadora.
Expulsa a suspeita — adversária cruel.
Dissolve a preguiça — entorpecente maldito.
Anula a cólera — fâmulo criminoso.
Combate a malícia — tóxico aniquilante.
Dá o teu esforço para que recebas o reforço necessário.
Não há oferendas sem base de mérito relativo nos arraiais da evolução.
A corrente elétrica produz se o dínamo gera energia e a aparelhagem funciona se ajustada à ciclagem por onde corre a potencialidade energética.
Tendo no Cristo o dínamo potente a gerar corrente incessantemente, ajusta-te ao seu diagrama de serviço para que brilhem e se movimentem em ti a paz e a felicidade de que careces, e vencerás dificuldades, aflições, ansiedades, vivendo uma vida harmoniosa numa ascensão perfeita e libertadora.

ESPÍRITO E VIDA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS



Escrito por EDUARDO BARROS às 13h22
[ ] [ envie esta mensagem ]


FIELMENTE
 
“O bem e mal que fazemos decorrem das qualidades que possuímos. Não fazer o bem quando podemos é, portanto, o resultado de uma imperfeição. Se toda imperfeição é fonte de sofrimento, o Espírito deve sofrer não somente pelo mal que fez como pelo bem que deixou de fazer na vida terrestre.”
O CÉU E O INFERNO 1ª parte — Capítulo 7º — Item 6.

Cônscio das lutas reservadas aos fiéis trabalhadores da sementeira evangélica, Jesus foi definitivo: “No mundo — disse Ele — só tereis aflições”.
Comparava o Senhor a caminhada cristã ao ingente trabalho sobre a gleba humilde e boa, para a aquisição do pão.
Aqueles que desejassem serenidade antes da sementeira e bênção antes do merecimento, certamente veriam com desencanto a terra cobrir-se de cardo e urze perdendo o tempo e a oportunidade. E, se repousam prematuramente, reservam ingentes lutas para a própria subsistência no futuro.
No entanto, cientificados da necessidade de laborar, se se dispusessem a aprofundar sulcos, vergastando abismos para que os grãos atingissem a madre interna do solo, sofreriam o acúleo, a tormenta, a canícula e o cansaço, banhando-se de suor, mas de olhos fitos no chão coberto de vegetação e nos dedos do arvoredo, amparados pelos frutos.
Não se revoltariam por lutar nem se deixariam abater se a terra lhes negasse as primeiras dádivas, na colheita.
Pelo tirocínio, o homem sabe que, plantando, a produção advirá se os requisitos necessários forem observados e o trabalho for desenvolvido dentro das injunções tecnológicas.
É compreensível, portanto, o não haver lugar no mundo dos negócios nem dos prazeres para os lídimos cristãos. Não têm eles a pretensão de receber enflorescência antes da sementeira nem se podem candidatar à colheita enquanto a terra coberta de urze se consome na inutilidade. Sabem que o tempo desperdiçado na inoperância é abuso da fortuna do Senhor e é roubo àatividade da vida.
Por essa razão, sofrem.
Quanto mais se deixam absorver pela luta fastidiosa, sob o sol causticante, mais se lhe acentuam as rugas da dor, mais se aprofundam as feridas das mãos, mais se avoluma o cansaço sobre as costas. Porque o trabalhador fiel não se detém a reclamar nem a exigir: ele sabe que há tempo para semear como há tempo para colher.
Espíritas! Serviço cristão é sofrimento, porta de serviço para a renovação de si mesmo, estrada longa a percorrer sítios difíceis a transpor!
Náufragos não têm condições de escolher batéis salva-vidas; presidiários não podem escolher sítios para a liberdade; déspotas, no ofício da reparação, não dispõem de credenciais para as tarefas a executar.
A tua é a acre-doce luta da transformação interior.
Muitas vezes o vinagre da ingratidão ser-te-á o tônico de reconforto sob a canícula solar.
A mão espalmada do “vingador” sobre ti representará a cobrança da dívida adiada, que não podes reclamar; o desprezo, em forma de escárnio traduzirá o apelo-convite à humanidade que não pode ser desconsiderada.
E a solidão, originária nas vergastadas e no abandono te conduzirá à trilha por onde chegarás ao porto da espiritualidade maior.
Ninguém guarde, por enquanto, coroas brilhantes para a cabeça nem se iluda com os ouropéis mentirosos que enganam o tempo.
Tapetes estendidos para os teus pés podem esconder abismos, como muitas pinturas brilhantes disfarçam manchas e escabrosidades...
Tua tarefa é de sublimação interior no dia-a-dia. Para quem sabe discernir cada dia guarda uma lição; cada lição é mensagem de experiência; cada experiência significa aprendizado; cada aprendizado representa bênção e cada bênção traduz oportunidade evolutiva.
Aproveita, assim, as ensanchas que te surgem mesmo com as suas carregadas tintas e aprende a silenciar a ofensa, a desculpar o ultraje, a esquecer a malquerença, pontificando no bem infatigável sob chuvas de granizo ou vapores terrificantes de calor. Não pretendas melhor dádiva do que aquela com que foi aquinhoado o Mestre a quem serves, que, vendido, açoitado, escarnecido, e plantado numa cruz, ainda foi constrangido pela dúvida de Tomé, companheiro desatento que estava ausente...
E, se duvidam de ti — bendize ao Senhor; se zombam de ti — confia no Senhor; se te abandonam — busca o Senhor que recebeu por companheiros, à hora extrema, dois criminosos que a penologia atual, embora não os levasse à cruz, daria a cela úmida e imunda do presídio a fim de cerceá-los do convívio social em nome da ética e dos direitos legais da Sociedade.

ESPÍRITO E VIDA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS



Escrito por EDUARDO BARROS às 07h55
[ ] [ envie esta mensagem ]


FACILIDADE NAS TAREFAS
 
“Devido às suas imperfeições, o Espírito culpado sofre primeiro na vida espiritual, sendo-lhe depois facultada a vida corporal como meio de reparação.”
O CÉU E O INFERNO — 1ª parte — Capítulo 5º — Item 6

         Em consequência de uma observação apressada tem-se a impressão de que mui fácilmente, na atualidade, se pode manter conduta cristã.
Porque triunfos e comodidades assinalam a vida moderna, e em se considerando a benignidade das leis, em relação ao culto cristão, julga-se impensadamente que o momento não oferece ensejo para o martírio e a exaltação da Fé que modificou, a partir de Jesus, a estrutura sócio-moral da Humanidade.
O que ocorre, no entanto, é que a acomodação hodierna vem realizando conchavos negativos e convênios deprimentes entre a conduta cristã e a vida profana pouco recomendável, em que muitos crentes se comprazem.
Enquanto o Evangelho não triunfe no coração clareando as mentes, a fim de poder dirimir com segurança dúvidas de qualquer natureza, não conseguirá penetrar vigorosamente os portais do lar, conduzindo com eficiência o sagrado instituto da família.
Com os ensinamentos espíritas, ditados pela experiência dos desencarnados, as responsabilidades que assinalam o compromisso cristão se incorporam à vivência evangélica impondo diretrizes austeras para o dia-a-dia do homem na existência física.
Advertindo quanto ao despertamento da consciência no Além-Túmulo, os Espíritos Superiores imprimem elevação e nobreza ao crente, elegendo nele o realizador do bem indestrutível onde vive e com quem vive.
Tornando a vida cristã e espírita entibiada, muitos usuários da comodidade adaptam as disposições do Evangelho ao caráter leviano e repousam em agradáveis bem-estares, crendo passada a época dos flagícios e dos sacrifícios pelo Cristo.
Neste particular, muitos expositores das verdades espirituais preocupados com o culto da personalidade e vítimas de terrível hipertrofia da razão, evitam os temas de despertamento moral, tendo em vista agradar aos ouvintes e formar círculos de admiradores em torno do “eu”, longe, todavia, dos objetivos elevados a que se propõem.
Campeia o aborto delituoso com falsa ingenuidade a respeito da consideração pela vida, com aplausos mais ou menos generalizados.
Anticoncepcionais são utilizados em larga escala por jovens e matronas que não pretendem a maternidade, por motivos frívolos e injustificáveis. Evitam-se filhos, por considerações econômicas e outras de somenos importância, convertendo o matrimônio em comunhão menos digna...
Explicam-se viciações ditas simples em se considerando as graves dissipações.
Cultivam-se jogos e narcóticos, alcoólicos e libertinagens, elucidando-se que as questões morais nada têm a ver com a Doutrina que atualiza o Cristianismo na Sociedade.
Cambistas, agiotas e fumantes, maledicentes e caluniadores, preguiçosos e displicentes afogam a consciência nas ondas do não pensar, por enquanto, e todos se acreditam perfeitamente enqüadrados nas disposições renovadoras do Cristianismo.
Leviandades e compromissos infelizes são acalentados com sorrisos joviais como se a honra fosse uma das diversas pedras com que muitos se divertem nos tabuleiros de xadrez.
E quantos buscam reunir na vida diária e doméstica os requisitos mínimos exigíveis que traduzem a penetração do Cristo e do Espiritismo neles tão tidos à conta de fanáticos e dementes.
O dia do cristão cedo começa.
A madrugada se impõe sobre as sombras com o poder da luz.
As pequenas realizações fazem grandes os homens.
As vitórias humildes sobre as paixões aparentemente insignificantes e os singelos hábitos maus tornam valorosos os lutadores.
Somente quem é capaz de ser grande nas pequenas lutas se faz humilde nas vitórias grandiosas.
Não te empolgues com as fácilidades que te advêm, transferindo o teu campo de ação para a borda de abismos disfarçados e sedutores.
Não te enganes a ti mesmo, persuadindo-te com utopias e sofismas que não aquietam nem harmonizam os ditames de consciência.
Apresenta a verdade sem dureza e usa a bondade sem pieguismo.
O valor do caráter é medido pela perseverança nos empreendimentos superiores, sem aspereza nem amolentamento.
Sê afável e meigo a serviço do Cristo, embora os calhaus que te firam.
Os Espíritos da Luz não improvisaram santificação momentânea. Viveram retamente, na Terra, onde te demoras, perdendo, muitas vezes, para não se perderem...
Surpreende-te quando tudo correr-te muito bem e mui fácilmente.
Recorda os supliciados e agredidos de todos os tempos.
Entre eles estão os pioneiros e heróis do Conhecimento, do Amor e das Artes, e, acima de todos, se destaca um Rei trajado de singela túnica e alpercatas humílimas, que se deixou flagelar para que a Verdade de que se fizera portador não ficasse confundida com a astúcia e a mentira, mas encastelada em luz divina para se derramar sublime pelos tempos em fora, banhando de harmonia todos os corações.

ESPÍRITO E VIDA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS



Escrito por EDUARDO BARROS às 08h19
[ ] [ envie esta mensagem ]


LINGUAGEM DO PERDÃO
 
“Repara em uma vida de provações o que a outrem fêz sofrer em anterior existência. As vicissitudes que experimenta são, por sua vez, uma correção temporária e uma advertência quanto às imperfeições que lhe cumpre eliminar de si, a fim de evitar males e progredir para o bem.”
O CÉU E O INFERNO 1ª parte, Capítulo 5º — Item 3.

A pedra bruta perdoa as mãos que a ferem, transformando-se em peça de estatuária valiosa.
A lama suporta o fogo e perdoa o oleiro, convertendo-se em vaso precioso.
A fonte desrespeitada perdoa quem lhe revolve o lodo, oferecendo água cristalina depois.
O grão de trigo esmagado perdoa o agricultor que o atira ao solo, multiplicando-se em muitos grãos que enriquecem a mesa.
O ferro deixa-se dobrar sob altas temperaturas e perdoa os que o modelam, construindo segurança e conforto.
A Natureza tudo perdoa, transformando o mal aparente em bem real.
A peça apodrecida sobre o solo é absorvida e renasce em nova forma, vitalizando plantas e animais, como mensagem de perdão da terra.
Tudo ama, tudo perdoa...
Perdoa a mão que te ultraja, a boca maldizente que te calunia, o olhar invigilante que te magoa, o espfrito que a enfermidade vergasta e que te persegue...
Perdoar é impositivo para cada hora e todo instante.
No laboratório somático que serve de veículo temporário ao espírito, o amor de Deus vibra em perdão e harmonia como mensagem atuante e vigorosa, produzindo oportunidades e realizando tarefas.
Aprende, assim, a converter o mal que te fazem em bem que possas fazer.
E, se for necessário voltares ao ofensor e dele novamente sofreres ultraje, recorda que o Mestre preconizou o perdão indistinto e incondicional tantas vezes quantas fossem as ofensas.
Persevera no trabalho com que a vida te honra a reencarnação, perdoando sempre e sem cessar, e despertarás, um dia, depois de toda dor e toda sombra, além-da-matéria, libertado das ofensas e da morte no abençoado Reino do nosso Mestre, perdoado e feliz...

ESPÍRITO E VIDA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS



Escrito por EDUARDO BARROS às 08h15
[ ] [ envie esta mensagem ]


FESTIVAL DE AMOR
 
“Reina lá a verdadeira fraternidade, porque não há egoísmo; a verdadeira igualdade, porque não há orgulho, e a verdadeira liberdade por não haver desordens a reprimir, nem ambiciosos que procurem oprimir o fraco.”
O CÉU E O INFERNO — 1ª parte — Capítulo 3º — Item 11.

Canta, alma, as bênçãos da fé viva na ação edificante do bem sem limite.
Não indagues qual a técnica perfeita da arte de ajudar.
Não esperes um curso especializado para o apostolado do melhor servir.
Abre os braços e agasalha a luz do dia no coração. Sai, depois, a dilatar claridade em festa incessante de alegria.
Se te perguntarem porque, embora a dor que te oprime, sorris, responde, que apesar do lodo junto à raiz, e por isso mesmo, o lírio esplendente de imaculada alvura esparze aroma.
Se te interrogarem quanto à utilidade do teu mister, reflete no mecanismo da vida, que transforma a
abelha diligente em serva da tua mesa, e reparte a
grandeza do serviço beneficente.
Ama, e coroarás as horas de luz; serve, e adornarás o coração de intérmina ventura.
No turbilhão do vozeiro moderno ausculta a pulsação do progresso e ouvirás a rés-do-chão um débil gemido ou um choro cansado que não cessa; vasculhando a noite com intensa expectativa identificarás homens fracos que o cansaço venceu; flamando pelas rotas do abandono tropeçarás em retalhos de gente, emaranhados na sarjeta do esquecimento, em trapos lodosos e despedaçados; vagueando nos lagos onde a dor se agasalha verás o azeite da vida se acabando nos vasos ressequidos, em que se transformaram organismos estiolados pela fome e pela enfermidade.
Muitos desses, ainda crianças, seriam os homens do amanhã que o presente tudo faz por negar a oportunidade de avançarem na rota da jornada evolutiva. A destinação histórica do futuro vai esmagada no frenesi teimoso do “agora”.
Escuta-os sem as palavras que não ousam articular e recebe-os no coração sem exigências punitivas. Dês que os não podes levar para o lar que te agasalha, sorri e ajuda-os como puderes, considerando que sempre podes fazer algo por eles.
Se, todavia, te for possível recebê-los, ama-os como se fossem enflorescências da tua carne.
Pouco te importe sejam grandes ou pequenos, os sofredores.
O amor verdadeiro não escolhe dimensão nem seleciona aparências. É santificante concessão de Deus para enriquecimento da vida.
Urge fazeres algo por eles, os teimosamente abandonados do caminho: órfãos dos teus olhos não os vias; aflitos, que em soluços junto à tua companhia, não tinham ninguém...
Quando alguém ama realmente uma criança que recebe e lhe não pertence pela carne, a humanidade consegue um crédito da vida.
Quando um espírito valoroso derrama a taça da afeição e do socorro legítimo no gral de quem sofre, o mundo se engrandece com ele.
É graças a esses, os irmãos pequeninos e sofredores, que a esperança se envolve de bênçãos e permanece entre as criaturas.
Faze da tua comunhão com o Cristo, a Quem dizes amar, um ato de abnegação junto aos que necessitam de carinho, produzindo o teu nobre esforço ao lado deles um excelente festival de amor.
Olhos marejados de pranto, além-da-sepultura fitam os filhos que ficaram ou afetos que permaneceram na retaguarda e corações que não cessam de pulsar embora a desencarnação, latejam em apressado ritmo, quando te acercas desses filhos desses quereres...
Não justifiques enfermidade, se pretendes disfarçar a indiferença em que te comprazes discretamente, nem te apegues aos sofrimentos da leviandade se queres desculpar a impiedade que te cerceia os passos.
Os que hoje são pequenos amanhã crescerão. Evita avinagrares a água da misericórdia que lhes ofereces, sem o azedume da infelicidade que dizes sofrer. Talvez eles sejam o sorriso dos teus lábios, mais tarde, se souberes o que fazer.
Os que já viveram, sofrem e podem compreender.
Sai da tua enfermidade imaginária para a ação curadora e faze uma doação de ternura, saudando neles, os amargurados que Jesus te apresenta, o sol formoso do dia sem fim da tua Imortalidade.
Quem O contemplasse entre as palhas ressequidas do berço improvisado não suporia que ali estava o Rei do Orbe, e quem se detivesse a contemplá-Lo coroado de espinhos, em extremo ridículo, silencioso e triste, não acreditaria que era o Excelso Filho de Deus. No entanto, foi entre aqueles dois polos, o berço e a cruz, que ele traçou a ponte de libertação, instaurando, de logo, o primado do espírito, com o próprio exemplo de renúncia total e total amor à humanidade de todos os tempos, de modo a conduzir-te ainda hoje, na direção dos Cimos da Vida.

ESPÍRITO E VIDA
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS



Escrito por EDUARDO BARROS às 08h40
[ ] [ envie esta mensagem ]

 

ALLAN KARDEC


BEZERRA DE MENEZES


MÃE DE JESUS

BICENTENÁRIO DE ALLAN KARDEC

on-line

CLIQUE NA IMAGEM,
E LEIA A
NOSSA HISTÓRIA DE AMOR

NOSSA HISTÓRIA


...Quero dedicar esse blog a minha doce e amada mulher Laura. Agendas e cadernos somem com o tempo... e aqui toda a luz do Espiritismo e o meu amor jamais morrerá para ela.



PRÊMIOS




LINKS QUE RECOMENDO

  • O CONSOLADOR PROMETIDO
  • ADEP PORTUGAL
  • CCE - CALDAS DA RAINHA
  • CECA - PORTO
  • FEDERAÇÃO ESPÍRITA PORTUGUESA
  • GRUPO ESPÍRITA BATUÍRA
  • OBRAS BÁSICAS DA CODIFICAÇÃO
  • PORTAL DO ESPÍRITO
  • Meu perfil





    BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, TIJUCA, Homem, de 46 a 55 anos, English, Spanish, Informática e Internet, Esportes



    Meu humor



    Histórico
    11/02/2007 a 17/02/2007
    04/02/2007 a 10/02/2007
    28/01/2007 a 03/02/2007
    21/01/2007 a 27/01/2007
    14/01/2007 a 20/01/2007
    07/01/2007 a 13/01/2007
    31/12/2006 a 06/01/2007
    24/12/2006 a 30/12/2006
    17/12/2006 a 23/12/2006
    10/12/2006 a 16/12/2006
    03/12/2006 a 09/12/2006
    26/11/2006 a 02/12/2006
    19/11/2006 a 25/11/2006
    12/11/2006 a 18/11/2006
    05/11/2006 a 11/11/2006
    29/10/2006 a 04/11/2006
    22/10/2006 a 28/10/2006
    15/10/2006 a 21/10/2006
    08/10/2006 a 14/10/2006
    01/10/2006 a 07/10/2006
    24/09/2006 a 30/09/2006
    17/09/2006 a 23/09/2006
    10/09/2006 a 16/09/2006
    03/09/2006 a 09/09/2006
    27/08/2006 a 02/09/2006
    20/08/2006 a 26/08/2006
    13/08/2006 a 19/08/2006
    06/08/2006 a 12/08/2006
    30/07/2006 a 05/08/2006
    23/07/2006 a 29/07/2006
    16/07/2006 a 22/07/2006
    09/07/2006 a 15/07/2006
    02/07/2006 a 08/07/2006
    25/06/2006 a 01/07/2006
    18/06/2006 a 24/06/2006
    11/06/2006 a 17/06/2006
    04/06/2006 a 10/06/2006
    28/05/2006 a 03/06/2006
    21/05/2006 a 27/05/2006
    14/05/2006 a 20/05/2006
    07/05/2006 a 13/05/2006
    30/04/2006 a 06/05/2006
    23/04/2006 a 29/04/2006
    16/04/2006 a 22/04/2006
    09/04/2006 a 15/04/2006
    02/04/2006 a 08/04/2006
    26/03/2006 a 01/04/2006
    19/03/2006 a 25/03/2006
    12/03/2006 a 18/03/2006
    05/03/2006 a 11/03/2006
    26/02/2006 a 04/03/2006
    19/02/2006 a 25/02/2006
    12/02/2006 a 18/02/2006
    05/02/2006 a 11/02/2006
    29/01/2006 a 04/02/2006
    22/01/2006 a 28/01/2006
    15/01/2006 a 21/01/2006
    08/01/2006 a 14/01/2006
    01/01/2006 a 07/01/2006
    25/12/2005 a 31/12/2005
    18/12/2005 a 24/12/2005
    11/12/2005 a 17/12/2005
    04/12/2005 a 10/12/2005
    27/11/2005 a 03/12/2005
    20/11/2005 a 26/11/2005
    13/11/2005 a 19/11/2005
    06/11/2005 a 12/11/2005
    30/10/2005 a 05/11/2005
    23/10/2005 a 29/10/2005
    16/10/2005 a 22/10/2005
    09/10/2005 a 15/10/2005
    02/10/2005 a 08/10/2005
    25/09/2005 a 01/10/2005
    18/09/2005 a 24/09/2005
    11/09/2005 a 17/09/2005
    04/09/2005 a 10/09/2005
    28/08/2005 a 03/09/2005
    21/08/2005 a 27/08/2005
    14/08/2005 a 20/08/2005
    07/08/2005 a 13/08/2005
    31/07/2005 a 06/08/2005
    24/07/2005 a 30/07/2005
    17/07/2005 a 23/07/2005
    10/07/2005 a 16/07/2005
    03/07/2005 a 09/07/2005
    26/06/2005 a 02/07/2005
    19/06/2005 a 25/06/2005
    12/06/2005 a 18/06/2005
    05/06/2005 a 11/06/2005
    29/05/2005 a 04/06/2005
    22/05/2005 a 28/05/2005
    15/05/2005 a 21/05/2005
    08/05/2005 a 14/05/2005
    01/05/2005 a 07/05/2005
    24/04/2005 a 30/04/2005
    17/04/2005 a 23/04/2005
    10/04/2005 a 16/04/2005
    03/04/2005 a 09/04/2005
    27/03/2005 a 02/04/2005
    20/03/2005 a 26/03/2005
    13/03/2005 a 19/03/2005
    06/03/2005 a 12/03/2005
    27/02/2005 a 05/03/2005
    20/02/2005 a 26/02/2005
    13/02/2005 a 19/02/2005
    06/02/2005 a 12/02/2005
    30/01/2005 a 05/02/2005
    23/01/2005 a 29/01/2005
    16/01/2005 a 22/01/2005
    09/01/2005 a 15/01/2005
    02/01/2005 a 08/01/2005
    26/12/2004 a 01/01/2005
    19/12/2004 a 25/12/2004
    12/12/2004 a 18/12/2004
    05/12/2004 a 11/12/2004
    28/11/2004 a 04/12/2004
    21/11/2004 a 27/11/2004
    17/10/2004 a 23/10/2004
    10/10/2004 a 16/10/2004
    12/09/2004 a 18/09/2004
    29/08/2004 a 04/09/2004
    22/08/2004 a 28/08/2004
    01/08/2004 a 07/08/2004
    25/07/2004 a 31/07/2004
    18/07/2004 a 24/07/2004
    11/07/2004 a 17/07/2004
    04/07/2004 a 10/07/2004
    27/06/2004 a 03/07/2004
    20/06/2004 a 26/06/2004
    13/06/2004 a 19/06/2004
    06/06/2004 a 12/06/2004
    30/05/2004 a 05/06/2004
    23/05/2004 a 29/05/2004
    16/05/2004 a 22/05/2004
    09/05/2004 a 15/05/2004
    25/04/2004 a 01/05/2004
    18/04/2004 a 24/04/2004
    11/04/2004 a 17/04/2004
    04/04/2004 a 10/04/2004
    28/03/2004 a 03/04/2004
    21/03/2004 a 27/03/2004
    14/03/2004 a 20/03/2004




    VOTAÇÃO
    Dê uma nota para
    meu blog



    BONS LINKS
     BLOG DO POETA EDUARDO BARROS
     COISAS DO NOSSO AMOR
     SEU MADRUGA E DRISINHA - 100%Risadinha
     BILHAR ONLINE
     BLOG DO FLOK - BICHON FRISÉ
     BLOG DA LAURA


     Escolha o grupo:
     

     
    >